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Críticas Mangá

The Irregular at Magic High School: a magia do amor entre irmãos dá o tom ao volume 1 da Panini

Este mês a Editora Panini colocou nas bancas de todo o Brasil o mangá The Irregular at Magic High School (ou Mahouka Koukou no Rettousei), a adaptação da light novel original de Tsutomu Sato, que também virou anime pelo renomado estúdio Madhouse em 2014. Mesmo que você não tenha consumido a obra em qualquer outra mídia, é uma leitura bem divertida. Confira nosso review completo logo abaixo.


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Ou melhor, ela PODE ser uma leitura divertida, dependendo da sua tolerância a alguns probleminhas e convenções de gênero. Como o nome já evidencia, a trama se passa em uma escola de magia, então é claro que há uma fartura de jovens desfilando todos os tropos convencionais de uma aventura sob medida para essa demografia.

Entre eles há espaço até para flerte entre irmãos, então prepare-se para um pouquinho de incesto. Em praticamente todos os seis capítulos do primeiro volume rola alguma tensão sexual entre os protagonistas Tatsuya Shiba e Miyuki Shiba. Se você odeia esse tipo de coisa, passe longe do mangá. Se gosta, aproveite que a dinâmica deles é bem fofa e engraçada.

Que comecem as aulas

Os irmãos acabam de chegar à sua nova escola, que é bem elitista e separa seus alunos em dois grupos, os Bloom (melhores estudantes) e Weeds (quem tirou as piores notas na prova de admissão). Embora Miyuki integre a elite e seja um dos maiores prodígios da escola, Tatsuya é um Weed porque, embora tenha um desempenho fenomenal na prova teórica, capotou na prática, não conseguindo usar mágicas direito.

Ao menos é o que parece no começo. Ao longo do “Arco da Matrícula” vamos descobrindo que as coisas não são bem assim, e que ele esconde alguns segredos. Com isso, os personagens principais acabam tendo arcos e desenvolvimentos interessantes, ainda que os coadjuvantes sejam um tanto rasos demais. Ao menos o traço de todos eles é excelente, e a arte de Tsuna Kitaumi se mantém em alto nível ao longo de toda a leitura.

Expositivo demais

Já a mitologia da série vai por um caminho oposto e é bem densa. O problema é que, ao invés de descobrirmos as coisas naturalmente através de eventos bem integrados à narrativa, precisamos aprender sobre o lore do mangá com longos diálogos expositivos, o que acaba sendo cansativo e tirando o ritmo da história.

Ao menos o primeiro volume acaba em um clímax bem adequado, com o primeiro grande conflito do protagonista, com direito a uma reviravolta e tanto na última página, que funciona como um bom gancho para que quem curtiu a trama fique com bastante vontade de ler o segundo volume.

The Irregular at Magic High School não é para todo mundo mas, se você consegue fazer vista grossa para os defeitos acima, e se adora os temas do mangá, então certamente vai se divertir bastante com a sua leitura!

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