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Sejam bem-vindos ao PlayReplay!

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E aí, pessoal! Como vão? Esperamos que vocês estejam numa boa, porque nós estamos muito bem. Querem saber por quê? É que hoje a gente inaugura uma nova fase, e para dar o pontapé inicial trazemos para vocês o PlayReplay, um novo site sobre videogames com atualizações diárias, trazendo vídeos bacanas, notícias fresquinhas e artigos interessantes.

O PlayReplay surgiu do interesse em comum entre amigos de ter um espaço bacana para produzir conteúdo constante, mas sem muita formalidade. É óbvio que as coisas aqui não vão ser largadas, mal feitas ou sem noção. Muito pelo contrário, nosso foco vai ser sempre na velocidade, na qualidade e no crescimento constante. Nas primeiras semanas de PlayReplay vamos dar o nosso melhor para trazer para vocês uma experiência nova, simples e atual. Queremos que o PlayReplay se torne referência em jornalismo de games, e para isso vamos precisar de vocês, leitores! Toda ajuda será muito bem vinda, e vocês vão poder fazer isso de diversas formas. Se tiverem críticas, sugestões, reclamações ou elogios, vocês podem entrar em contato conosco por email, pelo nosso Twitter ou pela nossa página no Facebook. Também estaremos sempre ligados nos comentários que deixarem em nossas postagens, então deixem a timidez de lado!

 

Conheça a nossa equipe

Nesse primeiro estágio, o PlayReplay vai contar com três cabeças (se o site fosse um cão, ele seria o Cérberos! Bacana!) que vão ajudar a manter as engrenagens funcionando e mais alguns amigos colaborando com a gente. Abaixo, vocês conferem algumas informações sobre cada um deles:

 

Rodrigo Estevam

Editor-Chefe
[email protected]
twitter.com/roestevam

Graduado em Administração de Empresas, graduando em Análise de Sistemas. Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já participou do GameBlast e atualmente, além de editar o PlayReplay, também é colaborador da revista Nintendo World.

 

Guilherme Vargas [Vargolino]

Podcaster e Designer
[email protected]
twitter.com/vargolino

Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

 

Eidy Tasaka

Designer e Redator
[email protected]
twitter.com/eidytasaka

Publicitário, amante dos 8 e 16 bits. Gasta metade de tudo o que recebe nas bancas de jornal da Tijuca e sonha em completar sua coleção de revistas antigas (aceita doações). Antes de vir para o PlayReplay, trabalhou na área de diagramação do GameBlast.

 

Colaboradores

 

Thomas Schulze

Redator
[email protected]
twitter.com/thomshoes

Formado na arte de reclamar dos rumos da indústria, abomina DLCs, microtransações, free to play e jogatina online paga. Se o PlayReplay fizer sucesso, usará o dinheiro pra fazer um revival das locadoras de games. Atualmente escreve para as revistas Nintendo World e EGW. Odeia a internet e é um hipócrita por estar aqui.

 

Gabriel Vlatkovic

Redator
[email protected]
twitter.com/gab_vlatkovic

Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado, é apaixonado por Zelda, StarFox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Além de escrever para o PlayReplay é Redator do GameBlast.

 

Tayná Tavares

Mídias Sociais
[email protected]
twitter.com/taynatavares

Publicitária, aspirante a mestre e viciada em livros. Já morou nos mais diversos lugares do Rio, mas agora tenta vencer na vida em Porto Alegre e nas horas vagas usa o pseudônimo de Deus para fazer suas criações.

 

Douglas Fernandes [Doug]

Web Designer
[email protected]
twitter.com/dougkbox

Analista e desenvolvedor de sistemas web, acredita em extraterrestres e se considera nintendista, apesar de sentir inveja de exclusivos da concorrência. Gaúcho de Porto Alegre, é fã de RPGs estratégicos e também é pokémon breeder nas horas vagas. No GameBlast é Designer Junior desde 2010.

 

Pablo Montenegro [Blopa]

Editor de vídeos
[email protected]
twitter.com/thepiratepablo

Fã da série Metroid, apaixonado por tecnologia e por skate. Graduado em Sistema de Informação, apesar de não exercer nada profissionalmente na área. Também atua como colaborador do portal GameBlast.

