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Opinião: O que o New 3DS representa para a Nintendo e os portáteis?

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A Nintendo sempre consegue nos surpreender. Conhecida pela enorme quantidade de inovações na indústria, a gigante de Kyoto é uma das engrenagens deste mercado que tanto gostamos.

Porém, como toda empresa de sucesso, a Nintendo também já passou por maus bocados e vem encarando de frente alguns concorrentes que ameaçam sua supremacia em certos mercados.

A bola da vez é a indústria mobile, que com seus smartphones poderosíssimos, vem cativando cada vez mais os fãs de consoles portáteis, que acham mais prático possuir um celular que possui jogos do que um console que não faz ligações. E no meio de tudo a Nintendo anunciou o New 3DS. Mas para quê?

A evolução do consumidor

Antigamente, a maior parte dos jogadores tendia a acompanhar uma determinada produtora de consoles, sem se importar com o que estava acontecendo na concorrência. Geralmente, os jogadores decidiam fidelizar-se com alguma empresa pelo que já conheciam dela e assim seguiam sua vida gamer. E faziam isso por dois motivos.

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O primeiro deles era o preço. Assim como ocorre ainda hoje no Brasil, o preço dos consoles era muito alto, e os jogadores não conseguiam acompanhar tudo o que era lançado, principalmente se considerarmos que o principal público alvo desse mercado na época eram crianças, que dependiam dos pais para conseguir o que queriam. Hoje esse público evoluiu e videogames são consumidos, principalmente, por adultos.

O segundo motivo era a falta de informação. Contando apenas com algumas poucas e excelentes revistas especializadas, as informações sobre os games custavam mais a chegar até os consumidores, que hoje podem acompanhar todas as novidades em tempo real graças à internet. E querendo ou não, isso faz diferença.

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Atualmente, o consumidor evoluiu e é capaz de discernir qual é o melhor investimento para o momento. Responsável por seus próprios gastos e com acesso amplo a informações para tomada de decisão, os consumidores realizam escolhas mais racionais, sendo capazes de pular o jogo novo de uma franquia exclusiva que adoram se não acharem que ter determinado console vale a pena.

A evolução do mercado

No meio de tudo isso, o mercado também mudou drasticamente, e comprar videogames não é mais a mesma coisa que era há 10 anos atrás. Contando com diversas funcionalidades e propostas distintas, cada um dos produtos disponíveis no mercado se adequa a alguns grupos específicos de jogadores.

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O mercado dos portáteis foi o que sofreu um choque mais drástico. Liderado pela Nintendo por quase três décadas, o negócio está sofrendo mudanças substanciais no que tange a forma de comercialização dos jogos e o próprio formato do conteúdo oferecido.

Os smartphones e tablets são os grandes protagonistas desse novo modelo de negócio, que prega estilos de jogo mais simples e rápidos para que se encaixem no dia a dia cada vez mais corrido dos jogadores.

O negócio dos consoles portáteis, devido à concorrência com o mercado mobile, também sofreu outra mudança, talvez menos perceptível, mas ainda assim bastante conflitante com o que fora feito desde sempre: a transição entre gerações de aparelhos mudou.

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Atualmente, os celulares e tablets possuem três sistemas operacionais principais que são muito parecidos em todos os aparelhos. O único ponto que realmente os diferencia é quanto às configurações de hardware, que vão de algumas muito simples até outras, mais parrudas.

Todos os modelos vivem em perfeita harmonia e, mesmo que alguns jogos só rodem em celulares mais robustos, nem todos se importam com isso, apenas os mais aficionados que gostam de acompanhar novas tecnologias. Dessa forma, as gerações de celulares não ficam tão evidentes e diversos modelos diferentes de celulares convivem no mercado.

É claro que não podemos considerar que um celular é apenas utilizado para jogos. Sabemos bem que isso não é verdade, mas o modelo de negócio que faz com que as pessoas continuem aproveitando jogos novos em seus celulares antigos, mesmo com novos modelos de aparelhos disponíveis no mercado, faz com que as empresas que trabalham apenas com jogos tenham que se adaptar de alguma maneira, dado o tamanho da ameaça que os telefones representam para os consoles portáteis.

