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The Elder Scrolls Online: Dragonhold encerra o “Ano do Dragão” de Tamriel de forma épica

The Elder Scrolls Online: Dragonhold finalmente está entre nós! Este foi um ano diferente para os conteúdos de The Elder Scrolls Online. Isso porque o MMO da Zenimax Studios teve pela primeira vez toda uma linha de conteúdos adicionais guiada por uma única narrativa. Este foi o “Ano do Dragão” (Year of the Dragon). Com seu ápice sendo o novo capítulo Elsweyr, que trouxe a terra dos Khajiit e os necromantes para o game; a última atualização que tínhamos foi com o DLC Scalebreaker. Agora finalmente temos o último capítulo dessa saga épica.


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O novo capítulo pode ser comparado ao último DLC do ano passado, Murkmire, que trazia a terra dos lagartos Argonianos para o game pela primeira vez na história da saga. Aqui, temos algo parecido já que The Elder Scrolls Online: Dragonhold nos apresenta a parte sul de Elsweyr, uma terra bem menos desértica que sua contraparte nortenha. Além do território novo, uma nova linha de missões da história do jogo e novos equipamentos estão disponíveis.

O novo membro da Guarda do Dragão

Seguindo a narrativa após os acontecimentos finais de Elsweyr e depois das dungeons de Scalebreaker, finalmente temos acesso a história dos novos Dragonguards. Como divulgado anteriormente pela própria Bethesda, a lendária Guarda do Dragão está de volta. A guilda responsável por caçar e obliterar as monstruosas criaturas de Tamriel é real  e o mais legal é que nós, enquanto jogadores, podemos fazer parte dela.

Ao menos é isso que a história narrativa de Dragonhold nos mostra. Já que ajudamos pessoalmente o líder da nova Guarda, o veterano Sai Sahan a resolver o problema dos dragões e a ameaça do mortal Laatvulon. Com a história toda se passando em Elsweyr do Sul, vemos aos poucos a Guarda do Dragão se reorganizar, com membros carismáticos que fazem o jogador se sentir parte de uma verdadeira guilda.

Ajudando os veteranos da guilda ao mesmo tempo que recrutamos novatos, começamos a fazer parte do dia a dia da Guarda. Além disso, temos acesso a equipamentos e itens cosméticos bem legais que complementam bem a jogatina e fazem a imersão ser ainda mais interessante.

Surpresas agradáveis na narrativa

Enquanto as últimas atualizações foram mais voltadas para os amantes de PVE, Dragonhold é focada principalmente nos amantes da lore do game. Isso fica claro pela ausência de dungeons no novo DLC e também pela riqueza de detalhes e diálogos que temos em Elsweyr do Sul. O foco está todo voltado para a conclusão da narrativa do Ano do Dragão, e isso é muito bom.

Dar a devida seriedade e importância para a conclusão da primeira grande saga épica de ESO é muito importante. Principalmente para preparar terreno para novos acontecimentos que podem surgir no ano seguinte. Podemos até comparar essa sequência com os eventos épicos que ocorrem em World of Warcraft entre suas grandes expansões.

Aqui, uma das principais surpresas é o surgimento do dragão vermelho Nahfahlaar, um inesperado aliado que deixa os acontecimentos bem mais complexos. Isso falando o mínimo para não darmos spoilers aqui. Assim, todo o conteúdo é voltado para uma espécie de “single player” que é muito gostoso de ser jogado. Temos bem menos de dez horas de conteúdo adicional para a história aqui, mas ele não deixa de ser excelente por causa disso.

A exuberante Elsweyr do Sul

O novo território que é o carro-chefe deste novo DLC é muito bacana. Num tamanho adequado para o conteúdo do DLC, Elsweyr do Sul é exuberante e selvagem, uma contraparte mais verde e florida do que podemos ver na, agora chamada, Elsweyr do Norte. Repleto de criaturas diferentes e com uma cidade “quebrada”, este novo território agrega ao se diferenciar de todo o resto que foi visto até então no MMO.

A arquitetura dos Khajiit se mantém aqui assim como foi em Elsweyr, o que é ótimo, pois dá um senso de continuidade muito bom para a história. Entretanto, este senso não é tão sentido assim no que tange a participação da raça felina nos acontecimentos. Com apenas alguns poucos personagens da raça tendo importância em meio à Guarda do Dragão.

A exploração de Elsweyr do Sul pode ser comparada, em tamanho, com a de Murkmire. Um território, em sua maioria, inóspito, com uma beleza cuidadosa dos desenvolvedores e fácil de lidar. Explorar Elsweyr do Sul em The Elder Scrolls Online: Dragonhold não é exatamente desafiador, mas é divertido e imersivo o suficiente para fazer a experiência valer bastante a pena.

Masmorras épicas e missões divertidas

Outro dos pontos mais positivos de The Elder Scrolls Online: Dragonhold são suas missões e masmorras. Como o DLC é basicamente todo voltado para a história, foi preciso um cuidado a mais nas missões principais para que não se tornasse massante demais para os jogadores. O objetivo foi alcançado com proeza, já que as missões são tão épicas quanto as melhores dungeons do jogo podem ser.

Fugindo novamente de spoilers, as missões envolvem situações, no mínimo, cinematográficas. Um dos ápices sem dúvidas é a fuga de uma masmorra enquanto um dragão arremessa ataques poderosos tentando nos destruir. Outro momento memorável é o esperado duelo final contra Laatvulon, com participações especiais incríveis.

Mesmo os momentos mais “preparatórios” para estes ápices da narrativa não deixam nada a desejar. Com objetivos variados, missões diferenciadas e cenários muito bem construídos. A única ressalva talvez fique para algumas saídas de roteiro que deixaram o final da história relativamente fácil demais, mesmo que sem tirar o apelo épico do momento. Talvez um pouco mais de dificuldade daria mais peso para alguns acontecimentos da narrativa.

Uma conclusão épica

The Elder Scrolls Online: Dragonhold é difícil de ser analisado de forma individual. Isso porque ele representa o final de um projeto ambicioso que, ao meu ver, foi muito bem sucedido. ESO possui um público de jogadores bem diversificado entre amantes de PVP, amantes de PVE e amantes da lore do jogo. O épico “Ano do Dragão” conseguiu unir sob uma única narrativa aspectos de todas as três “tribos” de jogo.

Dragonhold pode não ser a conclusão perfeita para os três públicos distintos, mas com certeza agrada em não deixar a narrativa de fora. Concluir da maneira adequada uma história de proporções tão grandes no enredo do jogo é importante não só para fazer juz a todo o conteúdo lançado em 2019 para o MMO como também para preparar terreno de maneira correta para futuras novas narrativas que o jogo terá.

De um modo ao mesmo tempo contido e épico, The Elder Scrolls Online: Dragonhold conseguiu cumprir o objetivo e encerrou essa saga com maestria. Resta saber o que o futuro aguarda para 2020 na terra de Tamriel.

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