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Tudo o que adorei em Star Wars: O Despertar da Força

Na última sexta-feira, em sua coluna, meu amigo Thomas Schulze escreveu sobre os tópicos que o incomodaram em Star Wars: O Despertar da Força, o mais novo filme da série a chegar aos cinemas. No final de semana pude finalmente conferir o resultado da direção de J.J. Abrams, que assumiu a batuta após a aquisição da saga pela Disney, e confesso que saí da sessão extasiado.

Nem preciso dizer que esse texto está repleto de spoilers, né? A partir daqui, leia por sua conta e risco. Se não quiser saber de nada sobre o filme antes de assistí-lo, pare de ler agora mesmo! Mas se optar por ler, não venha depois reclamar que estraguei as surpresas!

Spoiler-Alert

Continuando…

Ainda que concorde com diversos pontos levantados no outro texto, como a “homenagem” exagerada à trama de Uma Nova Esperança, a inutilidade de Phasma e o fim precoce da Starkiller (que tinha tremendo potencial como A Arma Definitiva), no geral achei O Despertar da Força um verdadeiro filmão. Com roteiro bem escrito, personagens cativantes, ótimas atuações e bom equilíbrio entre ação, descontração e seriedade, O Despertar da Força já está entre meus Episódios favoritos da franquia, talvez empatado com o ótimo A Vingança dos Sith.

O melhor

Mas dizer que gostei do filme não é suficiente, é preciso listar o que realmente me agradou no sétimo Episódio da grandiosa guerra nas estrelas. Então, a seguir, listo tudo o que adorei em Star Wars: O Despertar da Força. ‘Simbora!

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A heroína “adormecida”

Verdadeira grande protagonista de O Despertar da Força, Rey é daquele tipo de personagem que todos amamos amar: é altruísta, heroica, poderosa, habilidosa, inocente e bastante divertida. Habitante de Jakku desde pequena, a moça vive “catando lixo”, fuçando naves destruídas em busca de peças que possam lhe render um punhado de comida. Ela não pensa duas vezes antes de salvar BB-8, se esforça para ajudar o robozinho a completar sua missão e fica ao lado de Finn mesmo após a revelação de seu segredo.

Se encararmos este sétimo episódio com o quarto, Rey é um Luke Skywalker mais safo e com atuação infinitamente superior. Tá certo que Mark Hamill hoje é um grande nome, sendo o responsável por personagens memoráveis no cinema, na TV e dublando games e animações, mas em 1977 o então jovem rapaz não era exatamente um bom ator. Enquanto isso, Daisy Ridley dá vida de forma magistral à destemida heroína.

Assim como Luke, Rey segue sua aventura apredendo a usar a Força e aceitando seu papel no plano maior. É impossível não gostar da personagem, que por diversas vezes é a responsável por momentos de grande descontração ou de muita emoção. Definitivamente, Rey é a protagonista que todos — você, eu e a série Star Wars como um todo — merecemos.

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O Stormtrooper consciente

O soldado FN-2178, posteriormente apelidado “Finn”, cresceu como um Stormtrooper. O rapaz foi criado e doutrinado para seguir cegamente os líderes d’A Primeira Ordem, mas já em sua primeira missão a ficha caiu e Finn percebeu que, bem, sua turma não era necessariamente a mais bondosa do pedaço.

O dilema do cara ao chegar a Jakku e perceber que não devia seguir a ordem de extermínio foi sensacional, e o ator John Boyega mandou muito bem ao transparecer todo o sentimento de culpa, confusão e desespero do soldado que percebe que não pertence àquele lugar, mas não sabe muito bem o que fazer para se ver longe dali.

Finn nasceu para ser um herói, só não sabia disso até se encontrar com Poe Dameron, Rey e a dupla de veteranos Han Solo e Chewbacca. E o crescimento do personagem na trama, por diversas vezes assumindo a liderança e encarando perigos mesmo sabendo que provavelmente não teria qualquer chance de vitória — como quando usa o sabre de luz para duelar com Kylo Ren —, é muito gratificante de se acompanhar.

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O melhor piloto da Resistência

Se na década de 1970 Han Solo era o melhor piloto da galáxia, hoje o posto é ocupado por Poe Dameron. O personagem interpretado por Oscar Isaac é o típico “cara legal”: é o melhor no que faz, recebe missões importantes, tem boas frases e diálogos e não foge diante do perigo.

