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Especial Games

Vitória ou derrota: os sucessos e fracassos do mundo dos games

Todo jogador sabe que o mundo dos games é uma verdadeira caixinha de surpresas. Títulos extremamente hypados podem chegar às lojas se mostrando um produto ruim e claramente inacabado, enquanto games menores ou cujas campanhas de marketing chamaram menos atenção acabaram se tornando verdadeiros sucessos tanto de vendas quanto de críticas.

Sem dúvida alguma você mesmo consegue pensar em um jogo gigantesco cujo lançamento foi um fiasco e um game menor que fez o maior barulho. E nem é preciso ir tão longe, só nos últimos dois ou três anos temos exemplos de sobra.

O mercado bilionário dos games

Como hoje o mercado de videogames já movimenta mais dinheiro do que Hollywood e seus blockbusters caríssimos, não é nem um pouco esquisito ver a indústria se movimentando mais e mais, com novas produtoras independentes experimentando jogabilidades inovadoras, revivendo gêneros antes esquecidos e se tornando referência em criatividade e inovação.

Sem contar as grandes desenvolvedoras e distribuidoras, que encorajam seus times a entregar jogos cada vez maiores, melhores e mais interessantes — mesmo que nem sempre tal requisição possa ser cumprida à risca, como visto em alguns lançamentos mais recentes.

Sucessos e fracassos dos games

Em uma entrevista bastante interessante, o time de bets em eSports da Betway conversou com Matheus Martin, desenvolvedor de jogos e co-fundador da Unbelievable Gameworks, onde conversaram sobre o mercado de games e falaram sobre alguns fatores que podem influenciar o número de vendas. “A base dos jogos é o entretenimento”, disse Martin, enfatizando que para fazer sucesso um jogo precisa antes de tudo ser capaz de entreter o público-alvo.

Às vezes, por mais bem intencionado que um time de desenvolvimento possa ser, o produto pode sair muito aquém do esperado, e isso se reflete em vendas mais baixas. Os motivos podem ser diversos, muitas vezes sendo responsabilidade da pressão por parte da publicadora, outras vezes pelo prazo apertado, sem contar ainda a atual necessidade de se trabalhar de casa por conta da situação mundial.

Games de sucesso ou fracasso: Marvel's Avengers

Marvel’s Avengers, por exemplo, sofreu bastante por ter jogabilidade repetitiva, missões pouco inspiradas, baixa variedade de inimigos e por aí vai. Um game que poderia ser facilmente um dos maiores sucessos dos últimos anos acabou repetindo vários erros cometidos por títulos como Anthem, e hoje tanto fãs quanto o time de desenvolvimento torcem por uma “volta por cima” no futuro próximo.

Já Cyberpunk 2077, um dos games mais aguardados da última década, sofreu muito em seu lançamento. Prometido como uma experiência inovadora, com mecânicas únicas e diversas outras funcionalidades, o jogo chegou às prateleiras cheio de bugs e completamente quebrado, sendo até mesmo quase impossível jogar nos consoles PlayStation 4 e Xbox One base originais.

Enquanto as promessas vazias ou quebradas da Square Enix com Avengers e da CD Projekt RED com Cyberpunk fizeram destes jogos ótimos exemplos de fracassos recentes, há por outro lado algumas surpresas muito bem-vindas em sucessos inesperados.

Games de sucesso ou fracasso: Among Us

Among Us, por exemplo, um jogo criado por um estúdio menor, com menos verba e sem toda a complexidade dos grandes blockbusters do mundo dos jogos, é hoje um dos jogos mais populares em todo o mundo. O game chegou a vencer em diversas categorias do The Game Awards 2020 em diversas categorias, competindo com games de peso.

Um exemplo bacana de jogo que viu uma reviravolta incrível foi No Man’s Sky. Lançado originalmente de maneira crua, longe de ser o game imaginado por seu criador, o título foi recebendo várias atualizações ao longo dos anos e hoje é um dos melhores títulos do gênero. Às vezes, tudo o que um time precisa para entregar um bom jogo de sucesso é, além da verba necessária, uma boa quantidade de tempo para trabalhar.

Sem atalhos para o sucesso

Não existe fórmula mágica para fazer sucesso no mundo dos games. Para vender bem e fazer dinheiro, o jogo só precisa ser bom. E, para isso, é preciso que as desenvolvedoras e distribuidoras ouçam e entendam seu público para criar um produto que agrade a quem realmente importa: não os executivos engravatados, mas o público consumidor. Games devem ser feitos com os gamers em mente.

E hoje, com a facilidade de jogar a qualquer hora e em qualquer lugar, seja em casa no seu PC ou console, ou na rua com seu portátil ou smartphone, qualquer pessoa pode ser considerada gamer e, consequentemente, como público alvo.

Em um trecho muito interessante da reportagem publicada no blog Betway, o jornalista e especialista em games Vinícius Munhoz afirma que “já vimos a ascensão e a queda de grandes jogos que criaram verdadeiras ‘tempestades’ no mercado, como Candy Crush, Farmville e outros que apostaram em uma ‘mecânica de vício’, trazendo uma fórmula acessível às plataformas, estimulando o usuário a não parar de jogar”. Games como Marvel’s Avengers tentou usar técnicas semelhantes para forçar jogatinas prolongadas… e falhou.

O conceito de “gamer” está mudando, e é preciso que o mercado também aprenda a mudar. Aprenda também a entender a mudança, para saber como e quando se adaptar (ou não) ao novo “gamer”. Estratégias que funcionam em jogos para celular podem não funcionar em jogos para PC ou consoles, por exemplo, e vice-versa.

Enquanto os produtores não entenderem isso — ou pelo menos não reconhecerem a importância disso — continuaremos a ver games com potencial acabarem indo pelo ralo abaixo.

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