 

[infobox color=”eg. light”]Queremos que saibam que vocês agora têm um novo lugar para se atualizar sobre as principais novidade do mundo dos videogames. Afinal, o PlayReplay foi feito para vocês![/infobox]

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Games

Como ganhar dinheiro sendo ciberatleta

Saiba como os atletas digitais podem ganhar milhões unindo o útil ao agradável enquanto jogam videogames profissionalmente

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Imagem: Engadget

Quem vê alguém jogando League of Legends ou World of Warcraft certamente vai dizer que essa pessoa está apenas se divertindo. Tal afirmação tem lá a sua verdade, afinal, game é entretenimento.

Porém, talvez para essa pessoa, além de diversão, o universo dos games digitais também pode ser uma lucrativa fonte de renda. Como isso é possível? Simples, estamos na era dos eSports e dos ciberatletas.

O eSport é como chamamos a modalidade que envolve campeonatos de jogos eletrônicos. Já os ciberatletas são os “astros” principais dessas competições.

Vale aqui destacar algo importante: o eSport movimenta atualmente muito dinheiro e os ciberatletas lucram milhões a cada troféu erguido em tais competições.

Por essa razão, ser ciberatleta se tornou hoje em dia uma maneira de unir o útil ao agradável, afinal, imagine ganhar dinheiro enfrentando alienígenas cibernéticos, deuses antigos, gangsters ou o Real Madrid.

Um ciberatleta lucra muito com patrocinadores. E nos Estados Unidos, ligas importantes, tais como a NBA e a NFL investem nos ciberatletas.

Já no Brasil, alguns times da elite do nosso futebol, tais como o Flamengo e o Santos, já criaram equipes para participarem de torneios.

Além disso, no ano de 2022 o eSports será uma modalidade oficializada nos jogos asiáticos da China. Isso também não é surpresa, pois essas competições geram muita audiência nesse país.

No resto do mundo, o eSport ainda está crescendo e a tendência, com o surgimento de uma nova safra de ciberatletas, é se desenvolver ainda mais.

Alguns dos principais jogos no universo dos ciberatletas

Aqueles apreciadores de games que querem se aventurar na carreira de ciberatleta devem ter em mente que não basta apenas gostar de jogos digitais, é preciso realmente ser um bom jogador e assim não fazer feio nos campeonatos.

Convenhamos, isso também ocorre com qualquer outro esporte, tais como futebol, basquete, natação e boxe. A linha entre o simples “gostar” e o “tornar-se um profissional” é separada por conceitos como treinamento, planejamento e dedicação.

Sendo assim, além de treinar bastante e conhecer os macetes dos games, é necessário estar a par dos games que mais são requisitados nas competições.

Além disso, falando em carreira profissional de um ciberatleta, veja abaixo alguns dos jogos que mais pagam em campeonatos hoje em dia.

League of Legends

Popularmente conhecido como LOL, esse game é baseado em temas de fantasia, tais como magia, feiticeiros, criaturas estranhas e reinos distantes.

Counter-Strike Global Ofensive

Este é um dos games de tiro mais conhecidos e também um dos mais disputados em campeonatos. Ele apresenta uma boa jogabilidade e campeonatos bem movimentados.

Dota 2

Outro jogo que apresenta cenários fantásticos povoados por guerreiros e monstros. Esse game é um dos preferidos dos ciberatletas e pode ser jogado em partidas on e offline, envolvendo equipes que devem elaborar estratégias.

FIFA

Se no mundo real os campeonatos de futebol arrastam multidões (e movimentam muito dinheiro), o mesmo pode ser dito sobre os campeonatos de futebol no mundo virtual.

Existe vida além dos campeonatos

Os prêmios em dinheiro oferecidos em competições de games ao redor do mundo são realmente tentadores.

No entanto, não custa lembrar que um ciberatleta tem condições de obter retorno financeiro exercendo outras atividades relacionadas a jogos. Nesse caso, veja a seguir algumas das possibilidades.

Desenvolvendo dicas e tutoriais

Um espaço para um ciberatleta falar sobre técnicas, macetes e curiosidades dos jogos existe e é habitado por várias pessoas ávidas para assimilar essas informações. Esse espaço é a internet.

Na internet, o ciberatleta pode se tornar autoridade no assunto games ao criar um blog, ao escrever artigos sobre os jogos e, principalmente, ao produzir vídeos informativos a respeito dos games.