E qual é a do New 3DS?

Admito, posso estar redondamente enganado, mas a estranheza do anuncio do New 3DS, não como um sucessor, mas como uma revisão de hardware, pode representar uma mudança no modelo de negócio da Big N quanto aos consoles portáteis.

Diferentemente das revisões de hardware que a Nintendo costuma lançar, desta vez a empresa trouxe melhorias de configurações que não só tornam o console mais rápido como também possibilitam o desenvolvimento de jogos exclusivos. Tudo isso sem que o 3DS velho de guerra e suas revisões como o 3DS XL e o polêmico 2DS saiam de cena.

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Com isso, a Nintendo pode estar se aproximando de um modelo de negócio parecido com o dos smartphones, no qual consoles de hardware diferentes convivem em harmonia nas prateleiras. e o jogador fica responsável por analisar o que julga melhor para si no momento.

Dessa forma, a Nintendo consegue lucrar mais com o mercado casual, diminuindo os custos dos consoles mais antigos e continuando o suporte com jogos mais simples, enquanto continua cativando os jogadores mais assíduos, que acompanham de perto os avanços tecnológicos deste mercado e até mesmo as brilhantes franquias da Nintendo.

É claro que é impossível os jogadores hardcore ficarem felizes com isso, já que quase se veem na obrigação de comprar mais consoles para poder acompanhar os lançamentos. Mas do ponto de vista de negócio, a Nintendo encontrou uma forma de lucrar mais enquanto consegue adequar seu modelo ao que está tomando conta do mercado.

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O New 3DS pode representar uma mudança de direção, mas só com o tempo descobriremos quais os objetivos da Big N e se tal estratégia será bem sucedida. A única certeza que tenho é que algo começou a mudar, e que mal estamos percebendo.

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Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

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Críticas

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker é desafiador na medida certa

Dando continuidade à “Season of the Dragon”, pacote de DLC com duas dungeons inéditas acrescenta boas horas de desafio ao MMORPG.

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The Elder Scrolls Online tem chamado bastante atenção para si em 2019. O MMORPG da Bethesda em parceria com a Zenimax Studios tem recebido diversas atualizações e conteúdos adicionais que giram em torno de uma mesma narrativa: o retorno dos dragões à Tamriel. Em agosto, recebemos o segundo DLC que dá continuidade à saga “Season of the Dragon” com duas dungeons inéditas. Senhoras e senhores, está entre nós The Elder Scrolls Online: Scalebreaker.


Veja também:


Scalebreaker segue a narrativa iniciada com o DLC Wrathstone em Março, seguido da expansão Elsweyr em junho, que apresenta o retorno dos dragões ao mundo de Tamriel e as consequências disso. No novo DLC, estão presentes duas novas dungeons: Moongrave Fane e Lair of Maaserlok. Além de novos itens e e conteúdos exclusivos. Mas vamos falar com calma de tudo isso nessa matéria completa.

A Sepultura da Lua

Se The Elder Scrolls Online é bom em alguma coisa, isso é contar histórias. A Zenimax consegue um trabalho estupendo imaginando as mais controversas situações que acontecem por trás de uma história aparentemente simples, direta e superficial. O enredo por trás da dungeon Moongrave Fane é um bom exemplo disso. Nela você enfrentará vampiros do clã Hollowfang que aprisionaram um dragão para tentar drenar sua vida.

Logicamente isso não será uma tarefa simples. Mas só pelo enredo já nos passa uma quebra gostosa de enredo do que normalmente temos visto até então nos conteúdos da “Temporada dos Dragões”. Assim, a dungeon nos leva até às profundezas das ruínas de um templo Khajiiti abandonado, onde o clã Hollowfang conseguiu subjugar um dragão e agora o mantém como prisioneiro. A surpresa aqui vem de um ex-membro da Guarda do Dragão que ajuda o clã de vampiros numa tentativa de sugar a vida do ser dracônico.

