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Críticas Games

PES 2019 marca um golaço com seu gameplay

PES 2019 é o novo jogo de futebol da Konami, lançado em versão física e download digital para PlayStation 4, Xbox One e PC (disponível para baixar via Steam). Apesar de perder a licença da UEFA Champions League, o simulador consegue provar seu valor no mercado graças ao seu gameplay impecável, ótimos gráficos e multiplayer divertido. Confira a análise completa logo abaixo.

Logo acima, você confere também uma partida completa de PES 2019 com algumas impressões em vídeo do nosso canal parceiro Aquele Cara.


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Um rosto familiar

Se você jogou os últimos jogos da franquia, especialmente PES 2018 e PES 2017, já deve ter uma boa ideia do que o espera nesse novo título. Afinal, ele resgata todos os modos de jogo tradicionais da série, como a Liga Master, Rumo ao Estrelato, MyClub e as ligas personalizadas, no mesmo bom e velho esqueleto de sempre.

De um lado, isso é frustrante porque deixa o jogo com cara de mera reciclagem do conteúdo clássico, em um deja-vu um tanto ingrato. Por outro, se é exatamente isso que os fãs de PES querem, vale a lógica do “em time que está ganhando não se mexe”. Ao menos os menus, eterno alvo de reclamação dos fãs, estão um pouco mais arrumados e intuitivos do que nos anos anteriores, cheios de botões grandes, acessíveis e mais amigáveis.

Por baixo dessa roupagem tradicional esconde-se um jogo de gameplay muito bem lapidado e gostoso de jogar por horas a fio. Já se foi o tempo em que FIFA conseguia ser melhor do que PES graças às suas inovadoras mecânicas de física (algo que ficou especialmente evidente entre as versões 2011 e 2014 das duas séries). Hoje, PES não só bate de frente com a série da EA como, em muitos sentidos, a supera.

O toque de bola é nossa escola

Os passes, dribles e jogadas de efeito são destaques que não param de me impressionar, pois estão perfeitamente calibrados e são gratificantes de colocar em prática. Tocar a bola nunca foi tão preciso como em PES 2019, e isso faz toda a diferença em um jogo de ritmo mais lento que os demais simuladores.

Essa diminuição da velocidade não torna os jogos menos emocionantes, muito pelo contrário! Ao fazer com que cada metro do campo tenha mais importância, é preciso valorizar mais a posse de bola e, logo, trabalhar melhor seus dribles e o controle da bola de perto. Felizmente, o modo de treinos de habilidade retorna completo e atualizado para te ajudar a passar nessa “peneira”.

Saber todos os tipos de passes, cruzamentos e jogadas de efeito é a diferença entre ganhar e perder a bola no meio de campo, e isso faz com que PES 2019 premie a habilidade, reflexos e pensamento lógico muito mais do que os últimos jogos da franquia concorrente, ou mesmo da própria história do PES. De quebra, isso casa muito bem com o novo sistema implementado neste ano, que faz com que craques como CR7 e Messi tenham jogadas de efeito bem acima da média dos jogadores comuns, mas sem deixar o game apelativo demais.

O eterno problema das licenças

Com tantos acertos nos gráficos e gameplay, o calcanhar de aquiles de PES continua sendo a falta de licenças, o que deixa o jogo com uma cara muito genérica dependendo do seu time (e da sua paciência para usar as lentas e limitadas ferramentas de customização presentes no jogo).

É horrível ver times grandes como o Real Madrid serem chamados de “MD White” e vestirem um uniforme genérico, por exemplo. Da mesma forma, quase metade dos times brasileiros (estes sim com os uniformes e nomes corretos, pelo menos) contam com um elenco repleto de nomes genéricos com feições toscas que em nada lembram seus plantéis reais.

Considerando o quanto a série rival FIFA investe em licenças, e a fartura absurda de material oficial presente nela (que, para piorar, conseguiu tirar das mãos do PES a licença da UEFA Champions League), fica o questionamento: será que não valeria a pena PES aproveitar seus ótimos gráficos e gameplay e investir ainda mais neles, deixando as fracas licenças quase totalmente de lado? Eu aprovaria um retornos aos tempos de International Superstar Soccer e ter um PES caprichadíssimo só com seleções. Mas ei, essa é só minha opinião.

Que fase!

Outro problema recorrente na série é a narração. Não por culpa do grande Milton Leite, uma das vozes mais agradáveis do futebol, e íntimo do processo de gravações de dublagens para videogames, mas sim pela direção e alguns problemas tanto de calibração do áudio (às vezes baixo demais) como de repetição de falas.

Os comentários de Mauro Beting, especialmente, parecem ter sido gravados por telefone em algumas ocasiões, e de forma alguma parece que ele e Milton estavam lado a lado nas gravações na esmagadora maioria dos diálogos. As interações entre a dupla soam forçadas e existem grandes intervalos entre as falas, o que é um desperdício de bons talentos.

Ainda assim, é o melhor trabalho sonoro que a franquia já teve em português. O problema é que isso não quer dizer muita coisa, dado o paradigma lamentável dos anos passados. Acabei achando melhor jogar sempre com o Spotify ligado, então não espere o mesmo capricho sonoro que visual em PES 2019.

Fechando para balanço, os problemas de licença e alguns pequenos tropeços técnicos sonoros são os únicos pontos fracos de um produto brilhante em seu gameplay e, no fim das contas, isso é o que realmente importa em um jogo de futebol. Não há simulador no mercado que tenha partidas tão eletrizantes e bem balanceadas como PES 2019!

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