Image default
Críticas Games

Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee são bons aperitivos para a próxima gen

Pokémon Let’s Go Pikachu e Pokémon Let’s Go Eevee são os novos jogos da franquia dos famosos monstrinhos da Nintendo, os primeiros lançados exclusivamente para Nintendo Switch. Unindo mecânicas da febre Pokémon Go com os ginásios, cidades e aventuras de Pokémon Yellow, o jogo consegue agradar a todas as tribos. Confira abaixo o nosso review completo de Pokémon Let’s Go!


Veja também:


Nosso canal parceiro, Aquele Cara, também fez uma análise em vídeo. Confira suas impressões clicando no link acima!

Um remake muito bom

Independente de qual é a sua geração favorita da franquia, é um fato que os primeiros jogos (Red, Blue e Yellow) ocupam um lugar especial no imaginário da cultura pop e no coração dos jogadores, não só por terem dado início à longeva franquia, mas também por serem alguns dos jogos mais legais de toda a série, com 150 monstrinhos icônicos, líderes de ginásio emblemáticos e cidades cheias de carisma.

Os jogos estabeleceram um alicerce muito forte, que serve de sustentação até hoje para os jogos da linha principal, geração após geração. Apesar deles já terem sido refeitos nas ótimas versões Fire Red e Leaf Green, o jogo Yellow ainda não tinha sido refeito, o que serviu como um pretexto perfeito para levar a série ao Nintendo Switch, onde também recebeu elementos do sucesso Pokémon Go.

O melhor dos dois mundos

O Go do título é uma óbvia referência ao jogo que a Niantic lançou para Android e iOS. Dele, vieram as mecânicas de captura, que substituem o antigo esquema de lutar contra monstrinhos até enfraquecê-los o suficiente. Desta vez, os encontros se resumem a um minigame de arremesso de pokébola, e o que determina o sucesso é a precisão da jogada e o uso de doces para deixar as criaturas mais mansas, igualzinho ao celular.

Confira no vídeo acima como capturar Meltan, o único monstrinho inédito presente em Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee

Este ponto acaba representando a maior polêmica do remake, já que isso acaba facilitando demais a jornada. Cada captura traz pontos de experiência para toda a equipe, que não precisa lutar e não fica cansada pelas rotas. Com isso, os encontros com treinadores rivais ficam ainda mais fáceis. Seja como for, eu, pelo menos, achei a mudança bem-vinda, pois deu uma sacudida no ritmo já bem batido dos jogos portáteis.

Temos que pegar!

Demora cerca de 20 horas para terminar a campanha principal sem correr nem explorar demais as coisas, e um pouco mais de 40h para completar a sua pokédex, já que ela apresenta um tamanho bem compacto, com os 150 originais, mais os lendários Mew e o inédito Meltan, além da possibilidade de importar criaturas de Alola do celular (mas eles não contam como monstrinhos extra na pokédex).

Um ponto negativo é que, estranhamente, as trocas entre celular e Switch acontecem em mão única. Ou seja, só dá para enviar as criaturas do celular para o Switch, e não o contrário. Isso me frustrou um pouco, porque seria legal poder usar o jogo de Switch para conseguir monstrinhos mais raros e mais fortes no meu celular.

Fazer trocas entre Pokémon Let’s Go e Pokémon Go não é um processo tão simples assim. Veja como fazer isso no vídeo acima!

Cooperativo fraco

Pokémon Let’s Go também inova na série por ser o primeiro capítulo com suporte a modo cooperativo local. O segundo jogador pode entrar na aventura a qualquer momento, e assume o controle do treinador de sexo oposto ao do protagonista. Com isso, ele participa das lutas contra treinadores rivais, o que torna o jogo ainda mais fácil, já que seu time pode atacar duas vezes por turno sempre.

Ter um segundo jogador também aumenta as chances de capturar um monstrinho selvagem quando o arremesso for feito em total sincronia. Ainda assim, esses atrativos não são o bastante para tornar o modo significativo, e parece algo mais pensado para jogar ao lado de crianças bem novas, para dar aquele sentimento de “ei, olha, eu estou ajudando muito”, mesmo que no fim das contas não esteja ajudando tanto assim.

Que venha a próxima geração!

Por mais fácil e casual que seja a jornada por Pokémon Let’s Go, ela serve como um ótimo aperitivo para os próximos jogos, ainda sem título, mas já anunciados para 2019. Algumas ideias, como poder ver os pokémon selvagens no mapa antes de iniciar a captura, ou o fofo sistema de ter um pokémon companheiro sempre sob seus ombros, parecem sacadas ótimas, que vieram para ficar. A torcida é para que outros sistemas, como o raso online, sejam lapidados no próximo game.

Seja como for, os belos gráficos e trilha sonora caprichadíssima, com belas releituras das músicas clássicas de Pokémon Yellow, já bastam para tornar Let’s Go uma compra bem interessante para quem sente saudades dos primeiros jogos e quer reviver a jornada do GameBoy em grande estilo!

[rwp-review id=”0″]

Related posts

Europeus receberão Fire Emblem (GBA) no Virtual Console do Wii U

Eidy Tasaka

Novo aplicativo mobile de Pokémon é anunciado

Luciana Anselmo

La Casa De Papel | Netflix libera trailer da Parte 3 da série

Rodrigo Estevam