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Cinema Críticas

Vingadores: Guerra Infinita supera desafios sem precentes no cinema

Vingadores: Guerra Infinita tinha uma missão absolutamente ingrata: em cerca de duas horas e meia de filme, unir todos os personagens e filmes anteriores do MCU, o Universo Cinematográfico da Marvel, para lutar contra um inimigo que mal tinha sido apresentado, o titã louco Thanos, até então um personagem raso e limitado a breves aparições e cenas pós-créditos.


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Se você manja um pouco de cinema e o básico de storytelling, sabe que, quanto mais personagens importantes você tem em tela, mais difícil é trabalhar todos eles direitinho. Quando mais locações e espaços afastados você precisa conciliar, mais caprichadas precisam ser as transições entre elas, a fim de não tirar todo o ritmo da jornada. Saber fazer uma boa montagem é mais que importante, é essencial.

Também preparamos um veredito em vídeo de Vingadores: Guerra Infinita. Clique no player acima para conferir nossas impressões enquanto jogamos o game Captain America and the Avengers para Nintendinho!

Ainda que os Irmãos Russo já tenham provado sua competência em filmes anteriores da Marvel, como Capitão América 2: Soldado Invernal, não há como negar que, apesar de todo o hype que cercava a Guerra Infinita, o simples escopo gigantesco da aventura parecia uma receita pronta para o desastre.

Mas não é isso que acontece, muito pelo contrário! E o simples fato de um filme tão desafiador não ser um desastre já é algo digno de elogios, já que não havia precedentes, na história do cinema, de um encontro tão gigantesco de personagens, culminando no que promete ser o fim de uma era para toda uma geração.

Assim como Joss Whedon acertou em cheio no primeiro Vingadores ao tornar o filme um gigantesco desenho animado, sob medida para qualquer um que passou a infância brincando com seus bonecos de heróis, Guerra Infinita sabe muito bem como usar a ação e interações entre seus personagens para fazer a trama andar.

No geral, há três espaços principais para a ação, explorados em diferentes momentos do filme: o espaço urbano, em Nova York; o espaço sideral, que vai desde naves até diferentes planetas alienígenas; e o espaço mais selvagem de Wakanda, onde acontecem as lutas em campo aberto. Sabiamente, nossos queridos heróis estão bem espalhados e com missões distintas em cada canto do MCU, mas todos com um objetivo final em comum: impedir que Thanos conquiste as seis joias do infinito e, com isso, elimine metade da vida do universo, que é o seu objetivo final.

Para não confundir demais a audiência, o fio condutor da narrativa é o próprio Thanos, que nós acompanhamos ao longo de quase todo o filme em suas quests individuais em busca das joias. Essa é a grande sacada para o filme funcionar tão bem como funciona. Embora, à primeira vista, seja possível pensar que trata-se de uma narrativa com múltiplos protagonistas, todos os heróis são coadjuvantes de luxo em uma trama sobre o Thanos!

Isso não significa que boa parte deles não tenha seus próprios arcos e histórias para contar. O que acontece é que o tempo de tela e a importância narrativa não é igualmente distribuída entre os personagens. Com isso, fica a impressão de que alguns personagens de peso só serão explorados adequadamente em Vingadores 4.

É bom ter ciência, também, que embora não seja preciso ter visto outros filmes para se divertir com Guerra Infinita, de forma alguma ele se sustenta sozinho, e é realmente apenas a primeira parte de uma longa história que só será concluída em 2019, com a estreia de mais um Vingadores, este sim o clímax derradeiro do MCU.

Tendo isso em mente, não há como deixar de se divertir com o maior encontro de personagens já visto no cinema. Nunca tivemos tantos atores de peso contracenando ao mesmo tempo; nunca houve um filme de escopo e ambição tão grandiosos assim. Ainda que isso não o torne o melhor filme de heróis já feito, conseguir honrar uma tarefa tão ousada é algo que merece todo nosso respeito. Que venha logo a parte dois!

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