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Retrô: Motörhead (Amiga) passou longe de ser um Ás de Espadas

O mundo do rock amanheceu um pouco mais cinza e silencioso que o habitual, desde a notícia da morte de Lemmy Kilmister, baixista e vocalista da banda inglesa Motörhead, na noite do dia 28 de dezembro. Vítima de um câncer agressivo, o roqueiro partiu dessa para a melhor após completar 70 anos, sendo mais de 40 deles dedicados à música.

No universo dos videogames, Lemmy marcou presença na trilha sonora de Tony Hawk Pro Skater 3 (Multiplataforma) com “Ace of Spades”, além de uma participação especial em Brutal Legend (PS3, X360, PC), quando cedeu sua voz para o personagem “Kill Master”. E como se isso já não fosse o bastante, a gente deu uma revirada no baú de jogos antigos e achou Motörhead, lançado em 1992 para Commodore Amiga e Atari ST. Uma verdadeira relíquia, mas será que faz jus ao legado do roqueirão? É o que vamos descobrir agora!


O jogo foi desenvolvido pela Kaitsu Software (e aparentemente foi o único título que eles lançaram) e consiste em um beat’em up bastante simples, onde você assume o controle do próprio Lemmy em uma aventura por seis fases para resgatar os demais membros da banda. Uma trama bem vagabunda, mas que ainda poderia ser salva por um bom gameplay, talvez. Nunca saberemos, se é que vocês me entendem.

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Os controles são bastante complicados, principalmente se você está habituado aos joysticks atuais. Aqui a magia acontece usando apenas um botão, revezando entre os golpes e os saltos, controlados a partir dos comandos do direcional. Ao pressionar o botão e o direcional pra cima, Lemmy dá um salto. Para frente e o botão, você ataca. Só o botão, o que faz? Nada. Dá pra pegar a manha com o tempo, mas que é esquisito pra caramba, é.

LOJA PLAYREPLAY

Outra mancada está na simplicidade das fases, que se resumem em um corredor horizontal por onde você é apenas um mero transeunte porradeiro, sem grandes penhascos, sem chuvas de barril, sem facadas surpresa ou dinossauros. Nada! Todo o jogo se resume a trocar sopapos com um mesmo capanga, de novo e de novo até cansar. Aí vem um cara grandão e mais resistente, até recomeçar o ciclo. C’mon, o jogo é de 1992, três anos depois do lançamento de Final Fight! Dava pra caprichar mais nisso!

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O repertório de bordoadas do roqueirão até que não é dos piores: cabeçadas, murros e alguns ataques especiais dão uma pitada de humor ao jogo. Tem ataque com a participação especial de groupies e até um ataque “Power Chord”, onde Lemmy dispara um projétil com seu baixo. Usar um ataque especial causa uma breve sensação de recompensa, já que encher a barra é uma tarefa meio irritante. Você precisa coletar pequenos símbolos da banda, que caem dos inimigos derrotados. Até aí, nada de mais. Mas o problema é que os símbolos somem rápido, os inimigos se amontoam ao seu redor e distribuem porradas quase invisíveis, além de rolar uma engasgada sutil depois de recolher o item, abrindo espaço para contra-ataques do adversário.

https://www.youtube.com/watch?v=26hUOALAAFo

Entre uma fase e outra, rolam minigames que podem aumentar seu life ou a barra de magia, além de fases bônus que te dão a oportunidade de vandalizar hoteis, dar uns pegas nas fãs ou encher a cara, no melhor estilo Rock Star.

Se você se deu ao trabalho de jogar por uma ou duas fases, já deu pra sacar que a pegada aqui não era para criar algo grandioso ou revolucionário e que deu muito errado. Os caras apostaram baixo e se comprometeram apenas em entregar um jogo medíocre, no melhor sentido da palavra. Motörhead é divertidinho, mas não serve sequer como homenagem ao legado da banda. E se os próprios desenvolvedores lançaram o jogo na intenção de “ver no que dava”, bem… te recomendamos fazer o mesmo. Gastar uns quinze ou vinte minutinhos antes de dormir em um beat’em up nunca fez mal a ninguém, principalmente se você tiver alguma música favorita dos caras pra deixar tocando no fundo, já que a trilha sonora do jogo é de amargar.

“Playing for the high one, dancing with the Devil
Going with the flow, it’s all a game to me
Seven or eleven, snake eyes watching you
Double up or quit, double strike or split…”

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