Mas chegar até o dragão capturado e os líderes dos vampiros é uma tarefa, no mínimo, árdua. E é aí que temos um dos maiores pontos positivos dessa dungeon: seu nível de desafio. Isso porque, além dos já esperados vampiros e outras monstruosidades defensoras do tempo, Moongrave Fane também apresenta um novo recurso para puzzles: rochas cúbicas deslizantes.

Porém, ao contrário do que a maioria pode pensar, os cubos gigantes não são feitos apenas para abrir e fechar portas durante a exploração da masmorra. Na verdade, boa parte dos bosses dessa masmorra utilizam alguma mecânica que envolve usos criativos desses blocos, o que dá mais dinamicidade e um ar de criatividade para às lutas. Fugindo um pouco do tradicional “apertar vários botões” para realmente pensar sobre o que estamos enfrentando.

Por fim, temos uma luta final contra o próprio Grundwulf, ao lado do dragão caído, muito criativa. Claro que este texto é livre de spoilers, mas saibam que o embate faz juz ao cuidado que a Zenimax possui em fazer com que o jogador vivencie de fato a história que está sendo contada ali, o que é excelente.

O Covil de Maarselok

Como falamos no início do texto, Moongrave Fane não é a única dungeon presente no conteúdo adicional de Scalebreaker. Assim, chegamos na dungeon que podemos considerar como o “carro-chefe” do DLC: Lair of Maaserlok. No enredo desta missão, um grande dragão acordou e os defensores de Grahtwood lutam para impedir que a estranha corrupção que emana da criatura ameace suas terras.

O interessante é que o despertar de Maaserlok foi diretamente influenciado pela libertação dos dragões dos Salões do Colosso, evento que deu início à saga do chapter Elsweyr. Aqui, o dragão corrompido desperta nas profundezas das montanhas da fronteira leste de Grahtwood. Com fome e vingança, a terrível fera destruiu a selva das redondezas e sua corrupção ameaça uma das raízes da Elden Tree.

Não conseguindo lidar com o monstro por conta própria, os Elfos da Floresta procuraram aliados para resolver o problema da corrupção e, quem sabe, terminar de uma vez com as ameaças do poderoso dragão. O design dessa masmorra é bem interessante e belo, mostrando um mundo natural em decomposição por influência do dragão corrompido. Inclusive ela faz parte de uma das principais mecâniccas da dungeon, que mantém os jogadores em constante alerta.

Assim, o principal adversário na progressão da masmorra é a própria corrupção de Maarelok, que afeta animais, plantas e o terreno em si, criando desafios surpreendentes em alguns momentos da jogatina. Entretanto, uma outra expedição de aventureiros que foi para lá antes da sua também fora corrompida e, para libertá-la, será preciso enfrentar todos os membros da equipe, o que pode se mostrar uma tarefa desafiadora.

O próprio Maarselok funciona como um boss dividido em três embates diferentes. Você não enfrentará e vencerá ele em apenas uma luta. Na verdade, por boa parte da jogatina dessa dungeon você precisa persegui-lo. Isso é interessante pois quebra o ritmo tradicional da maioria das dungeons do jogo, com o boss final aparecendo literalmente na última parte da masmorra. Entretanto, isso também deixou a narrativa da dungeon um pouco mais arrastada, o que pode desagradar alguns.

Conteúdo simples, mas de primeira

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker vem para continuar a narrativa do retorno dos dragões à Tamriel, mas também ajuda com uma quebra de narrativa gratificante para a história. Não são simplesmente os mesmos dragões de Elsweyr que estão em situações específicas em Scalebreaker. Na verdade, aqui vemos algumas nuâncias das consequências do que aconteceu em Elsweyr, o que enriquece bastante a história.

Em termos práticos, as dungeons tem seu quê de criatividade e inovação, ao mesmo tempo que apresentam sets de armaduras inéditos e um nível de desafio gratificante. Nada tão punitivo como o que já ocorreu em outras dungeons do jogo, mas também nada didático demais que não obrigue os jogadores a pensarem estratégias bem boladas para superar os desafios.

