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Críticas Games

Pokémon Quest é uma jornada monótona em busca dos monstrinhos

É difícil segurar a empolgação da internet quando um novo jogo dos monstrinhos de bolso é anunciado e, nos últimos dias, não foi diferente: Pokémon Let’s Go Pikachu e Let’s Go Eevee roubaram a atenção dos fãs em sua revelação.

E foi no meio desse hype todo que um estranho jogo foi mostrado, que mais parecia um filho bastardo da franquia com Minecraft: Pokémon Quest, jogo free-to-play que chegará ao mundo mobile ainda no mês que vem, mas que já está disponível para Nintendo Switch.


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A premissa do jogo é explorar a ilha de Tumblecube em busca de novos Pokémon – no caso, são os monstrinhos da 1ª geração, da região de Kanto, mas em formas de cubo. As mecânicas simples do game consistem apenas em fazer comidas para atrair monstrinhos para o seu acampamento, ficar amigo deles, montar seu time e realizar expedições para conseguir novos poderes e ingredientes para a cozinha.

O foco do game, entretanto, são mesmo as expedições. Nelas, o jogador monta um time com três Pokémon, que andam sozinhos por algum nível, derrotando outros monstrinhos selvagens e coletando itens. Sim, eles andam sozinhos.

A única coisa controlável são quais ataques especiais eles dão, dentre os dois disponíveis para cada um. É tão monótono e chato quanto parece, mesmo: o próprio jogo escolhe quais monstrinhos atacar primeiro, como fugir e quem deve ficar na frente do time, recebendo a maioria do dano.

A cada nova fase, parecia mais que eu estava em um jogo de gerenciar rinhas de Pokémon que saem arrumando briga por aí do que fazendo uma expedição para explorar uma ilha.

Para terminar, há uma função de autoplay que, se ativada, faz com que o jogo também escolha quando e quais ataques são executados. Incrivelmente, ativá-la é uma ótima técnica de batalha, já que o algoritmo conseguiu vencer batalhas muito mais fortes que meu nível atual.

Assim, Pokémon Quest não é só um jogo focado em batalhas e exploração, mas um jogo onde as batalhas e a exploração são chatas, monótonas… e desnecessárias.

A (única) mecânica que ainda se mostra interessante é a de fortalecimento dos Pokémon. Você pode anexar Power Stones a eles, aumentando a vida ou o poder de ataque, ou aos movimentos deles, diminuindo o tempo de espera para usá-las ou aprimorando as habilidades.

Mesmo assim, depois de chegar ao nível 10, os monstrinhos demoram muito para continuar evoluindo e abrir novos espaços para Power Stones, tornando esse processo bem mais lento do que você imaginaria.

É bem fácil de perceber que Pokémon Quest foi criado para ser lançado para dispositivos móveis, já que TODA a interface é otimizada e pensada para telas de toque; usar o Joy-Con como um cursor virtual é bem chato e incômodo. Jogando no Switch, parece que estou realmente jogando em um tablet comum.

Na verdade, existe todo um ar “mobile”: você tem uma quantidade de “vidas” para realizar expedições que são carregadas com o tempo (ou com dinheiro real), os novos Pokémon que você obtém e os itens coletados nas expedições são totalmente aleatórios e existe uma moeda comprada com microtransações que acelera o progresso do jogador, os PM Tickets.

O visual cúbico do jogo, principalmente dos Pokémon, pode estranhar em um primeiro momento (talvez por parecerem uma cópia barata de LEGO), mas logo você se acostuma e entende o seu charme. No fundo, o jogo é bem mais fofo do que aparenta, principalmente por causa da trilha sonora. Animada, ela vai te fazer jogar uns 20 minutos a mais antes de acabar deixando Quest de lado.

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