Porém, é importante salientar que para lucrar é necessário profissionalizar esse site ou blog. É aí que o ciberatleta deve investir em uma boa hospedagem de site.

A hospedagem VPS da Weblink é uma alternativa viável para o projeto. Ela disponibiliza um bom espaço em disco, tráfego ilimitado e alta velocidade para carregar as páginas.

Testador de games

As grandes produtoras de jogos possuem um planejamento antes de investir em um jogo ou lançá-lo no mercado. É necessário testar antes a recepção dos consumidores e é aí que eles pedem ajuda para quem realmente do assunto: os craques das plataformas virtuais.

Ao ser convocado para testar um game prestes a ser lançado, você pode cobrar para realizar essa tarefa. Entre os requisitos que você vai avaliar estão a jogabilidade, cenários, gráficos e tudo o que torna um game um produto de qualidade.

Criação de jogos

Se você manja de softwares de programação tão bem quanto supera os desafios em Gods of War, saiba que você, além de jogar, pode também buscar espaço como um desenvolvedor de games.

Por jogar bem e entender o que funciona e não funciona na narrativa de um jogo, a criação de jogos pode ser uma boa oportunidade para você aproveitar o seu talento e ainda faturar uma grana.

Conclusão

Os jogos já fazem parte do nosso dia a dia, pois eles têm apelo para crianças e adultos, bem como podem ser usados na Publicidade e até mesmo na Educação.

Nesse contexto de tanta popularidade, os ciberatletas surgem como as celebridades dos jogos online. Portanto, se você é fã de games e quer ganhar dinheiro fazendo o que gosta, siga essas dicas e, especialmente, nunca pare de praticar.

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Críticas

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker é desafiador na medida certa

Dando continuidade à “Season of the Dragon”, pacote de DLC com duas dungeons inéditas acrescenta boas horas de desafio ao MMORPG.

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The Elder Scrolls Online tem chamado bastante atenção para si em 2019. O MMORPG da Bethesda em parceria com a Zenimax Studios tem recebido diversas atualizações e conteúdos adicionais que giram em torno de uma mesma narrativa: o retorno dos dragões à Tamriel. Em agosto, recebemos o segundo DLC que dá continuidade à saga “Season of the Dragon” com duas dungeons inéditas. Senhoras e senhores, está entre nós The Elder Scrolls Online: Scalebreaker.


Veja também:


Scalebreaker segue a narrativa iniciada com o DLC Wrathstone em Março, seguido da expansão Elsweyr em junho, que apresenta o retorno dos dragões ao mundo de Tamriel e as consequências disso. No novo DLC, estão presentes duas novas dungeons: Moongrave Fane e Lair of Maaserlok. Além de novos itens e e conteúdos exclusivos. Mas vamos falar com calma de tudo isso nessa matéria completa.

A Sepultura da Lua

Se The Elder Scrolls Online é bom em alguma coisa, isso é contar histórias. A Zenimax consegue um trabalho estupendo imaginando as mais controversas situações que acontecem por trás de uma história aparentemente simples, direta e superficial. O enredo por trás da dungeon Moongrave Fane é um bom exemplo disso. Nela você enfrentará vampiros do clã Hollowfang que aprisionaram um dragão para tentar drenar sua vida.

Logicamente isso não será uma tarefa simples. Mas só pelo enredo já nos passa uma quebra gostosa de enredo do que normalmente temos visto até então nos conteúdos da “Temporada dos Dragões”. Assim, a dungeon nos leva até às profundezas das ruínas de um templo Khajiiti abandonado, onde o clã Hollowfang conseguiu subjugar um dragão e agora o mantém como prisioneiro. A surpresa aqui vem de um ex-membro da Guarda do Dragão que ajuda o clã de vampiros numa tentativa de sugar a vida do ser dracônico.

Mas chegar até o dragão capturado e os líderes dos vampiros é uma tarefa, no mínimo, árdua. E é aí que temos um dos maiores pontos positivos dessa dungeon: seu nível de desafio. Isso porque, além dos já esperados vampiros e outras monstruosidades defensoras do tempo, Moongrave Fane também apresenta um novo recurso para puzzles: rochas cúbicas deslizantes.