Muitas vezes, o que pode atrapalhar bastante é a própria visibilidade de algumas lutas. Já que muitos inimigos, tanto em Moongrave Fane como em Lair of Maarselok possuem habilidades em área que literalmente segam o jogador durante os combates. Mas tudo se encaixa muito bem num conteúdo extra opcional de ótima qualidade e que dá um gostinho a mais da história por trás do retorno dos dragões e, principalmente, do retorno da Guarda do Dragão.

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Criatividade
  • Mecânicas inéditas
  • Nível de desafio
  • Narrativa
Contras
  • Visibilidade
  • Ritmo
Avaliação
The Elder Scrolls Online: Scalebreaker continua com proeza a narrativa da Temporada do Dragão. Com duas dungeons bem desafiadoras e cheias de mecânicas criativas, o pacote de DLC consegue oxigenar a narrativa do retorno dos dragões com um conteúdo curto de ótima qualidade.
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Críticas

No Man’s Sky Beyond é uma experiência estonteante de exploração espacial

A nova atualização do jogo da Hello Games traz conteúdos incríveis, incluindo modo online digno, melhorias na construção de bases e opção de realidade virtual.

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No Man’s Sky  teve inúmeras polêmicas ao seu redor após seu controverso lançamento lá em 2016. Sendo considerado o pior jogo de 2016, o game conseguiu em 2018, uma indicação para “melhor jogo de conteúdo contínuo” no The Game Awards 2018. Agora, com No Man’s Sky Beyond, a mais nova atualização do título, temos mais melhorias ainda e quase que uma reformulação total do jogo da Hello Games, que finalmente cumpriu todas as “falsas promessas” feitas lá em 2016.


Veja também:


Mas antes de falarmos propriamente das mudanças que Beyond trouxe, é importante ressaltar que essa atualização gigantesca e gratuita do jogo de 2016 funciona praticamente como uma continuação das melhorias vistas na atualização de 2018, chamada de No Man’s Sky Next. Para início de conversa, todo o conteúdo inicial do jogo foi reformulado, acrescentando novos e melhores tutoriais de início, além de acréscimos gratificantes aos recursos de construção de bases.

Claro que não é só disso que se trata Beyond, já que temos também um sistema online muito bom, a possibilidade de jogar todo o jogo em realidade virtual, melhorias de interface excelentes e novas mecânicas de interação com criaturas. Junte a isso uma atenção aos detalhes sem igual e um suporte à comunidade de jogadores estupendo e temos aqui uma das grandes surpresas de 2019.

No Man’s Sky 2

Para começar, vamos falar aqui do grupo de melhorias e atenção aos detalhes que montam um terço dessa grande atualização que é No Man’s Sky Beyond. Não é novidade para quem acompanhou o jogo desde 2016 que a Hello Games não abandonou No Man’s Sky em nenhum momento, acrescentando o máximo de conteúdos que podia no decorrer dos últimos três anos. Assim, o que a empresa chamou de “No Man’s Sky 2.0” se trata de uma continuidade de todas essas melhorias, além do acréscimo de mais alguns conteúdos inéditos.

Entre essas melhorias, temos mudanças consideráveis no layout de muitos menus e inventários, otimizações de jogabilidade e agilidade de comandos, além de maiores adequações da curva de aprendizado do jogo. Tudo isso dá a No Man’s Sky Beyond uma sensação de polidez gratificante para velhos e novos jogadores. Desde elementos simples como a possibilidade de acumular um número bem maior de elementos por bloco de inventário até um menu de catálogo totalmente novo com mais de 300 novas receitas de itens a serem construídos.

Todas essas mudanças podem passar despercebidas por jogadores novatos em No Man’s Sky, mas são quase como um “abraço quentinho” para os jogadores mais antigos, que tinham várias críticas sobre a organização de inventários e velocidade dos menus do jogo, por exemplo. 