Apresentado inicialmente como o cara destemido que encara sozinho um batalhão de troopers para garantir o sucesso de sua missão, o dono de BB-8 acaba sendo capturado e torturado, finalmente cedendo e entregando a localização do segredo que os vilões tanto procuram. Mas se você achava que isso seria o suficiente para fazê-lo correr para bem longe d’A Primeira Ordem, engano seu: Poe retorna de forma triunfal para salvar o dia (duas vezes).

Dameron completa o novo trio de protagonistas, sendo uma mistura de Luke (o bom piloto altruísta) e Han Solo (o bom piloto meio canastrão), o que somado à ótima atuação de Isaac faz dele um dos grandes destaques do novo filme.

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BB-8, o pequeno grande herói

Nem preciso dizer que o simpático robozinho já ocupa lugar especial entre meus personagens favoritos de toda a saga, né? Portador do segredo mais procurado da galáxia, a bolinha branca e laranja se mete em diversos apuros para completar sua missão, cruzando o caminho de Rey e Finn no processo e inserindo a dupla na trama.

R2-D2 que se cuide, porque BB-8 tem tudo para se tornar o dróide mais adorado de Star Wars!

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O retorno de Han Solo

Como não ficar arrepiado quando Han e Chewie entram na Millenium Falcon e o piloto solta o já famoso “Chewie, estamos em casa,” visto nos vídeos promocionais do longa-metragem há meses? Era Han Solo, o herói de guerra, o cara legal que todo mundo queria ser nas décadas de 1970 e 1980, a pessoa que serviu de modelo pra muita gente que cresceu acompanhando a série ao longo dos mais de  30 anos de existência da franquia!

Independente da idade já avançada de Harrison Ford, Han corre, atira e luta com adversários demonstrando ainda muito pique e habilidade, como se pouco tempo tivesse passado desde a clássica cena da perseguição aos Stormtroopers em Uma Nova Esperança.

Foi como rever um velho amigo.

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A sequência do flashback

Passado e possivelmente futuro protagonizaram uma das cenas mais legais de todo o filme. Quando Rey encontra o sabre de luz de Luke na base e Maz Kanata, o contato com a arma desencadeia na moça um flashback vívido, cheio de vozes conhecidas (como as Luke, Mestre Yoda e Obi-Wan Kenobi) e cenas importantes para o desenrolar da trama.

Vimos ali os Cavaleiros de Ren dizimando o que parecem ser os alunos de Luke, Rey sendo abandonada e uma prévia de seu duelo com Kylo Ren. Foram apenas alguns segundos, mas extremamente importantes não só para esse filme, mas para toda a nova trilogia.

Luke, que nesta sequência aparece com R2-D2 e cujo grito de negação visto no Episódio V pôde ser ouvido ao fundo, apareceu ao final de O Despertar da Força. Será que veremos Yoda e Obi-Wan como fantasmas da Força no oitavo episódio?

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Kylo Ren, o desequilibrado

Se amei o Kylo Ren nos trailers e vídeos promocionais de O Despertar da Força, posso dizer que saí da sala do cinema decepcionado. Aquele que era pra ser o grande vilão, o bad guy assustador que deixaria os novos heróis em constante perigo, se mostrou um moleque birrento e confuso. Mas depois, ao discutir o personagem com amigos, vi que estava errado: Kylo Ren é um grande personagem.

A começar por seu temperamento: Kylo é extremamente desequilibrado, descontando sua raiva na primeira coisa que vê pela frente. Não existe aqui qualquer traço de auto-controle, Kylo Ren não gosta de perder e não sabe como se comportar quando acaba perdendo. Ele quer desesperadamente ser como Darth Vader, seu avô, e continuar seu legado. Ele quer ser forte, influente e temido como Vader, mas teme não chegar aos pés do grande vilão da trilogia clássica. E isso é sensacional, pois ele parece ser tão poderoso quanto Vader (ou até mais, talvez tendo mais potencial do que o velho Anakin).

Afinal, já em sua primeira aparição, Ren mostra que tem grande controle sobre a Força parando um tiro de blaster no meio do caminho. E não apenas isso: o vilão continua agindo como se nada tivesse acontecido, dando ordens para os Stormtroopers, dialogando com sua equipe, interrogando o ancião da vila e, posteriormente, interagindo com Poe Dameron. E, durante todo esse tempo, o tiro permanecia ali, flutuando, parado no mesmo lugar. Se isso não é uma tremenda demonstração de controle sobre a Força, então eu já não sei o que é.

