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Críticas Games

Resident Evil 6 não retorna às origens da série mas vale cada centavo

Com a chegada de Resident Evil 6 às lojas em 2012, uma coisa ficou clara: a série realmente havia deixado de lado a fórmula survival horror que a consagrou em prol de muita ação e cenas de tirar o fôlego. Mesmo com a promessa de oferecer um “retorno às origens” com Resident Evil 6, não foi dessa vez que a Capcom conseguiu agradar os fãs dos primeiros títulos da franquia — ainda que, convenhamos, Resident Evil 6 seja um jogo e tanto.

Pode até ser que o jogo, estrelado por Leon Kennedy, Chris Redfield, Ada Wong, Sherry Birkins e seus respectivos parceiros, tenha perdido o charme conquistado pela série nos anos 90 mas, como um jogo de ação, Resident Evil 6 faz bonito. A começar pelos controles, que foram adaptados para um formato mais dinâmico que combinou perfeitamente com o climão de filme blockbuster do sexto game da série. A jogabilidade, apresentada pela primeira vez quando o jogo foi lançado originalmente para PS3, Xbox 360 e PC em 2012, se mantém a mesma na versão lançada para PS4 e Xbox One — você pode atirar enquanto anda, pode sair correndo por aí bancando o Usain Bolt e se jogar de um lado para outro dando cambalhotas ou deslizando pelo chão.

Pra casar com o estilo de ação do jogo, que em muito se assemelha a diversos shooters em terceira pessoa disponíveis no mercado, Resident Evil 6 conta com um esquema de cobertura que, em um primeiro momento, pode ser bem confuso e complicado de “pegar o jeito”. Depois de algumas horas, é claro, você logo se acostuma e estará craque em se esconder atrás de caixotes, paredes e o que mais servir de escudo contra os disparos dos inimigos.

Sim, isso mesmo, disparos dos inimigos. Em Resident Evil 6, além do retorno dos clássicos zumbis, os protagonistas vão cruzar o caminho de adversários infectados que mantém boa parte de suas funções motoras e, por isso, são capazes de usar armas de fogo com um bom nível de precisão. A vida de Leon, Chris e companhia não é nada fácil…

Resident Evil 6 conta com um novo sistema de estamina, uma escolha bastante justa visto que agora os personagens podem correr e até mesmo utilizar golpes físicos nos adversários. Acabou a munição? Nada tema: saia dando socos e pontapés na zumbizada e, com sorte, você conseguirá escapar da tela de game over. Só fique atento na barra de estamina, pois caso ela seja esgotada seu personagem precisará de um tempinho pra se recuperar e durante esse período ficará com a guarda baixa, correndo o risco de ser devorado ou fuzilado sem chance de defesa.

A promessa de um retorno às origens do survival horror não foi mesmo cumprida — essa tarefa, de certa forma, parece estar a cargo de Resident Evil VII —, ainda que a Capcom mereça crédito por pelo menos tentar fazer algo nesse sentido no cenário do Leon. Separado em quarto campanhas com tramas distintas, mas que se cruzam em determinados do jogo, Resident Evil 6 visa oferecer entretenimento para todo tipo de jogador: a campanha de Chris o leva à china para combater uma ameaça bioterrorista ao lado de seu parceiro Piers; o cenário de Sherry a leva em busca de Jake, um rapaz que pode ser a chave para conter um novo vírus que ameaça a humanidade; Ada Wong se esqueira por aí em uma missão furtiva e paralela no melhor estilo Metal Gear Solid; e Leon se junta à agente Helena na campanha que mais se aproxima do clima de tensão e terror dos primeiros games da série, com direito a uma cidade infestada de zumbis e tudo.

Um dos maiores pecados dessa versão de Resident Evil 6 para PlayStation 4 e Xbox One fica por conta dos gráficos. O visual do game já era lindo na geração de consoles anterior, e os personagens ficaram ainda mais sensacionais nas atuais plataformas da Sony e da Microsoft. O grande porém está nas texturas utilizadas nos cenários, muitas vezes de baixíssima qualidade. Esse era um ponto que já incomodava na primeira versão do jogo, mas que ficou ainda pior nesta última versão, lançada pela Capcom no ano passado.

De qualquer forma, Resident Evil 6 é um excelente jogo de ação. A história é bem amarrada, ainda que em dados pontos fique um pouco galhofa, e ver personagens clássicos lado a lado vale o investimento. Sem contar que a versão de RE6 para Xbox One e PS4 já vem com todos os DLCs (o que significa mais mapas e modos de jogo para o multiplayer). O game está longe de ser perfeito, mas diverte e oferece uma boa diversidade de conteúdo com várias campanhas, modos multiplayer e até mesmo roupas e itens extras.

Se você é um fã das antigas, desprenda-se das amarras da nostalgia e do saudosismo e abrace Resident Evil 6, que não só é um game bacana como parte importantíssma do folclore da série da Capcom. Agora, se você nunca jogou um título da franquia e está em busca um bom game de ação, Resident Evil 6 é uma ótima pedida já que seu ritmo desenfreado e as diversas campanhas não requerem conhecimento da trama dos games anteriores.

 

Resident Evil 6 – Nota: 3,5/5

Desenvolvimento: Capcom
Plataformas:PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: Xbox One

 

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