Muito mais o que fazer dentro dos planetas

Mas como não é só de melhorias que No Man’s Sky Beyond se trata, temos também um acréscimo muito bem vindo de novas mecânicas de jogo. Entre elas, recebemos uma atenção maior dessa vez em atividades para se fazer na superfície dos planetas que exploramos. Afinal, uma das maiores críticas ao jogo em 2016 era a monotonia e falta do que fazer nos planetas.

Agora, para início de conversa, temos novas formas de interações com a fauna dos planetas. Desde a primeira versão do game, nós só podíamos alimentar e catalogar as criaturas que descobríamos nos inúmeros planetas alienígenas que encontrávamos galáxia à fora. Agora podemos domar temporariamente essas criaturas, utilizando alimentos específicos; além da possibilidade de usá-los como montaria ou recolher itens específicos deles, como leite, carne, ovos e até mel!

Além dessa interação com a fauna e novas floras do jogo, temos algumas construções novas, como coletores automáticos que podem ser utilizados para a produção em larga escala de itens valiosos para a venda. Já é possível encontrar na internet relatos de jogadores que fazem bilhões de créditos por hora com produções desse tipo, o que é bem bacana para aumentar as possibilidades de produção que o jogo possui.

Sistema online bem interativo

Dando continuidade aos pilares de atualização do jogo, temos o que a Hello Games batizou de “No Man’s Sky Online“. A empresa incluiu em Beyond um sistema multiplayer finalmente digno. Claro que nunca foi o objetivo da desenvolvedora fazer de No Man’s Sky um MMORPG ou algo do tipo, por isso, é importante deixar claro que o sistema online do jogo é opcional e complementar à experiência de exploração espacial proposta.

Esse sistema é personificado através da base Nexus, que é uma versão melhorada e muito maior da antiga Anomalia Espacial de No Man’s Sky Next. A base Nexus de Beyond pode ser invocada pelos jogadores tal qual uma nave cargueira, funcionando como uma estação espacial móvel onde, ao invés de NPCs, temos outros jogadores presentes.

Essa estação espacial funciona como um lobby online móvel que permite que qualquer jogador em qualquer local da galáxia possa acessá-la rapidamente sem problemas. O espaço do Nexus foi feito para jogadores interagirem entre si, com a possibilidade de ver a nave dos demais jogadores presentes, interagir com eles por voz ou gestos, além de poder utilizar um portal da estação que permite visitar o planeta base de qualquer jogador que esteja online no momento.

Além disso, temos também a possibilidade de fazer missões em equipes de até quatro jogadores, que incluem tarefas comumente atribuídas em missões de guildas nas estações espaciais tradicionais, como conseguir um determinado item ou caçar piratas espaciais, mas tudo com um nível de dificuldade mais elevado, o que torna o desafio em equipe bem divertido. Em conjunto a essas missões temos outras, como construir bases subaquáticas em equipe e recuperar fósseis, variando um pouco o que já tínhamos.

Por fim, temos também vários comerciantes novos à disposição nesta estação. Melhorias envolvendo veículos terrestres, naves, engramas de construção de base, melhorias de traje e da sua multiferramenta estão presentes aqui; assim como os NPCs Nada e Apolo, já conhecidos do modo história do game. Mas de tudo o que envolve este sistema online, o que mais agrada é a sua simplicidade. É possível invocar a base Nexus, entrar no lobby online, começar e terminar uma missão e voltar para o seu próprio jogo offline sem telas de loading demoradas ou tentativas de conexão problemáticas. Tudo flui como se fosse parte realmente daquele mundo interativo.

Um novo jogo na realidade virtual

Agora chegou a hora de falar do último dos três pilares que formam a gigantesca atualização Beyond de No Man’s Sky. Esse daqui foi batizado pela Hello Games como “No Man’s Sky VR” e poderia muito bem ser um jogo totalmente a parte do jogo base que já mereceria uma análise própria. Afinal, Borderlands 2 VR e Skyrim VR são dois exemplos óbvios desse movimento. Isso porque a atualização Beyond trouxe, para PC e PS4, um modo de jogo em realidade virtual que permite jogar todo o conteúdo de No Man’s Sky com a tecnologia de imersão.

