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Críticas Games

Wolfenstein II: The New Colussus | É primavera para o Switch com mais um jogão

Depois de se consagrar com um dos melhores shooters da geração em suas versões para PC, Xbox One e PlayStation 4, Wolfenstein II: The New Colossus finalmente chegou ao Nintendo Switch em mais um port da Panic Button, a mesma desenvolvedora que trouxe Doom e Rocket League ao console híbrido da Nintendo. Novamente eles acertaram em cheio e conseguiram alcançar um pequeno milagre tecnológico!


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Clique no vídeo acima para conferir o review do game feito pelo nosso canal parceiro Aquele Cara, dedicado aos jogos e consoles da Nintendo

Se você curte jogos de tiro em primeira pessoa e não jogou a versão dos outros consoles, praticamente não há ressalvas para se fazer por aqui. A mais recente aventura de William ‘B.J.’ Blazkowicz é um verdadeiro deleite, e acabar com os nazistas nunca foi tão gratificante! Como no jogo anterior, The New Order, a trama é cheia de momentos legais, surpresas, personagens marcantes e até reviravoltas espertinhas, tudo isso misturando um clima de filme B com comentários políticos relevantes.

Derrubando o Reich

No mundo de Wolfenstein temos uma realidade alternativa onde as forças de Hitler conseguiram tomar o poder e vencer a Segunda Guerra graças às máquinas e armas avançadas a que tiveram acesso. Péssimas notícias para a humanidade, mas ótimas notícias para os jogadores, que agora podem encarar os mais diversos inimigos em um campo de batalha diferente de tudo que já se viu por aí.

Não é preciso ter jogado o primeiro game para entender e apreciar The New Blood, mas é uma boa ideia fazer isso caso você tenha interesse na trama. Até rola uma breve recapitulação no comecinho do jogo, só que os momentos mais intensos são reduzidos a breves cenas sem impacto algum. É melhor do que nada, mas nem se compara a jogar para valer, mesmo que nesse flashback você também possa fazer uma escolha dramática que bifurca a linha do tempo do série.

Embora não seja possível apreciar o primeiro Wolfenstein no Switch, quem joga apenas no console da Nintendo ao menos pode se gabar de ter um recurso exclusivo: dá para customizar e calibrar os controles de acordo com o seu gosto, inclusive adotando controles de movimento que tornam tudo mais preciso e divertido.

Por outro lado, ainda que isso seja bem óbvio e esperado, a versão de Switch conta com alguns inconvenientes. Mesmo comprando a versão física, é preciso fazer um download de mais de 8GB, o que é inconveniente (o download da versão digital ocupa 21GB, então é sempre uma boa ideia investir em um cartão SD). Além disso, há um óbvio downgrade em relação às demais plataformas no mercado.

Não espere pelo mesmo nível de detalhes nos personagens e cenários, já que tudo está um pouco borrado e simplificado por aqui. Então se você preza pela corrida gráfica acima de tudo, vale a pena jogar em outro console caso tenha opção. Mas, convenhamos, é até injusto punir esse detalhe, quando o simples fato do jogo rodar bem no hardware da Nintendo é uma conquista e tanto!

Port de primeira

De resto, o jogo sofre com o mesmo problema em todas as plataformas: seria legal se ele seguisse o exemplo de Doom e tivesse um modo multiplayer para esticar sua vida útil, já que a campanha pode ser finalizada em pouco mais de 10h. Para compensar, há diversos níveis de dificuldade para experimentar as missões, o que deve alegrar a galera mais hardcore.

Esse público old school, inclusive, é quem mais vai apreciar o design do jogo. Seus níveis são bem pensados e normalmente há diversas abordagens diferentes para os problemas, graças à fartura de armas e o modo como os itens de cura são espalhados pelo mapa. Diferente da maioria dos shooters no mercado, é preciso pegar kits médicos e armaduras para se fortalecer, já que a recarga automática de vida só funciona quando você já está à beira da morte.

Ainda é possível usar o ambiente para matar os inimigos, e até tentar ser um pouco mais stealth em certas ocasiões — embora a maioria dos cenários de combate culminem em inimigos chamando uma nova leva de reforços. O tiroteio aqui é bem mais cadenciado do que as batalhas frenéticas de Doom, mas é igualmente divertido graças aos controles bem calibrados.

Poder curtir um jogão desses em qualquer lugar é incrível, e seus pequenos problemas são facilmente esquecidos quando vemos BJ em ação em uma taxa estável de quadros por segundo até em modo portátil. Fica a torcida para que a Panic Button lance ainda mais ports dessa qualidade no futuro! Até lá, será muito bom passar o tempo botando os nazistas em seu devido lugar.

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