Porém, ao contrário do que a maioria pode pensar, os cubos gigantes não são feitos apenas para abrir e fechar portas durante a exploração da masmorra. Na verdade, boa parte dos bosses dessa masmorra utilizam alguma mecânica que envolve usos criativos desses blocos, o que dá mais dinamicidade e um ar de criatividade para às lutas. Fugindo um pouco do tradicional “apertar vários botões” para realmente pensar sobre o que estamos enfrentando.

Por fim, temos uma luta final contra o próprio Grundwulf, ao lado do dragão caído, muito criativa. Claro que este texto é livre de spoilers, mas saibam que o embate faz juz ao cuidado que a Zenimax possui em fazer com que o jogador vivencie de fato a história que está sendo contada ali, o que é excelente.

O Covil de Maarselok

Como falamos no início do texto, Moongrave Fane não é a única dungeon presente no conteúdo adicional de Scalebreaker. Assim, chegamos na dungeon que podemos considerar como o “carro-chefe” do DLC: Lair of Maaserlok. No enredo desta missão, um grande dragão acordou e os defensores de Grahtwood lutam para impedir que a estranha corrupção que emana da criatura ameace suas terras.

O interessante é que o despertar de Maaserlok foi diretamente influenciado pela libertação dos dragões dos Salões do Colosso, evento que deu início à saga do chapter Elsweyr. Aqui, o dragão corrompido desperta nas profundezas das montanhas da fronteira leste de Grahtwood. Com fome e vingança, a terrível fera destruiu a selva das redondezas e sua corrupção ameaça uma das raízes da Elden Tree.

Não conseguindo lidar com o monstro por conta própria, os Elfos da Floresta procuraram aliados para resolver o problema da corrupção e, quem sabe, terminar de uma vez com as ameaças do poderoso dragão. O design dessa masmorra é bem interessante e belo, mostrando um mundo natural em decomposição por influência do dragão corrompido. Inclusive ela faz parte de uma das principais mecâniccas da dungeon, que mantém os jogadores em constante alerta.

Assim, o principal adversário na progressão da masmorra é a própria corrupção de Maarelok, que afeta animais, plantas e o terreno em si, criando desafios surpreendentes em alguns momentos da jogatina. Entretanto, uma outra expedição de aventureiros que foi para lá antes da sua também fora corrompida e, para libertá-la, será preciso enfrentar todos os membros da equipe, o que pode se mostrar uma tarefa desafiadora.

O próprio Maarselok funciona como um boss dividido em três embates diferentes. Você não enfrentará e vencerá ele em apenas uma luta. Na verdade, por boa parte da jogatina dessa dungeon você precisa persegui-lo. Isso é interessante pois quebra o ritmo tradicional da maioria das dungeons do jogo, com o boss final aparecendo literalmente na última parte da masmorra. Entretanto, isso também deixou a narrativa da dungeon um pouco mais arrastada, o que pode desagradar alguns.

Conteúdo simples, mas de primeira

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker vem para continuar a narrativa do retorno dos dragões à Tamriel, mas também ajuda com uma quebra de narrativa gratificante para a história. Não são simplesmente os mesmos dragões de Elsweyr que estão em situações específicas em Scalebreaker. Na verdade, aqui vemos algumas nuâncias das consequências do que aconteceu em Elsweyr, o que enriquece bastante a história.

Em termos práticos, as dungeons tem seu quê de criatividade e inovação, ao mesmo tempo que apresentam sets de armaduras inéditos e um nível de desafio gratificante. Nada tão punitivo como o que já ocorreu em outras dungeons do jogo, mas também nada didático demais que não obrigue os jogadores a pensarem estratégias bem boladas para superar os desafios.

Muitas vezes, o que pode atrapalhar bastante é a própria visibilidade de algumas lutas. Já que muitos inimigos, tanto em Moongrave Fane como em Lair of Maarselok possuem habilidades em área que literalmente segam o jogador durante os combates. Mas tudo se encaixa muito bem num conteúdo extra opcional de ótima qualidade e que dá um gostinho a mais da história por trás do retorno dos dragões e, principalmente, do retorno da Guarda do Dragão.

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Criatividade
  • Mecânicas inéditas
  • Nível de desafio
  • Narrativa
Contras
  • Visibilidade
  • Ritmo
Avaliação
The Elder Scrolls Online: Scalebreaker continua com proeza a narrativa da Temporada do Dragão. Com duas dungeons bem desafiadoras e cheias de mecânicas criativas, o pacote de DLC consegue oxigenar a narrativa do retorno dos dragões com um conteúdo curto de ótima qualidade.
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Críticas

No Man’s Sky Beyond é uma experiência estonteante de exploração espacial

A nova atualização do jogo da Hello Games traz conteúdos incríveis, incluindo modo online digno, melhorias na construção de bases e opção de realidade virtual.

