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Críticas Games

Towards the Pantheon | RPG peca no básico, mas é competente

Jogos de RPG sempre foram um sucesso nos consoles desde a época do Super Nintendo, quando Final Fantasy começou a chegar aos consoles das casas (mesmo com a numeração trocada), ou até mesmo com o clássico Chrono Trigger com múltiplos finais diferentes.


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O gênero foi evoluindo e se reinventando e nós, que vivenciamos aquela época dourada, sentimos saudades de um clássico e básico RPG por turnos. Towards the Pantheon é um jogo indie que traz muitas lembranças daquela época, mas que também tratou de mostrar que ainda há inovação a ser feita dentro de um gênero tão amplo como o RPG.

O começo da jornada

No reino, quatro raças estão passando por um desentendimento: os humanos, os felinos, os electropunks e os fantasmas simplesmente não conseguem chegar a um acordo. Enquanto há essa fraqueza, um grupo conhecido como Os Jurados da Luz aproveitam tal oportunidade para controlar e dominar todos esses grupos. Com suspeita das ações desse grupo, o líder de uma pequena vila convoca sua maior guerreira, Freyja, para embarcar numa jornada e deter o avanço desse grupo que se encontra com uma força absurda.

Como todo bom RPG, a aventura é demais para apenas uma pessoa e, certamente, você encontra aliados que te ajudarão durante todo o percurso. Cada membro de uma raça diferente entra por algum motivo específico. Por exemplo, Bam, o segundo personagem a entrar na aventura, é um felino estudioso que, em sua última aventura, teve uma grande perda: seu próprio irmão.

“Freyja e Bam são os primeiros heróis da aventura”

As histórias de cada personagem são elaboradas e você aprende mais sobre cada um deles toda vez que chega em uma área nova e salva. Afinal, em cada Save Point é possível ativar uma cena onde os personagens do grupo sentam à fogueira e conversam sobre temas que os abordam no dia a dia ou relembram parte de sua história passada.

Inimigos pra mais de metro

Durante a aventura, você pode encontrar símbolos de escudo brotando no mapa. Isso indica que são inimigos de campo, ou seja, você consegue evitá-los caso precise, sem ter aquela interrupção aleatória durante toda sua aventura. O símbolo padrão é um escudo azul, porém é possível encontrar um da cor vermelha. Esse requer mais cuidado, pois normalmente se trata de um chefe no caminho dos nossos heróis.

“Cada batalha pode ser perigosa!”

A variedade dos inimigos é grande, mas mesmo o menor inimigo pode ser fatal na sua aventura. Isso tudo se deve ao sistema de batalha e seu método de aumento de nível. Diferente dos RPGs convencionais, ao passar de level o seu personagem ganha um ponto de status para fazer upgrade baseado em uma árvore de habilidades.

Ou seja, você pode aumentar seu HP máximo, ganhar um ponto em ataque, defesa, precisão, SP máxima (isso varia, explicarei mais pra frente) e a recuperação de SP por turno. Dessa forma, a evolução do seu personagem é bem lenta, o que mantém a dificuldade do jogo balanceada.

“A árvore de habilidades do jogo”

Já o modo de batalha segue algo que eu nunca havia visto em um jogo. Cada personagem conta com um tipo de “barra mágica” para usar suas habilidades. Freyja, a protagonista do jogo, conta com a barra de SP e qualquer ataque consome um número variável dessa barra.

Porém, para recuperá-la, é necessário ou o uso de itens ou apenas aguardar o próximo turno para recuperar sua SP de acordo com seu Status (esse número pode aumentar quando você aumenta de nível). Já Bam conta com a barra EP e, diferente de Freyja, ele precisa tirar uma soneca para recuperar esses pontos.

Cada personagem tem uma estratégia diferente para funcionar durante as batalhas, dando equilíbrio para cada um deles, sem que cada um se sobressaia perante o outro.

Apesar de genial e única esse método de batalha, ele acaba sendo um tanto que problemático, já que não há outro meio de se fortalecer, a não ser aumentar de nível ou encontrar armas no mapa que liberam novos golpes para Freyja – sim, eles não aumentam seu ataque. Dessa forma, tive grandes dificuldades no começo do jogo, necessitando upar bastante a personagem para avançar no jogo.

O poder do Pixel

Towards the Pantheon não é o jogo mais belo que já vi quando se trata de pixel art. O game, no mundo em geral, parece mais um daqueles RPGs feitos pelo RPG Maker, não tendo tanta beleza para se mostrar. O destaque mesmo fica para as cenas na fogueira, uma mais linda que a outra, todas me enchiam os olhos pela qualidade daquelas sequências.

“A bela cena que pode ser vivenciada quase a cada save”

Já a trilha sonora acompanha muito bem os cenários e as batalhas que vão se desenvolvendo, ajudando a dar maior profundidade à narrativa e dando mais carisma e tensão durante a aventura.

Enfim, o descanso do herói

O game apresenta grandes inovações dentro do gênero, dando uma dinâmica diferenciada e novos desafios para os jogadores de RPG, porém acaba pecando num ponto crucial que todo o RPG deve tomar cuidado: a necessidade de evoluir o personagem para passar algum chefe do jogo.

Sabemos que o ponto de equilíbrio onde você consegue avançar o jogo sem a necessidade de farmar é difícil de alcançar. Porém, fazê-la necessária no começo do jogo foi um grande erro feito pelos desenvolvedores.

“Explorando a caverna”

Mesmo sendo frustrante no começo, assim que você pega o jeito, Towards the Pantheon é um game que vale a pena ser jogado até o fim, fazendo com que você descubra e entenda como funciona cada personagem e suas histórias.

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