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Críticas

Todo dia é um lindo dia para assistir Mad Max: Estrada da Fúria

Os leitores mais jovens do PlayReplay talvez não se lembrem muito bem da trilogia Mad Max. Diabos, mesmo os leitores mais velhos também podem ter algumas dificuldades para relembrar os clássicos filmes que ajudaram o jovem Mel Gibson a alcançar o estrelato!

Mad Max sempre foi uma franquia meio cult, daquelas que faziam o maior sucesso em VHS e nas reprises televisivas, mas que dificilmente levavam uma galerona aos cinemas. De fato, quando uma continuação foi anunciada, mais de 30 anos após a estreia do último capítulo da série, muita gente se perguntou o que diabos estava passando na cabeça dos executivos da Warner Bros. Pictures.

Apesar da cultura nerd estar mais em evidência do que nunca, não é muito fácil desviar os holofotes das grandes produções da Marvel e DC para beliscar um lugar ao sol. Assim, muita gente achou que o filme estava destinado a flopar, e que investir 200 milhões em sua produção seria uma das mais fenomenais rasgadas de dinheiro da história. Que erro!

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“They see me rollin’, they hatin'”

Entre muitos tiros certeiros, talvez o maior mérito de Mad Max: Estrada da Fúria seja seu caráter absolutamente autoral. Do primeiro ao último minuto do longa, fica evidente que se trata de uma obra perfeitamente fiel à visão de George Miller, o escritor e diretor dos quatro capítulos da franquia Mad Max.

Seu pós-apocalipse singular foi evoluindo gradativamente com o passar dos filmes e, ao chegarmos na tal Estrada da Fúria que dá nome ao filme, o que vemos em tela é um universo novo e impressionante, repleto de figuras e cenas geniais.

Das areais de um deserto sem vida florescem situações e personagens extremamente memoráveis. A melhor delas, como você já deve ter lido por aí, é a tal Imperatriz Furiosa (lindamente interpretada por Charlize Theron), que rouba a cena desde sua primeira aparição.

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Não seria absurdo algum se o filme trocasse de nome em sua homenagem, pois a durona guerreira protagoniza cenas bem mais legais e impactantes que as do próprio Max de Tom Hardy (este, um tanto apagado e, curiosamente, o elo mais fraco do filme. Não estranhe se sentir falta do bom e velho Mel Gibson).

Os dois heróis estão muito bem acompanhados por aliados e inimigos marcantes, sejam eles o temível Immortan Joe, assustador e impiedoso vilão do longa, seus capangas caricatos, ou o fantástico exército de senhoras armadas que a Furiosa passa a comandar.

Tocando o terror!

Nesses tempos digitais de frequente abuso da computação gráfica, é um deleite assistir a um filme repleto de efeitos práticos. Se você gosta de cenas de ação inesquecíveis, Estrada da Fúria é um prato cheio!

Poucas vezes o dinheiro de um estúdio foi tão bem investido quanto nas magistrais tomadas de ação de George Miller. O deserto e os carros que por lá circulam acabam virando personagens à parte ao ser envolvidos em sequências de tirar o fôlego. Tem como não amar um carro gigante cheio de tambores primitivos capitaneado por um guitarrista cujas notas emitem rajadas de fogo? Não, não tem.

Com a franquia Mad Max mais do que nunca trilhando as estradas do sucesso a toda velocidade, fica a torcida para que o próximo capítulo da saga seja ainda mais louco, ousado e intenso. Até lá, rever a obra-prima de George Miller algumas dezenas de vezes em DVD ou Blu-Ray parece uma ótima pedida. What a lovely day!

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