Publicados

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No Man’s Sky  teve inúmeras polêmicas ao seu redor após seu controverso lançamento lá em 2016. Sendo considerado o pior jogo de 2016, o game conseguiu em 2018, uma indicação para “melhor jogo de conteúdo contínuo” no The Game Awards 2018. Agora, com No Man’s Sky Beyond, a mais nova atualização do título, temos mais melhorias ainda e quase que uma reformulação total do jogo da Hello Games, que finalmente cumpriu todas as “falsas promessas” feitas lá em 2016.


Veja também:


Mas antes de falarmos propriamente das mudanças que Beyond trouxe, é importante ressaltar que essa atualização gigantesca e gratuita do jogo de 2016 funciona praticamente como uma continuação das melhorias vistas na atualização de 2018, chamada de No Man’s Sky Next. Para início de conversa, todo o conteúdo inicial do jogo foi reformulado, acrescentando novos e melhores tutoriais de início, além de acréscimos gratificantes aos recursos de construção de bases.

Claro que não é só disso que se trata Beyond, já que temos também um sistema online muito bom, a possibilidade de jogar todo o jogo em realidade virtual, melhorias de interface excelentes e novas mecânicas de interação com criaturas. Junte a isso uma atenção aos detalhes sem igual e um suporte à comunidade de jogadores estupendo e temos aqui uma das grandes surpresas de 2019.

No Man’s Sky 2

Para começar, vamos falar aqui do grupo de melhorias e atenção aos detalhes que montam um terço dessa grande atualização que é No Man’s Sky Beyond. Não é novidade para quem acompanhou o jogo desde 2016 que a Hello Games não abandonou No Man’s Sky em nenhum momento, acrescentando o máximo de conteúdos que podia no decorrer dos últimos três anos. Assim, o que a empresa chamou de “No Man’s Sky 2.0” se trata de uma continuidade de todas essas melhorias, além do acréscimo de mais alguns conteúdos inéditos.

Entre essas melhorias, temos mudanças consideráveis no layout de muitos menus e inventários, otimizações de jogabilidade e agilidade de comandos, além de maiores adequações da curva de aprendizado do jogo. Tudo isso dá a No Man’s Sky Beyond uma sensação de polidez gratificante para velhos e novos jogadores. Desde elementos simples como a possibilidade de acumular um número bem maior de elementos por bloco de inventário até um menu de catálogo totalmente novo com mais de 300 novas receitas de itens a serem construídos.

Todas essas mudanças podem passar despercebidas por jogadores novatos em No Man’s Sky, mas são quase como um “abraço quentinho” para os jogadores mais antigos, que tinham várias críticas sobre a organização de inventários e velocidade dos menus do jogo, por exemplo. 

Muito mais o que fazer dentro dos planetas

Mas como não é só de melhorias que No Man’s Sky Beyond se trata, temos também um acréscimo muito bem vindo de novas mecânicas de jogo. Entre elas, recebemos uma atenção maior dessa vez em atividades para se fazer na superfície dos planetas que exploramos. Afinal, uma das maiores críticas ao jogo em 2016 era a monotonia e falta do que fazer nos planetas.

Agora, para início de conversa, temos novas formas de interações com a fauna dos planetas. Desde a primeira versão do game, nós só podíamos alimentar e catalogar as criaturas que descobríamos nos inúmeros planetas alienígenas que encontrávamos galáxia à fora. Agora podemos domar temporariamente essas criaturas, utilizando alimentos específicos; além da possibilidade de usá-los como montaria ou recolher itens específicos deles, como leite, carne, ovos e até mel!

Além dessa interação com a fauna e novas floras do jogo, temos algumas construções novas, como coletores automáticos que podem ser utilizados para a produção em larga escala de itens valiosos para a venda. Já é possível encontrar na internet relatos de jogadores que fazem bilhões de créditos por hora com produções desse tipo, o que é bem bacana para aumentar as possibilidades de produção que o jogo possui.

