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A tendência da indústria dos videogames no Brasil

Historicamente, os videogames não foram oficialmente autorizados a serem importados para o Brasil até a década de 1990, e os únicos consoles legalmente comercializados no país antes deste período foram os fabricados em território brasileiro.


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Após o levantamento dos embargos de importação (como o site O Globo tem exemplificado com os carros), os videogames foram categorizados como produtos não essenciais pelas agências reguladoras do país, e foram cobradas taxas semelhantes às aplicadas a armas de fogo e bebidas alcoólicas.

Como os preços de venda de videogames e consoles no Brasil permaneceram extraordinariamente altos durante os anos 90, muitos consumidores e vendedores do mercado cinza viram a prática de importações ilegais, principalmente através de fronteiras não supervisionadas de países como o Paraguai, como uma alternativa mais viável para trazer esses produtos para o mercado do país.

Isso levou a um boom da pirataria e, inclusive, à modificação dos próprios videogames, pela injeção de personagens e mapas brasileiros, como relatado em uma série de vídeos feita pela Red Bull.

Após o levantamento do embargo e a abertura do mercado brasileiro para empresas estrangeiras, os preços do hardware foram drasticamente reduzidos e os gamers brasileiros começaram a construir — de acordo com a empresa de pesquisa Newzoo — o 13º maior mercado para videogames no mundo.

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Isso é influenciado em grande parte pela facilidade de jogar em um smartphone no 4º país com a maioria dos usuários de smartphone no mundo, com mais de 79,5 milhões de usuários com informações atualizadas para abril de 2017; apenas atrás da China, da Índia e dos Estados Unidos.

Na preferência dos gamers brasileiros, não é nenhuma surpresa encontrar o esporte como o gênero favorito, sendo os títulos da FIFA na frente do mercado, seguidos pelas sagas de aventuras de Assassin’s Creed e Super Mario; mas, recentemente, houve um aumento no gênero relacionado ao cassino, com jogos como os slots na frente do grupo, com favoritos como Batman vs Superman ou Halloween Fortune, como mostrado no site de comparação de casinos online Compara Cassinos.

É interessante observar que apesar de vários desses títulos de videogames parecerem voltados para um contexto masculino, do número crescente de jogadores no Brasil (mais de 66,3 milhões em junho de 2017), segundo a Newzoo, 41% deles são mulheres.

Pesquisa aponta que 41% dos gamers brasileiros são mulheres (imagem: Newzoo via Facebook)
Pesquisa aponta que 41% dos gamers brasileiros são mulheres (imagem: Newzoo via Facebook)

Enquanto isso, os e-Sports estão construindo um grande mercado de jogadores por conta própria e, portanto, chamando a atenção de empresas brasileiras e equipes esportivas.

Uma das principais razões para a atenção incremental dos e-Sports no Brasil são os prêmios obtidos nos principais torneios; conforme relatado pela Forbes em janeiro de 2017, 5 jogadores brasileiros ganharam um acumulado de 1,8 milhão de dólares Jogando Counter-Strike: GO no ano passado, adicionando motivos para times esportivos locais como o Flamengo montarem e patrocinarem equipes profissionais de e-Sports para jogos como League of Legends.

Cenário competitivo profissional de e-Sports está cada vez mais em alta (imagem: Pexels)

Hoje em dia, o Brasil é um dos principais mercados para a indústria dos videogames e os gamers brasileiros não jogam apenas futebol, eles também consomem games de ação, aventura, cassino e e-Sports — em um contexto em que mais e mais as mulheres se mostram figuras-chave na indústria.

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