E mais: o quão sensacional é Kylo Ren temer ser seduzido pelo lado da luz? Geralmente somos apresentados a heróis caindo para o lado negro, mas aqui a situação é justamente o contrário! E seu medo de que Snoke perceba isso e de que seus sentimentos o levem a ceder e abandonar o lado negro o fazem tentar cortar o mal pela raiz, levando a uma das cenas mais tristes e com maior carga emocional de toda a franquia.

Sem contar que o cara leva um tiro da poderosa arma de Chewbacca, que Han Solo fez questão de nos mostrar que era capaz de fazer um tremendo estrago ao pegá-la emprestado para disparar contra os pobres troopers, e ainda assim deu uma surra em Finn e lutou em pé de igualdade contra Rey. Há quem diga que ali ela se mostrou muito superior, mas levando em conta que Kylo estava gravemente ferido (dada a quantidade de sangue que ele perdeu durante as duas lutas por conta do tiro e os socos que dava na lateral da barriga como que para “acordar” o corpo dormente) dá pra dizer que se Ren estivesse em boas condições Rey e Finn teriam perecido ali mesmo.

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Han e Leia, amor eterno

Como não se emocionar com o encontro de Leia e Han? Mais experientes, o velho casal continua funcionando bem na tela, e sua dinâmica é incrível. Ainda que tenham interagido muito pouco neste sétimo filme, a dupla foi capaz de passar muito sentimento com sua conversa sobre o passado, sobre como nem sempre foi tudo maravilhoso — mas que os poucos momentos felizes fizeram cada segundo valer a pena.

É visível que Han e Leia seguem separados e amargurados; seu filho, extremamente sensível à força, foi enviado a Luke para treinar nas artes Jedi e acabou se voltando contra seu mestre, seduzido pelo Lado Negro.  E isso os deixou devastados. Han e Leia querem seu filho de volta, e embora o objetivo da Resistência seja acabar com A Primeira Ordem, o casal secretamente só quer que seu filho caia na real e volte pra casa.

Embora a queda de Ren tenha levado o casal a seguir caminhos diferentes, Leia e Han não são capazes de realmente se separarar. No momento em que Leia aparece pela primeira vez diante de Han, é impossível não sentir que, sim, eles ainda se amam e querem ficar juntos. Mas toda a amargura, toda a culpa e sentimento de falha que sentem acabam impedindo que sigam lado a lado. Para que a família volte a ser uma família, é preciso que o terceiro pilar esteja presente. Eles precisam de Kylo Ren ao seu lado, e estão dispostos a tudo para alcançar esse objetivo.

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Han e Kylo, o último encontro

Quando Han sobe na plataforma para ir de encontro a Kylo Ren, seu filho seduzido pelo lado negro, minha vontade era gritar desesperadamente pedindo para ele voltar, para sair dali enquanto ainda havia tempo. Mas, ao mesmo tempo, queria que Han tentasse fazer seu filho cair na real e levá-lo de volta pra casa. Queria que Han tivesse sucesso em sua missão, e que ele e Ben, como descobrimos ser o nome do vilão, retornassem para os braços de Leia.

Bom, como já era esperado, Han não teve sucesso (mas valeu a tentativa). De qualquer forma, seu diálogo com o rapaz e aquele momento em que, mesmo depois de mortalmente ferido, o velho contrabandista toca a face de seu filho fizeram com que olhos marejassem e gargantas secassem em plena sala de cinema. Foi um momento triste e extremamente emocionante que mostrou que Han, o cara despreocupado e descolado da trilogia original, no fundo era uma pessoa como você e eu. Muito obrigado por tudo, Han!

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A batalha final

O que dizer daquela batalha final sensacional que durou pouco mas que considero pacas? Começando com o confronto entre Kylo Ren, seriamente ferido, e Finn, destreinado e sem qualquer poder Jedi. Os caras trocaram uns bons golpes até que Ren desse um jeito de deixar o ex-Stormtrooper caído quase sem vida.

