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Críticas Games

Paper Mario: The Origami King é divertido e não é mais um RPG!

A franquia de Paper Mario já vem sendo feita tem gerações. Vindo desde o Nintendo 64, com o título básico de Paper Mario, a Nintendo apostou em mais um novo lançamento da série no seu mais recente console.


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Lançado no dia 17 de julho, Paper Mario: The Origami King é o mais novo jogo da série e, apesar de ter sido recebido com olhos um pouco tortos, o jogo mostra que a Nintendo sabe fazer jogos incríveis, mesmo tirando elementos fundamentais que eram vistos nos outros jogos da série.

Paper x Origami

A trama começa com aquele convite básico da Princesa Peach para os irmãos Mario e Luigi. Vai rolar um evento conhecido como Festival Origami e eles são os convidados de honra. Porém, chegando ao castelo, eles percebem algo estranho: a cidade está completamente abandonada.

Claro que eles vão investigar o que tá rolando e vão para dentro do castelo. Eles se separam e, mais adentro dos corredores do palácio, aparece uma Peach um pouco diferente. Ela não era mais um papel, e sim um Origami.

Dança - Análise Paper Mario: The Origami King

Tudo começa a ficar mais claro quando o Rei Olly, soberano do mundo Origami, revela ser a figura na imagem da Peach e expondo seu plano de dominar o reino do cogumelo para que ele possa construir um reino dele com seus origamis, transformando todos os moradores na mesma forma que ele.

Com a ajuda da irmã do vilão, Olivia, os irmãos Mario têm a missão de resgatar a Princesa Peach e os Toads que foram aprisionados, além de salvar o reino do perigo iminente que o novo personagem da série tem trazido!

Antigo x Novo

Como havia dito na introdução desse texto, The Origami King foi recebido de cara torta por um fator que a Nintendo divulgou e muita gente achou esquisito: que o novo Paper Mario não teria sistema de níveis.

Vale lembrar que minha experiência com Paper Mario foi a versão do Nintendo 64 e a de Nintendo Game Cube, então no meio desse trajeto, não tive oportunidade de testar as outras versões.

Batalha - Análise Paper Mario: The Origami King

A série, por ser um RPG, contava com um sistema de níveis — que é uma das principais marcas desse gênero. Para quem não é familiarizado, funciona assim: a cada inimigo derrotado, você ganha uma certa quantidade de experiência. Ao atingir uma quantidade específica de pontos, você passa de nível. Isso aumenta o seu dano, vida, e outros status, dependendo do jogo.

Com essa mudança brusca na série, muitos acharam que a magia principal de Paper Mario iria enfraquecer. Mas estavam muito enganados. A Nintendo, geniosamente, criou uma mecânica de batalha e moedas que acabam compensando por isso. Não que o sistema esteja perfeito, mas digo que, se for tirar um elemento tão importante quanto esse, melhor ter uma solução criativa e atrativa no lugar.

As batalhas funcionam assim: Mario enfrenta sozinho ou com algum companheiro, hordas de inimigos. Eles precisam ficar alinhados de duas formas: ou em fileira ou dois inimigos na frente e dois logo atrás deles. O pulo cuida do primeiro caso e o martelo do segundo. Caso alinhados perfeitamente, você recebe um bônus de 1,5x de dano!

Mas não é tão simples quanto parece. Os personagens ficam todos à sua volta, eles embaralham e você tem uma quantidade específica de movimentos para alinha-los. Você pode movê-los girando em linha ou em coluna.

A cada batalha, conforme mais perfeita for, sem tomar danos e afins, mais moedas você ganha, e ela também tem função importante nisso. Com as moedas, você pode fazer algumas coisas durante a batalha: aumentar o tempo limite para descobrir como organizar os inimigos — sim, se o tempo acabar, seu turno pula — ou chamar a ajuda dos Toads resgatados durante a aventura.

Eles podem dar dano no inimigo, recuperar sua vida ou até mesmo ajudar a ordenar os monstros da forma certa. Caso esteja com dificuldade, essa é a melhor solução. E quanto mais moedas gastas, mais ajuda vem!

O porém de tudo isso é que, apesar de ser uma mecânica interessante, você vai percebendo cada vez mais que acaba sendo inútil fazer batalhas, vira uma perda de tempo. Você já ganha tanta moeda no mundo de fora que as batalhas se tornam triviais, sendo necessário apenas realizar as batalhas contra chefes.

Chefe - Análise Paper Mario: The Origami King

Essas batalhas contra chefões têm uma mecânica diferente. Mario dessa vez fica localizado na extremidade do círculo enquanto o chefe no centro dele. Você deve ajustar as camadas para definir as ações que o herói vai tomar. As setas indicam a direção do herói e você precisa garantir que ele passe no botão de ataque para realizar o dano, senão Mario só cai no fim do caminho e perde o turno.

Cada chefe tem uma mecânica diferente de batalha, e cabe a você descobrir isso durante as lutas. Existem cartinhas que dão dicas de como derrotar o vilão, mas deixe elas para o caso de você realmente estar com dificuldade para resolver determinados puzzles, já que a maior conquista é descobrir tudo sozinho.

O mundo gigante de origami

Com um universo inteiro para investigar, Mario tem um trabalho árduo pela frente. Não basta só ter que salvar a Princesa Peach, mas todos os lugares estão sendo devorados por criaturas de Origami, e graças à sua bolsa de tecidos e papeis, o bigodudo consegue reconstruir tudo.

Em cada cenário vão existir vários buracos no caminho, seja no chão ou na parede. Mario deve reconstruir os cenários para que ele complete 100% da área. Claro, além de achar os Toads que foram presos.

Mundo - Paper Mario: The Origami King

O mundo é cheio de desafios e mistérios, mas nada muito absurdo de se resolver. Como a Nintendo faz seus jogos para todas as idades, existem puzzles complexos, mas nada que vai te travar seu progresso, já que a criançada também precisa conseguir resolver eles.

Paper Mario: The Origami King é um jogo incrível. Mudou muito desde os primórdios, perdendo muito dos elementos de RPG, mas a Nintendo soube fazer o progresso para esse novo tipo de jogo. Ainda não é 100%, mas com certeza o próximo jogo pode chegar mais próximo de uma adaptação de Paper Mario sem elementos de RPG.

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