Isso conta tanto para novos jogos como para quem quiser simplesmente continuar seu jogo salvo em uma nova perspectiva. Cansou de usar os pesados óculos de realidade virtual do PC ou PS4? Basta reiniciar o jogo no modo tradicional e continuar jogando sem problema algum. A versatilidade deste modo, assim como as suas mecânicas muito bem construídas, lembra bastante o que foi feito em Resident Evil 7 e deveria servir de exemplo para outras empresas que incluem modos de jogo em realidade virtual bem limitados e inúteis em seus jogos tradicionais.

O modo em RV está disponível para PlayStation VR, HTC Vive, Oculus e Valve Index. Não é exagero dizer que praticamente toda a jogabilidade do título, incluindo seus controles e layouts foram modificados e repensados de modo exclusivo para a versão em RV de No Man’s Sky. O resultado é uma experiência estonteante e altamente imersiva. É impossível não esboçar nenhuma reação, por exemplo, quando você sai da atmosfera do planeta pela primeira vez com essa tecnologia.

Os controles de movimento que o jogo pede no modo de VR auxiliam bastante nessa imersão, mas podem ser um desafio para os menos habituados. Isso porque alguns elementos como movimentação, uso da multiferramenta e o controle das naves e veículos ficaram bem complexos, mesmo que altamente imersivos. Ao mesmo tempo, é muito mais natural mexer nos inventários e menus usando os dedos ao invés do analógico do controle tradicional ou o mouse, no caso do PC.

Mas é importante ressaltar que estes controles obrigam o jogador a sair da zona de conforto muitas vezes. Participar de batalhas espaciais pode se tornar bastante desafiador neste modo, mesmo com sua nave já sendo poderosa e bem equipada. Logicamente, aquelas pessoas que já estão habituadas à realidade virtual podem se acostumar bem mais rápido com estes controles.

Mas toda a complexidade, saída da zona de conforto e compreensíveis downgrades que o jogo possui neste modo não são nada comparados à imersão e liberdade que o jogo lhe dá. Os comandos simples como ativar o scanner ou sacar sua multiferramentas se tornam muito mais divertidos de serem feitos em realidade virtual, com movimentos físicos bem marcados. Ao mesmo tempo, dirigir veículos ou pilotar naves espaciais são experiências deliciosas e, ao mesmo tempo, estonteantes.

Nem tudo é perfeito, nem em RV

Entretanto, mesmo que a imersão do modo em RV de No Man’s Sky Beyond seja incrível, é preciso ressaltar que ela não é perfeita. Um dos principais problemas que pode incomodar bastante tanto os jogadores tradicionais de No Man’s Sky como os tradicionais de RV são os visuais bem mais serrilhados e embaçados do game.

Porém, essa técnica já é conhecida de outros jogos já citados aqui, como Skyrim, Borderlands 2 e até o próprio Resident Evil 7, que, priorizando uma taxa de frames mais alta, desfocam a imagem do jogo para garantir melhor processamento. Em um jogo com praticamente nenhuma tela de carregamento e um universo procedural imenso, é compreensível a presença deste serrilhado no modo RV, mesmo que incomode um pouco.

São notadas também a presença de alguns bugs a mais no modo RV que não estão presentes no modo de jogo tradicional. É visível que o carregamento do jogo fica bem mais pesado neste modo, atrapalhando, por exemplo, que partes específicas das bases surjam de uma vez, ficando invisíveis ou até mesmo sumindo permanetemente, o que é um problemão.

Além disso, mesmo que os menus sejam muito confortáveis e instintivos de serem utilizados em RV, algumas vezes as letras podem aparecer pequenas demais. Sendo necessário assim que o jogador se aproxima mais com a cabeça para enxergá-las. Ao mesmo tempo, sempre existe o risco de cinetose (enjoo de movimento) em jogos deste tipo. No caso de No Man’s Sky, naves e veículos muito rápidos podem ser grandes gatilhos para esses enjoos, mas nada fora do normal.

