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Críticas Mangá

Zelda Majora’s Mask da Panini é mais uma compra essencial para fãs da série

Este mês a Editora Panini colocou nas bancas e melhores livrarias o terceiro volume da sua coleção The Legend of Zelda Perfect Edition, agora focado nos jogos Majora’s Mask e A Link to the Past. O material é oficial da Nintendo e custa R$ 29,90 por edição. Confira, logo abaixo, nosso vídeo review com book tour pela obra, além de crítica em texto na sequência:


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Como nos volumes anteriores, o traço e roteiro são de Akira Himekawa, o pseudônimo de uma dupla de autoras muito talentosas, que sabem como fazer os jogos brilharem em uma mídia totalmente diferente, sem jamais perder a identidade, tom e clima de aventura que conquistou milhões de fãs por todo o planeta.

Altos e baixos

O terceiro volume é, ao mesmo tempo, o mais forte e mais fraco da coleção até agora. Afinal, Majora’s Mask conta com a trama mais interessante de todas as publicadas no Brasil. Como o jogo de Nintendo 64 não tem tantas dungeons e é focado em sidequests (como a memorável missão de Anju e Kafei), os quadrinhos conseguiram explorar muito bem o fascinante mundo e personagens encontrados pela jornada.

Dá para sentir o mesmo senso de urgência e terror do game enquanto a lua gigantesca ameaça se chocar contra Termina, e isso ajuda bastante a história a ter stakes altos. Todos os personagens são bem trabalhados e construídos, e certamente essa é uma das melhores adaptações de um game para mangá que já li!

Por outro lado, as coisas não dão tão certo assim em A Link to the Past, que ficou uma grande bagunça. Como o jogo é menos linear e tem poucos personagens e diálogos, as autoras tiveram mais liberdade aqui, só que isso acabou sendo um tiro no próprio pé, já que foi preciso criar coadjuvantes e situações para amarrar o fiapo de trama do jogo original.

Pior ainda, boa parte do lore e eventos marcantes são resumidos a quadrinhos expositivos em que a história é apenas narrada em balões, e não mostrada com ação, o que tira muito do dinamismo das páginas. Só as três primeiras dungeons são narradas e mostradas com detalhes, e todo o resto do jogo fica mais corrido que o maratonista de Ocarina of Time.

Ao menos há dois belos extras para compensar essa história fraquinha: o primeiro é uma história bônus explicando as origens da máscara de Majora, e o segundo é uma entrevista entre as autoras e Eiji Aonuma, então diretor dos jogos da série. É uma material muito bom e com forte apelo para os fãs e colecionadores!

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