Sistema online bem interativo

Dando continuidade aos pilares de atualização do jogo, temos o que a Hello Games batizou de “No Man’s Sky Online“. A empresa incluiu em Beyond um sistema multiplayer finalmente digno. Claro que nunca foi o objetivo da desenvolvedora fazer de No Man’s Sky um MMORPG ou algo do tipo, por isso, é importante deixar claro que o sistema online do jogo é opcional e complementar à experiência de exploração espacial proposta.

Esse sistema é personificado através da base Nexus, que é uma versão melhorada e muito maior da antiga Anomalia Espacial de No Man’s Sky Next. A base Nexus de Beyond pode ser invocada pelos jogadores tal qual uma nave cargueira, funcionando como uma estação espacial móvel onde, ao invés de NPCs, temos outros jogadores presentes.

Essa estação espacial funciona como um lobby online móvel que permite que qualquer jogador em qualquer local da galáxia possa acessá-la rapidamente sem problemas. O espaço do Nexus foi feito para jogadores interagirem entre si, com a possibilidade de ver a nave dos demais jogadores presentes, interagir com eles por voz ou gestos, além de poder utilizar um portal da estação que permite visitar o planeta base de qualquer jogador que esteja online no momento.

Além disso, temos também a possibilidade de fazer missões em equipes de até quatro jogadores, que incluem tarefas comumente atribuídas em missões de guildas nas estações espaciais tradicionais, como conseguir um determinado item ou caçar piratas espaciais, mas tudo com um nível de dificuldade mais elevado, o que torna o desafio em equipe bem divertido. Em conjunto a essas missões temos outras, como construir bases subaquáticas em equipe e recuperar fósseis, variando um pouco o que já tínhamos.

Por fim, temos também vários comerciantes novos à disposição nesta estação. Melhorias envolvendo veículos terrestres, naves, engramas de construção de base, melhorias de traje e da sua multiferramenta estão presentes aqui; assim como os NPCs Nada e Apolo, já conhecidos do modo história do game. Mas de tudo o que envolve este sistema online, o que mais agrada é a sua simplicidade. É possível invocar a base Nexus, entrar no lobby online, começar e terminar uma missão e voltar para o seu próprio jogo offline sem telas de loading demoradas ou tentativas de conexão problemáticas. Tudo flui como se fosse parte realmente daquele mundo interativo.

Um novo jogo na realidade virtual

Agora chegou a hora de falar do último dos três pilares que formam a gigantesca atualização Beyond de No Man’s Sky. Esse daqui foi batizado pela Hello Games como “No Man’s Sky VR” e poderia muito bem ser um jogo totalmente a parte do jogo base que já mereceria uma análise própria. Afinal, Borderlands 2 VR e Skyrim VR são dois exemplos óbvios desse movimento. Isso porque a atualização Beyond trouxe, para PC e PS4, um modo de jogo em realidade virtual que permite jogar todo o conteúdo de No Man’s Sky com a tecnologia de imersão.

Isso conta tanto para novos jogos como para quem quiser simplesmente continuar seu jogo salvo em uma nova perspectiva. Cansou de usar os pesados óculos de realidade virtual do PC ou PS4? Basta reiniciar o jogo no modo tradicional e continuar jogando sem problema algum. A versatilidade deste modo, assim como as suas mecânicas muito bem construídas, lembra bastante o que foi feito em Resident Evil 7 e deveria servir de exemplo para outras empresas que incluem modos de jogo em realidade virtual bem limitados e inúteis em seus jogos tradicionais.

O modo em RV está disponível para PlayStation VR, HTC Vive, Oculus e Valve Index. Não é exagero dizer que praticamente toda a jogabilidade do título, incluindo seus controles e layouts foram modificados e repensados de modo exclusivo para a versão em RV de No Man’s Sky. O resultado é uma experiência estonteante e altamente imersiva. É impossível não esboçar nenhuma reação, por exemplo, quando você sai da atmosfera do planeta pela primeira vez com essa tecnologia.

Os controles de movimento que o jogo pede no modo de VR auxiliam bastante nessa imersão, mas podem ser um desafio para os menos habituados. Isso porque alguns elementos como movimentação, uso da multiferramenta e o controle das naves e veículos ficaram bem complexos, mesmo que altamente imersivos. Ao mesmo tempo, é muito mais natural mexer nos inventários e menus usando os dedos ao invés do analógico do controle tradicional ou o mouse, no caso do PC.