Aí chegou a vez de Rey, desesperada com a situação de seu amigo, que não vê outra saída senão aceitar que a Força é poderosa em si e que sua única saída era abraçá-la e lutar contra Kylo Ren. E que luta foi aquela! Alguns argumentarão que ela lutou bem até demais para alguém sem qualquer treinamento, mas vamos lembrar de quando Obi-Wan treinava Luke na Millenium Falcon e o rapaz era capaz de rebater tiros de blasters com os olhos vendados usando o poder da Força. O princípio aqui é o mesmo: a Força despertou em Rey, e a heroína utilizou isso a seu favor.

Levando isso em consideração e somando os fatos de que Kylo Ren estava gravemente ferido e, como Snoke fez questão de frisar, não havia completado seu treinamento, é bastante plausível que ele e Rey estivessem quase em pé de igualdade.

E aquela tentativa de Kylo de trazer Rey para o seu lado, oferecendo treinamento e conhecimento? Ali, por mais que haja quem diga que foi um momento forçado, que quando ela fecha os olhos o cara podia simplesmente tê-la partido ao meio ou jogado penhasco abaixo, é preciso considerar que a oferta dele era real. Kylo Ren realmente esperava ser capaz de ter Rey ao seu lado, como sua aprendiz. O vilão não era nada bobo e percebeu muito bem que a Força era poderosa em Rey. E a moça seria uma adição e tanto para seu time, então valia a pena esperar uma resposta.

Já Rey, naquele momento em que fecha os olhos, se concentra e tenta focar para utilizar a Força a seu favor. Lembremos que ela está aprendento tudo sozinha, ela é totalmente autodidata. Ela aprendeu na marra a usar o truque da mente quando presa na base d’A Primeira Ordem. Ali ela aceitava que sim, é sensível à Força, que dependia disso para sobreviver à batalha e que provavelmente era seu destino se tornar uma Jedi.

Então não houve nada de errado com aqueles preciosos segundos em que ela fechou os olhos e Kylo Ren não a matou, e não foi estúpido da parte dela fechar os olhos no meio da luta. Só é preciso entender o que cada um dos combatentes buscava naquele momento.

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Luke, o hermitão

O primeiro personagem citado no filme foi o último a aparecer. A aparição mais aguardada e mais bem guardada de todo o filme se resumiu a um momento que não traz respostas e nos deixa com ainda mais perguntas. Sua rápida aparição, com o clássico visual de sábio Mestre Jedi (quase emulando o Velho Ben do Episódio IV), só aumentou a empolgação pelo próximo filme, que infelizmente só vai chegar aos cinemas daqui a dois anos…

Gostei, mas podia ser melhor

Como não é segredo que o filme não é perfeito, O Despertar da Força tem alguns pontos que poderiam ser bem melhores e acabaram ficando aquém das expectativas. Abaixo, apresento alguns tópicos que até curti, mas que acredito que poderiam ter ficado bem melhores.

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Uma [nova] Nova Esperança

OK, ficou bem claro que essa nova trilogia começou como uma grande homenagem aos filmes originais. Todo lance de “dróide é achado e precisa entregar informações importantes” e “protagonista vive em planeta desértico sem saber que tem imensos poderes Jedi” pode funcionar pra quem começou a acompanhar a saga agora (ou a partir dos prequels, sem se importar muito com os episódios IV, V e VI), mas para os fãs de longa data parece apenas “chupado” do primeiro filme da série. Se as homenagens ao roteiro de Uma Nova Esperança fossem um pouco mais pontuais, talvez a sensação de déjà vu seria um pouco mais leve.

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Starkiller, a arma “suprema”

“Cacete, essa ‘Estrela da Morte’ nova é gigante!! Aposto que dessa vez os caras terão muita dificuldade pra acabar com ela!”, foi o que pensei quando a base Starkiller apareceu pela primeira vez no filme. A arma d’A Primeira Ordem era tão imensa que tinha atmosfera, flora e possivelmente fauna próprios. Se a Estrela da Morte era comparável em tamanho a um satélite natural, Starkiller era grande o suficiente para ser o planeta no qual a arma de Uma Nova Esperança poderia girar em volta.

E o quão legal é uma arma de destruição que drena estrelas completamente e utiliza toda a energia para destruir planetas? É simplesmente sensacional e abre um leque de possibilidades como uma ameaça que poderia pairar sobre a cabeça da Resistência por uns dois ou até três filmes!

