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Críticas Games

The Elder Scrolls V: Skyrim no Switch traz Tamriel ao alcance de suas mãos

Quando The Elder Scrolls V: Skyrim foi lançado originalmente, muitos acreditavam que ele seria um verdadeiro marco na história de RPGs ocidentais. Seis anos se passaram e o fato do título ainda ser extremamente relevante e continuar recebendo versões para novas plataformas mostra que a suposição estava mais do que certa. É claro que em 2011 não dava para imaginar que em pouco tempo estaríamos jogando aquela aventura enorme e incrível em um portátil, muito menos um criado pela Nintendo.

Felizmente, o mundo dos games pode ser bem surpreendente e agora posso explorar uma das regiões mais interessantes de Tamriel no meu Switch a qualquer momento e em qualquer lugar. Ainda assim, é totalmente natural que isso acabe gerando algumas dúvidas sobre os visuais do game, sua performance e até mesmo se Skyrim é um jogo que encaixa no estilo de um portátil.

Para responder isso da melhor maneira possível, passei mais de três semanas revisitando todos os lugares que já conhecia tão bem das gélidas terras de Skyrim no pequeno console híbrido da Big N. Considerando que já tinha feito isso no PlayStation 3 e no PC em anos anteriores, deu para ter um boa noção de como o game se compara a essas outras versões.

Uma das minhas primeiras preocupações ao saber que Skyrim seria lançado no Switch era a dúvida de que o console aguentaria um jogo daqueles. Eu sabia que o game já era meio antigo, mas é de se imaginar que um mundo tão grande, bem detalhado e cheio de coisas para explorar e fazer pudesse ser mais exigente que o normal.

Só que assim como Breath of the Wild, Doom, L.A Noire, Resident Evil Revelations e outros jogos AAA, Skyrim foi otimizado de tal maneira que o Switch não encontra nenhum problema em rodá-lo. Mesmo com horas de jogo, várias casas compradas em diferentes cidades e centenas de objetos inúteis armazenados em cada uma delas, a performance do game não sofreu e continuou fluída como antes.

Em versões antigas de outros consoles, a situação descrita acima trazia alguns segundos extras nas telas de carregamento, mas isso não acabou sendo um problema na versão do Switch. Talvez isso só se mostre mais perceptível se você baixar a versão digital e armazená-la em um cartão micro SD mais antigo e lento, mas mesmo aí não seria culpa do game em si.

Apesar de ser a edição remasterizada do game, ele teve que sofrer algumas concessões para funcionar bem e sem engasgos no Switch. Desta forma, é claro que o game não tem como ser tão bonito como nos PCs, mas surpreendentemente não sofre diferenças tão grandes assim em relação à versão do PS4 ou Xbox One. Você pode até conferir a comparação visual de todas as versões lançadas até hoje no vídeo logo acima.

No geral, são as texturas do cenário e a quantidade de vegetação distribuída no mundo que acabam sendo inferiores ou mais escassas, mas é um preço muito bem pago pela portabilidade do jogo. De qualquer maneira, é clara a melhoria em relação à versão original do game lançada em 2011. Por si só, esta acaba sendo uma boa razão para pegar o jogo novamente se você o jogou apenas no PS3 ou Xbox 360 nos anos anteriores.

É claro que não daria para analisar a versão do Switch apropriadamente se eu ficasse com o console apenas do Dock, então o joguei como portátil por pelo menos 80% do tempo. A resolução do game fica em 1600 x 900 com o Switch no Dock e em 720p no modo portátil, o que não é nada mal considerando que o game fica com 30 frames por segundo de maneira bem estável das duas maneiras.

skyrim switch

Mesmo quando estive em cidades razoavelmente populosas ou  no meio de batalhas contra dragões e gigantes, não deu para sentir quedas de frames perceptíveis. Outro ponto bem importante que queria testar era a bateria, mas consegui jogar por mais de 6 horas seguidas até que o console avisasse que logo precisaria ser carregado.

Como o Switch conta com um conector USB-C, foi possível ligá-lo ao carregador do meu celular e continuar me aventurando por Skyrim confortavelmente por mais algumas horas enquanto ele recuperava sua bateria. Felizmente, mesmo com o jogo rodando e a bateria carregando ao mesmo tempo, o console não ficou mais quente que o normal, algo que já vi acontecer em outros jogos.

 

Veja também:

 

Também é interessante mencionar as exclusividades da versão do Switch. Para começar, você conta com controles de movimento no combate, mas precisará separar os Joy Cons do Switch para usá-los. Você pode fazer isso enquanto joga na TV ou no modo portátil ao usar o suporte traseiro do console para deixá-lo em pé alguma superfície. É claro que nada disso é obrigatório e você pode jogar da maneira convencional o tempo todo se preferir.

Fora isso, há alguns itens bem legais e temáticos da franquia The Legend of Zelda, o que é perfeito para quem sempre quis deixar seu Dragonborn parecido com Link. Esses itens podem ser adquiridos através de amiibos (de Zelda ou de qualquer outro jogo) ou simplesmente ao explorar o game normalmente. Nós até preparamos uma guia especial para te ajudar a encontrar a Master Sword, Hylian Shield e a túnica de Link, o que você pode conferir neste link (sem trocadilho intencional).

skyrim no switch

Além disso tudo, é claro que temos a maior vantagem de todas e que já mencionamos aqui: a portabilidade. Confesso que quando comprei Skyrim originalmente no PS3, fiquei animada ao achar que seria possível usar o Remote Play do PS Vita para não depender da TV enquanto jogava. Infelizmente, a Sony não foi tão generosa quanto este recurso entre seus dois consoles e eu acabei transferindo meus dados salvos para a versão de PC, achando que nunca poderia explorar essa região de Tamriel em uma tela pequena.

Obviamente que anos depois, uma oportunidade ainda melhor que o Remote Play apareceu. Mesmo já tendo gasto centenas de horas de horas em Skyrim em outras versões, revisitar a região sob uma perceptiva nova valeu a pena e garantiu uma experiência totalmente diferente. Isso até me faz imaginar como seria perfeito ver novas versões de Morrowind e Oblivion desta forma, ainda mais porque eles nunca tiveram novas edições ao longo de todos esses anos.

Skyrim

É exatamente por isso que The Elder Scrolls V: Skyrim vale a pena no Switch, mesmo que você já tenha aproveitado o título de outras formas anteriormente. Caso nunca tenha tido a oportunidade de jogá-lo e possui o console híbrido da Big N em casa, esta pode ser a melhor maneira de experimentá-lo pela primeira vez. Além de ter sido remasterizado, você conta com os três DLCs do game e a possibilidade de escolher entre jogar em uma TV grande e em modo portátil a qualquer momento. Só tenha cuidado porque garantimos que vai ser bem difícil de parar de jogar depois que você começar.

 

The Elder Scrolls V: Skyrim – Nota: 4,5/5

Desenvolvedora: Bethesda Game Studios
Distribuidora: Bethesda Softworks
Plataformas: Nintendo Switch, Xbox One, Xbox 360, PS4, PS3 e PC
Plataforma utilizada na análise: Nintendo Switch
Produto cedido para análise: Sim

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