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Fãs de vampiros estão sedentos por um novo grande jogo do mito – e Bloodlines 2 pode ser a chave

Vampiros sempre permearam nossas vidas… midiáticas. Antes do clássico filme Nosferatu em 1922, diversos livros já haviam sido lançados sobre o mito que regularmente ganha nossa atenção em formato cinematográfico, musical ou até mesmo em jogos.

Entretanto, para muitos a imagem mais recente dos vampiros não é a do Drácula de Entrevista Com O Vampiro, ou o sanguinário Blade da série homônima. Ao invés disso, pensar em vampiro no pós-2008 é ter um flashback do fenômeno Crepúsculo, cuja série de livros e de adaptações de cinema gerou rios de dinheiro, atenção e críticas pesadas quanto à qualidade da obra.

Não precisamos entrar nos méritos da qualidade da obra criada por Stephenie Meyer, que nem tinha a intenção de lançar a série ao público quando ela foi criada em meados de 2003. Porém, a imagem dos vampiros reluzentes de Crepúsculo está longe do que temos como referência em um passado nem tão distante.

Fonte: “Vampire” por Kevin Dooley (CC BY 2.0)
Fonte: “Vampire” por Kevin Dooley (CC BY 2.0)

Além do cinema e dos seriados, como True Blood da HBO, os jogos também moldaram nossa percepção do mito. Desde o Dracula/Alucard da série Castlevania, até os vampiros que estampam alguns dos jogos de cassino online da Redbet, a imagem que os jogadores de videogame tem dos vampiros é bem diferente daquilo que se tornou a visão prevalente em tempos recentes – o que explica em parte também a grande rejeição que Crepúsculo teve, e tem até hoje.

Entre esses jogos, temos Legacy of Kain em uma série que durou entre 1996 e 2004 com jogos de grande qualidade para a época que até hoje não tiveram qualquer tipo de sinal de atualização ou renovação. Mesmo o apelo dos fãs não moveu projetos de desenvolvimento de um novo jogo da franquia na geração atual, com a mesma basicamente colecionando projetos lançados e cancelados.

Outra série clássica destes tempos é Vampire: The Masquerade. O primeiro e até então único jogo da série, Bloodlines, é baseado em um RPG de vampiros já bem famoso entre jogadores de tabuleiro por tratar não só da temática mítica, mas também por enveredar em temas bem mais sérios como política, ética, morte e afins.

Bloodlines foi lançado de forma incompleta em 2004, e ainda assim conquistou uma legião de fãs graças à sua trama totalmente envolvente. Os aspectos técnicos como gráficos, áudio e jogabilidade pecam bastante até mesmo em comparação à jogos da época, onde a competição vinha da Valve com a esperada continuação de Half-Life, e da Konami com o terceiro jogo da série Metal Gear Solid.

Fonte: “vampire-masquerade-redemption” por Gordon Cameron (CC BY 2.0)
Fonte: “vampire-masquerade-redemption” por Gordon Cameron (CC BY 2.0)

Os fãs cult de Bloodlines ajudaram muito a manter o jogo vivo consertando bugs e outros problemas que apareciam com mods e patches independentes. Sua grandeza é lembrada até hoje muito graças a essa dedicação, que faz com que o jogo outrora quebrado de 2004 possa ser jogado até hoje e apreciado.

E essa dedicação foi premiada no começo desse ano. A Paradox Interactive, publicadora e criadora de jogos como Crusader Kings II e Cities: Skylines, lançará em 2020 uma sequência ao primeiro Bloodlines.

O impacto da notícia pode ter sido limitado comparado a outros anúncios. Mas para a tão dedicada base de fãs de Bloodlines, essa talvez tenha sido a melhor notícia do ano. Ainda assim, o impacto de um novo Bloodlines, desta vez carregando o selo Paradox de qualidade, não deve se limitar a esses fãs. Já faz tempo que bons jogos de vampiros não são lançados, e tentativas de modernização de séries antigas como a supracitada Castlevania tem sido esforços sem sucesso.

Bloodlines 2 pode ser a chave para mudar o recorde. A história será escrita pelo mesmo roteirista da primeira obra; e a desenvolvedora, Hardsuit Labs, tem experiência prévia em jogos de ação – justamente aquilo em que o primeiro Bloodlines mais pecava. É uma união que tem muito para dar certo, e colocar vampiros de volta em voga. Adicione tudo isso à falta de um estúdio triplo-A pressionando pela maximização de lucros nessa obra, e é difícil não ficar animado!