Image default
Top 5½ Últimos Destaques

Top 5 ½ : Os maiores clichês dos jogos de luta

Essa semana a Capcom resolveu dar uma forcinha para a nossa série sobre clichês dos jogos, o que é muito bom! Vocês já viram o traje alternativo da Laura, de Street Fighter V? Pois é, deu o que falar por toda a internet e dividiu opiniões: há quem ache inovador e corajoso, enquanto outros vociferam se tratar da banalização da mulher.

Sem entrar no mérito da questão, a verdade é que a fama dos jogos de luta se deve, em partes, aos estereotipos e arquétipos de personagens. O carateca protagonista, o melhor amigo e rival, a musa… Nada aqui é mera coincidência, tudo é criado de forma bastante estratégica para tirar vantagem do sucesso de outras mídias, ou até mesmo para tentar cativar o público de uma região específica.

Dando continuidade a nossa série de clichês do universo dos jogos, essa semana vamos falar dos jogos de luta. Ready? GO!

 

5. Sem a musa não tem graça

O que seria de Street Fighter sem a Chun-Li, ou de Fatal Fury sem a Mai Shiranui? E Tekken sem a Nina Williams?

Não importa o que você faça, se você quer ter uma franquia de jogo de luta de sucesso, melhor arranjar um espacinho para uma musa no seu elenco. Ou muitas musas, como é o caso de The King of Fighters.

LOJA PLAYREPLAY

Veja também:
Retrô: The King of Fighters 94 trouxe inovações ao gênero dos jogos de luta

 

Se no começo da história do gênero elas estavam lá para agradar a molecada, hoje a conversa é diferente e as mulheres são vitais também para cativar o público feminino, responsável por quase 50% das vendas de jogos eletrônicos nos principais mercados mundiais. Aqui no PlayReplay, por exemplo, já estamos quase empatados! É o Girl Power!

chunli-maishiranui-playreplay

 

4. Saindo um personagem brasileiro no capricho!

Quando foi anunciado que haveria um personagem brasileiro no elenco de Street Fighter V, logo pensamos que seria o retorno de Blanka. Expoente máximo do HUE-BR em jogos de luta, nosso camarada esverdeado foi o precursor de uma leva de personagens brasileiros.

Hoje em dia é praticamente uma convenção ter um personagem brasileiro. E se no passado a máxima era ser monstruoso, vide o próprio Blanka ou o tritão Rikuo de Darkstalkers, com o tempo a situação foi melhorando, até chegar ao ponto em que somos representados por Laura Matsuda e Katarina Alves (Tekken 7). Que salto, hein?

katarina-alves-playreplay

 

3. Dando a volta ao mundo

Um globo terrestre no meio da tela, cheio de bandeirinhas de diversas nacionalidades. A maioria se divide entre Estados Unidos e Japão, mas sempre dedicando algum espaço a países menores no circuito como o México, China, Rússia e o próprio Brasil.

O mais engraçado é que esses campeonatos não se concentram em um único lugar, mas sim entre vários países. É mais ou menos como imaginar a Copa do Mundo de futebol sem uma sede fixa, com os times viajando feito doidos pra lá e pra cá.

De onde será que o Ryu, que é um andarilho convicto, tira tanta grana pra dar várias voltas ao mundo? Será que o Ken banca o amigo?

 

2. História pra boi dormir

Até o surgimento do modo história de Mortal Kombat (o reboot, não o original), era regra dos jogos de luta ter uma trama frágil e inconsistente. Afinal de contas, quem precisa de um bom motivo pra sair descendo o braço em estranhos ao redor do planeta?

geese-aof2-playreplayA série Marvel Vs., por exemplo, é conhecida por ter finais medíocres, geralmente formados por uma ou duas telas estáticas sem pé e nem cabeça. Já The King of Fighters até tentou inovar e criar arcos de história, mas fez uso de uma grande licença poética para unir personagens de diferentes linhas do tempo em um mesmo jogo. Ryo e Robert, por exemplo, deveriam estar no mínimo grisalhos para participar do KOF, já que a trama de Art of Fighting acontece alguns anos antes dos eventos de Fatal Fury. Lembram do Geese jovem em Art of Fighting 2? Pois é!

 

1. Nada se cria, tudo se copia

Uma outra característica marcante dos jogos de luta está na evolução constante das séries, sempre incorporando os elementos criados pelas empresas adversárias. O sistema de combos, por exemplo, surgiu como um acidente em Street Fighter 2 e acabou sendo incorporado a todos os outros jogos do gênero. O sistema de tag, os especiais, as esquivas e rolamentos, os personagens secretos… Se tudo isso é padronizado hoje em dia, saiba que cada um desses elementos foi o diferencial de um jogo no passado, quando a guerra era muito mais acirrada.

Em alguns casos a cópia excede todos os limites, beirando a cara de pau. Com Fighter’s History (SNES), a Data East chegou a receber um processo por parte da Capcom, sob alegação de plágio de vários personagens de Street Fighter.

fighters-history-playreplay

Mortal Kombat também não escapou incólume, já que a sua tecnologia de digitalização e os banhos de sangue eram novidades no mercado. Tattoo Assassins e Way of the Warrior, por exemplo, bem que tentaram reproduzir esse ‘Elemento X’ em seus jogos, mas falharam miseravelmente.

Anos mais tarde foi a vez do próprio time de Mortal Kombat tentar emular um sucesso através dos crossovers. Se Marvel vs Capcom havia sido um grande sucesso, por que não juntar Mortal Kombat e os super heróis da DC em um só título?

 

½. Mas se é pra falar de cópias…

Ainda que haja alguma apropriação de conteúdo por parte das franquias rivais, nada se compara ao que as empresas menores faziam na época do NES e seus clones. Street Fighter IV, que é de 2008, foi lançado quinze anos antes para NES. Como isso é possível?

Street Fighter 4 (sem o algarismo romano) foi lançado em 1993 e contava com apenas meia dúzia de personagens, mas que se transformavam em dez lutadores “distintos”, alterando apenas a paleta de cores. Sem nenhum envolvimento da Capcom, sem nenhuma relação com a série original… apenas apropriação indevida do nome da série.

Veja também:
Carbono-14: 10 games “alternativos” que encheriam Jack Sparrow de orgulho

 

Street Fighter 3 (também para NES) seguia o mesmo esquema, mas com uma cópia mais atrevida, reproduzindo todos os personagens e golpes sem alterar seus nomes originais. Esse aqui até tem o mérito de ter saciado a vontade de jogar da galera que não podia adquirir um console novo, mas de maneira ilegal.

Encerramos por aqui mais um capítulo da nossa série de clichês dos jogos. Não deixe de acompanhar os próximos textos!

Related posts

Pocket Rumble descomplica os jogos de luta

Hugo H. Pereira

Street Fighter | Game vai ganhar série de TV oficial em live-action

Thomas Schulze

Jogos clássicos da Capcom estão retornando aos arcades no Japão

Kate Silva