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Críticas Games

Outlast 2 | Sequência chega ainda mais aterrorizante e difícil no Switch

O número de jogos de terror no Switch vem crescendo bastante nos últimos e a desenvolvedora Red Barrels ajudou a trazer pelo menos dois ótimos títulos do gênero para a eShop do console.

Além do primeiro Outlast, sua sequência também foi lançada na plataforma da Nintendo recentemente. A boa notícia é que assim como seu antecessor, Outlast 2 é um excelente port e que vale a pena conferir.

A história em si é um pouco diferente do game original, mas ainda segue o mesmo tipo de premissa. A caminho de uma investigação de assassinato com sua esposa, um jornalista sofre um acidente de helicóptero e é separado de sua companheira. Ele acaba encontrando um seita religioso responsável por diversas mortes enquanto procura pela esposa.

https://www.youtube.com/watch?v=QNDz12otetg

Embora a trama envolvendo a seita seja boa, as partes mais interessantes acontecem quando nosso protagonista tem alguns flashbacks da época em que estudava em uma escola católica. As duas histórias se encaixam muito bem e dão um ótimo incentivo para o jogador continuar sua jornada.

Já as mecânicas e a jogabilidade não é nada diferente do que vimos no primeiro Outlast. Você não tem como se defender dos inimigos, é necessário se esconder em diversas partes, você poderá registrar as atividades da seita com sua câmera e a única maneira de enxergar no escuro é usando o modo de visão noturna da filmadora.

É claro que a bateria da câmera continua sendo um aspecto a ser gerenciado, então você não poderá usar o dispositivo à vontade e sem preocupação. Felizmente, é possível encontrar baterias novas em diversos lugares, então não é algo que vai te atrapalhar tanto assim.

Uma diferença bem perceptível é que o jogo é bem mais difícil do que o original. Na verdade, quem jogou a versão do PC em 2013 deve lembrar que a Red Barrels chegou a liberar um update para regular a dificuldade normal do game e resolver alguns aspectos que estavam frustrando os jogadores.

Na versão do Switch, você pode escolher entre diversos modos de dificuldade logo no início. Além do modo normal, há alguns modos bem mais difíceis e um “Modo História” para aqueles que querem aproveitar a trama do jogo sem se preocupar tanto em morrer toda hora.

Outro ponto positivo é que o visual do game foi muito bem trabalhado e as limitações do console não chegam a ser tão perceptíveis. No máximo, você verá algumas texturas menos detalhadas em certos objetos espalhados pelo cenário, mas nada tão importante.

Isso vale tanto para o jogo rodando com o Switch no dock como no modo portátil. Também é bom mencionar que sua performance se mostrou bastante estável, mesmo em situações mais intensas, e manteve seus 30 fps sem problemas.

Talvez um dos únicos pontos irritantes é o uso constante do HD Rumble dos Joy Cons, que pode ser intenso demais em certas ocasiões. Felizmente, é algo que você pode desativar.

Assim como o antecessor, o design de som continua maravilhoso e boa parte da ambientação, terror e tensão do jogo vem exatamente dos sons que você ouvirá ao seu redor. Por isso, se decidir jogar no modo portátil, recomendamos usar fones de ouvidos para melhorar essa experiência.

No geral, Outlast 2 é um título essencial tanto para os fãs de games de terror como para aqueles que querem experimentar a franquia de um modo diferente ou com mais liberdade.

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