fbpx
Image default
Críticas Games

Runbow: o Nindie original chega com a mesma energia ao Switch

Lançado em 2015 para o Wii U (que este descanse em paz), Runbow foi o primeiro jogo lançado sob a iniciativa “Nindie” da Nintendo, com o intuito de promover um relacionamento mais forte com desenvolvedores independentes. Nesses três anos, o jogo ganhou DLCs, apareceu em diversas outras plataformas e finalmente ganha o seu final lançamento no Nintendo Switch.

Classificado pelos próprios desenvolvedores como um “Party Platform Racer”, Runbow é um sidescroller com um uma mecânica super interessante: diversas plataformas possuem uma cor específica enquanto o fundo do cenário muda de cor constantemente. Se a cor da plataforma for a mesma da do cenário, ela se torna intangível, já que é impossível distinguí-la. Basicamente a ideia é: se você não pode ver, não pode interagir.

Essa ideia base vai sendo utilizada de formas cada vez mais criativas nos mais de 140 níveis repletos de cenários com múltiplas cores de fundo, armadilhas coloridas (as quais o jogador quer que coincidam com a cor de fundo, para não machucar o personagem) e outras ideias as quais não mencionarei pois vale deixar as surpresas intactas. Para quem gosta de desafios, há também o Bowlhemoth, uma sequência de várias fases difíceis e interligadas, que devem ser completadas de uma vez só.

Embora o Bowlhemoth e todas as fases do modo aventura já possam ser jogados com até oito jogadores, ainda existem modos exclusivamente dedicados para multiplayer. No modo Race, por exemplo, o jogo apresenta uma estrutura parecida com a das fases normais, mas com um design feito para competição multiplayer. Há também os modos King of the Hill e Battle.

Infelizmente, Runbow não permite conectar múltiplos Switches em rede local, o que faz a ação ficar difícil de seguir na telinha no modo portátil (ou seja, com o Switch fora do dock). Sem contar que conectar os consoles localmente poderia promover o retorno do modo Color Master do Wii U e o limite de jogadores original (nove jogadores).

Para quem prefere jogar online, há a opção de fazê-lo com estranhos ou criar um lobby privado para amigos. Fica a ressalva, entretanto, de que não há nenhuma opção de cross-play. Dado o quão dispersa é a audiência de Runbow, permitir a integração com outros consoles seria uma boa adição ao jogo — algo que o produtor, Alex Rushdy, disse estar aberto a implementar dependendo do resultado das vendas de Runbow.

Embora a versão física, que chega em Agosto, venha com os DLCs de roupas, personagens e níveis (Satura’s Space Adventure), vale avisar que a versão de download só vem com o conteúdo base. Seria interessante ver o DLC sendo parte do pacote, como muitos jogos relançados no Switch fazem, e incentivariam uma segunda compra de quem jogou no Wii U, pois as fases de Satura estão dentre as mais criativas do game. Vale mencionar também que, especialmente em Bowlhemoth, ocorreram ocasionais problemas de clipping e colisão, o que foi um tanto frustrante num modo que já é naturalmente difícil e que não me lembro de ter ocorrido no Wii U.

Apesar das ligeiras falhas e de todo o conteúdo que poderia ter sido incluído na versão para o Switch, com ou sem DLC, Runbow ainda é um excelente jogo com ótimas propostas tanto para jogadores solo quanto para quem gosta de se divertir com amigos. O game é engraçado, tem belíssima arte e trilha sonora icônica (que me conquistou e uso na minha playlist de corrida e academia desde 2015) e dezenas de personagens indies fazendo aparições especiais como controláveis (dos clássicos Juan de Guacameele e Runner da série Bit Trip a outros menos conhecidos).

O pacote poderia ter sido um pouco mais completo para tornar a compra mais apetitosa? Poderia. Mas da forma que já é, trata-se de um belo banquete.

[rwp-review id=”0″]

Related posts

Animal Crossing: Pocket Camp receberá novidades em 2018

Luciana Anselmo

Super Meat Boy ganha data de lançamento no Switch

Luciana Anselmo

Top 10 jogos indies na eShop do Nintendo Switch

Hugo H. Pereira

Deixe um comentário