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Cinema Thomas Lá, Dá Cá

Thomas Lá, Dá Cá #16: Como um texto me fez apreciar ainda mais o trabalho de George Lucas

Como dizem por aí, “ano novo, vida nova”. E não é que 2016 já começou com uma bela reviravolta para mim?

Por um mero acaso do destino, já cansado da ceia de ano novo, deitado tranquilamente em minha cama, dando aquele tedioso scroll pela timeline no Facebook e contemplando toda a ausência de adrenalina em minha virada de ano, fui surpreendido por um amigo curtindo esse belo texto: RING THEORY: The Hidden Artistry of the Star Wars Prequels.

(Aliás, texto esse que você deveria clicar agora mesmo, confiando cegamente em minha recomendação.)

Como quem não quer nada, peguei para dar uma lida casual, questionando se seria capaz de levar o extenso artigo até o fim.

Mark Hamill, George Lucas e Harrison Ford no set de filmagens de Star Wars: Uma Nova Esperança
Mark Hamill, George Lucas e Harrison Ford no set de filmagens de Star Wars: Uma Nova Esperança

Eu esperava muita coisa. O que eu não podia conceber, no entanto, era que esse primoroso estudo, apresentado com argumentação sublime, dedicada e extremamente coesa, me apresentasse coisas novas sobre filmes que eu devo ter revisto boas dezenas — se não centenas — de vezes.

Veja também:

Tudo o que adorei em Star Wars: O Despertar da Força

Diferente da irritante unanimidade-ignorante-detentora-da-verdade-absoluta-virtual (a turma da falácia que automaticamente declara que “o final de Lost é um lixo” ou “nada presta na trilogia de prequels de Star Wars”), apesar de gostar muito mais da trilogia original do que dos Episódios I a III, nunca tive maiores problemas com a sua existência. Pelo contrário.

Devo ter revisto A Vingança dos Sith e A Ameaça Fantasma tantas vezes quanto revi O Império Contra-Ataca e Uma Nova Esperança (meu favorito). São filmes que me divertem imensamente, se não pelos diálogos (que realmente pioram demais nas prequels), pela ação eletrizante e incrível trilha sonora do John Williams.

Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi enfrentam o Lord Sith Darth Maul em Star Wars: A Ameaça Fantasma
Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi enfrentam o Lord Sith Darth Maul em Star Wars: A Ameaça Fantasma

Enfim, se antes eu assistia e curtia as prequels como uma espécie de prazer culpado (admirando suas virtudes apesar de decisões bem questionáveis da trama), com o texto linkado lá em cima o senhor George Lucas alcança novos níveis de respeito na minha visão. O que não significa nem deveria significar nada pra ninguém, mas me faz feliz por saber que o cara pensou em coisas tão legais. Certamente um grande autor.

Veja também:

Estamina #06: J.J. Abrams me fez entender a Força de Star Wars [SEM SPOILERS]

Recentemente revi o Episódio VII, que, com pesar, me obrigo a rankear cada vez mais baixo na minha lista de Star Wars favoritos. Que fique claro, eu ainda o considero um bom passatempo, extremamente divertido, engraçado e muito bem roteirizado pelo Lawrence Kasdan, que deu um carisma único e especial aos lindos Rey, Finn e BB-8. Mas o modo como a Disney e o J.J. Abrams tratam a repetição de temas e cenas é incrivelmente amador e ofensivo ao ponto de, agora livre da emoção e nostalgia daquela primeira ida ao cinema, transparecer ainda mais as fraquezas do longa.

JJ Abrams e o robozinho BB8 no set de filmagens de Star Wars: O Despertar da Força
J.J. Abrams e o robozinho BB8 no set de filmagens de Star Wars: O Despertar da Força

Ame ou odeie o cara, depois de ler esse texto uma coisa ficou bastante clara pra mim: George Lucas pode não ser o melhor escritor do mundo. Seus diálogos certamente parecem saídos da cabeça de um menino de 7 anos. Mas a sua imaginação e criatividade, felizmente, também equivalem às de uma criança.

E esse texto que lhe sugeri lá em cima faz uma enorme justiça a um cineasta muito mais relevante e talentoso do que, arrisco dizer, J.J. jamais será.

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