Mas como bem dizem por aí, tamanho não é documento. No final das contas, Starkiller deu um pouco mais de trabalho para ser destruída, mas acabou sendo explodida. Tremendo desperdício de potencial (mas ainda assim foi legal pra caramba ver todo aquele poder destrutivo e até acreditar por alguns minutos que o plano de Han e os esforços de Poe seriam em vão).

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Capitã Phasma, a trooper cromada

Quando soube que Gwendoline Christie estaria em Star Wars: O Despertar da Força interpretando uma capitã Stormtrooper com uniforme cromado, destacando-a totalmente dos demais soldados, o hype pelo filme só aumentou. Era uma ótima atriz pegando um papel de destaque com potencial para se tornar o primeiro Stormtrooper realmente badass e ameaçador dos filmes… e aí ela aparece em algumas poucas cenas, e seu maior tempo de tela é quando ela é sequestrada e obrigada a desarmar o escudo da Starkiller.

O visual da personagem, seu porte e o ar de líder carrasca me agradaram bastante, mas fiquei decepcionado com a forma como ela foi utilizada no filme. Com sorte veremos a Capitã Phasma mostrando que realmente merece nosso respeito no próximo filme.

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Supremo Líder Snoke, a grande ameaça

O gigantesco Snoke (que na verdade não deve ser daquele tamanho, provavelmente apenas o holograma tinha aquelas proporções) serve bem ao propósito de ser o novo vilão agindo na surdina, planejando tudo dos bastidores sem realmente sujar as mãos. Inteligente e estrategista, Snoke (interpretado pela lenda viva Andy Serkis) incita disfarçadamente uma forte rivalidade entre Kylo Ren e o General Hux, fazendo com que os rapazes dêem o máximo de si para agradar ao grande mestre.

Ver o novo vilão, de quem sabemos muito pouco (e isso é ótimo!), agindo nas sombras, arquitetando planos para derrubar a Resistência e tutelando os garotos foi bem legal — principalmente quando ele deixou claro que era hora de o treino de Kylo Ren realmente começar, abrindo a possibilidade de o vilão se tornar um verdadeiro Sith —, mas o CG usado no personagem e o tamanho descomunal do holograma me incomodaram bastante, já que destoaram bastante do resto do filme.

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O exílio de Luke

Herói da trilogia original e teoricamente o último Jedi da galáxia, Luke é o primeiro personagem citado em O Despertar da Força e o último a aparecer no filme. Toda a trama gira em torno da necessidade de a Resistência encontrá-lo, já que seus poderes seriam de grande ajuda na luta contra a Primeira Ordem. Sem dúvida alguma, a urgência de se localizar o Jedi é uma boa motivação para os demais personagens seguirem fazendo as engrenagens do roteiro se movimentarem, e a aparição do lendário herói ao final do filme foi emocionante (ainda que eu tenha ficado com pena da Rey, que ficou um bom tempo com o braço estendido oferecendo o sabre de luz sem que Luke esboçasse qualquer intenção de pegá-lo).

O que realmente me incomodou aqui foi o lance do exílio em si. Se Luke, na trilogia original, foi o grande herói que derrotou os Sith (despertando em Darth Vader o lado luz novamente, e não necessariamente descendo o cacete no próprio pai e em Darth Sidious, mas OK) e encarou o Império cara-a-cara diversas vezes sem demonstrar hesitação, exilar-se após a queda de sua nova escola Jedi pareceu uma grande descaracterização do personagem. Funcionou bem para o roteiro mas, pessoalmente, não consigo imaginar Luke fugindo com o rabo entre as pernas.

Acredito que o ato do Jedi será melhor explicado no Episódio VIII, provavelmente deixando claro que sua intenção era buscar fortalecimento ou se preparar para enfrentar seu sobrinho (preferencialmente trazendo-o de volta para a luz, mas tendo em mente que talvez seja preciso usar uma abordagem mais agressiva e até letal). Mas enquanto não rola uma explicação, sigo incomodado com a fuga do personagem.

Saldo mais que positivo

Ao sair da sala de cinema, foi impossível conter o sorriso. Na minha opinião, Star Wars: O Despertar da Força cumpriu muito bem a tarefa de apresentar a série a um novo público, a uma nova geração, enquanto oferecia aos fãs das antigas uma dose de nostalgia e fan service.

Posso dizer que adorei o sétimo episódio da franquia e que mal posso esperar pelo Episódio VIII. E você o que achou de Star Wars: O Despertar da Força?

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