Mas é importante ressaltar que estes controles obrigam o jogador a sair da zona de conforto muitas vezes. Participar de batalhas espaciais pode se tornar bastante desafiador neste modo, mesmo com sua nave já sendo poderosa e bem equipada. Logicamente, aquelas pessoas que já estão habituadas à realidade virtual podem se acostumar bem mais rápido com estes controles.

Mas toda a complexidade, saída da zona de conforto e compreensíveis downgrades que o jogo possui neste modo não são nada comparados à imersão e liberdade que o jogo lhe dá. Os comandos simples como ativar o scanner ou sacar sua multiferramentas se tornam muito mais divertidos de serem feitos em realidade virtual, com movimentos físicos bem marcados. Ao mesmo tempo, dirigir veículos ou pilotar naves espaciais são experiências deliciosas e, ao mesmo tempo, estonteantes.

Nem tudo é perfeito, nem em RV

Entretanto, mesmo que a imersão do modo em RV de No Man’s Sky Beyond seja incrível, é preciso ressaltar que ela não é perfeita. Um dos principais problemas que pode incomodar bastante tanto os jogadores tradicionais de No Man’s Sky como os tradicionais de RV são os visuais bem mais serrilhados e embaçados do game.

Porém, essa técnica já é conhecida de outros jogos já citados aqui, como Skyrim, Borderlands 2 e até o próprio Resident Evil 7, que, priorizando uma taxa de frames mais alta, desfocam a imagem do jogo para garantir melhor processamento. Em um jogo com praticamente nenhuma tela de carregamento e um universo procedural imenso, é compreensível a presença deste serrilhado no modo RV, mesmo que incomode um pouco.

São notadas também a presença de alguns bugs a mais no modo RV que não estão presentes no modo de jogo tradicional. É visível que o carregamento do jogo fica bem mais pesado neste modo, atrapalhando, por exemplo, que partes específicas das bases surjam de uma vez, ficando invisíveis ou até mesmo sumindo permanetemente, o que é um problemão.

Além disso, mesmo que os menus sejam muito confortáveis e instintivos de serem utilizados em RV, algumas vezes as letras podem aparecer pequenas demais. Sendo necessário assim que o jogador se aproxima mais com a cabeça para enxergá-las. Ao mesmo tempo, sempre existe o risco de cinetose (enjoo de movimento) em jogos deste tipo. No caso de No Man’s Sky, naves e veículos muito rápidos podem ser grandes gatilhos para esses enjoos, mas nada fora do normal.

A redenção da Hello Games

A história de No Man’s Sky e da própria Hello Games é muito controversa e cheia de polêmicas. É fato que a desenvolvedora cometeu inúmeros erros em seu passado, principalmente no que tange à publicidade do jogo no período anterior ao seu lançamento. Entretanto, desde o lançamento de No Man’s Sky Next, a empresa começou a mudar a opinião pública a seu respeito e, principalmente, a respeito de seu primeiro jogo. Isso graças à sua postura de humildade em assumir erros e comprometimento árduo em consertá-los.

Assim chegamos à experiência de No Man’s Sky Beyond que ultrapassa as barreiras do que fora prometido anteriormente ao jogo e nos entrega inclusive muitos elementos que nem se quer haviam sido cogitados. Todo esse suporte da Hello Games culminou em uma maravilhosa experiência de exploração espacial que, agora, está entre as melhores dos atuais jogos do gênero.

Felizmente a Hello Games já confirmou que essa está longe de ser a última atualização de No Man’s Sky, então nos resta aguardar o que mais está por vir neste imenso e cada vez mais cheio universo de conteúdos.

No Man's Sky Beyond
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Controles e menus
  • Mecânicas de base
  • Missões online
  • Árvore de melhorias
  • Interação online
  • Realidade virtual
  • Gráficos
Contras
  • Processamento
  • Bugs
  • Desfoque em RV
  • Taxa de frames
Avaliação
Sendo uma atualização de continuação do que No Man's Sky Next fez em 2018, No Man's Sky Beyond surpreende bastante pela quantidade de mecânicas novas e melhorias. Com melhor design de menus, respostas mais rápidas, realidade virtual de primeira e sistema online divertido e simples; os poucos defeitos de processamento são compensados com folga.
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