A redenção da Hello Games

A história de No Man’s Sky e da própria Hello Games é muito controversa e cheia de polêmicas. É fato que a desenvolvedora cometeu inúmeros erros em seu passado, principalmente no que tange à publicidade do jogo no período anterior ao seu lançamento. Entretanto, desde o lançamento de No Man’s Sky Next, a empresa começou a mudar a opinião pública a seu respeito e, principalmente, a respeito de seu primeiro jogo. Isso graças à sua postura de humildade em assumir erros e comprometimento árduo em consertá-los.

Assim chegamos à experiência de No Man’s Sky Beyond que ultrapassa as barreiras do que fora prometido anteriormente ao jogo e nos entrega inclusive muitos elementos que nem se quer haviam sido cogitados. Todo esse suporte da Hello Games culminou em uma maravilhosa experiência de exploração espacial que, agora, está entre as melhores dos atuais jogos do gênero.

Felizmente a Hello Games já confirmou que essa está longe de ser a última atualização de No Man’s Sky, então nos resta aguardar o que mais está por vir neste imenso e cada vez mais cheio universo de conteúdos.

No Man's Sky Beyond
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Controles e menus
  • Mecânicas de base
  • Missões online
  • Árvore de melhorias
  • Interação online
  • Realidade virtual
  • Gráficos
Contras
  • Processamento
  • Bugs
  • Desfoque em RV
  • Taxa de frames
Avaliação
Sendo uma atualização de continuação do que No Man's Sky Next fez em 2018, No Man's Sky Beyond surpreende bastante pela quantidade de mecânicas novas e melhorias. Com melhor design de menus, respostas mais rápidas, realidade virtual de primeira e sistema online divertido e simples; os poucos defeitos de processamento são compensados com folga.
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Games

4 jogos famosos que exploram cassinos de alguma forma

Veja quatro jogos bastante populares que abordam o mundo dos cassinos nos videogames

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Cassinos e videogames são uma combinação que existe desde o surgimento dos jogos eletrônicos, com influência direta de um com o outro. No mundo dos cassinos, as máquinas estão com tecnologia cada vez mais avançada para entreter cada vez mais os jogadores que querem realizar suas apostas.

Já nos games, o primeiro a explorar a temática foi o jogo “Casino” para o Atari 2600 lançado no longínquo ano de 1978. De lá pra cá houve vários jogos, minigames, coletâneas e etc. No entanto, há séries de games icônicas dentro do mundo dos videogames que exploram diretamente o tema, e é sobre estes games que iremos explorar nesse artigo. Portanto pegue seu lanche e veja quatro séries do mundo dos jogos eletrônicos que exploram o cassino de alguma forma!

1 – GTA

O GTA 5 tem uma DLC chamada Diamond Casino & Resort que é muito esperada entre os jogadores que querem realizar suas apostas em jogos. A ideia é adicionar um cassino gigantesco dentro do universo de GTA Online e, como é de se esperar, as pessoas podem apostar seu dinheiro para ganhar não só mais dinheiro como também itens, carros e outros prêmios.

Para acessá-lo, o jogador terá de estar na esquina do Vinewood Park Drive com a Mirror Park Boulevard. Além de máquinas de caça-níquel e roleta, os jogadores poderão disputar partidas de Poker com três cartas.

Curiosamente, o cassino também é uma oportunidade de ter bastante luxo dentro do game. Incluindo piscina panorâmica, arcades com jogos antigos, quartos de hóspedes, cinema etc.

2 – SONIC

Dispensando apresentações, o azulão da SEGA também é conhecido por ter diversas fases inspiradas nos jogos de cassino. A primeira foi “Casino Night” do Sonic 2 para o Mega Drive e, desde então, diversas fases dos jogos do mascote retratam esse tema, se tornando um clichê nas aventuras.

Em geral, as fases de cassino possuem elementos como máquinas de caça-níquel, onde o próprio Sonic é a bola e fazendo uma combinação de três elementos iguais você ganha uma certa quantidade de anéis ou acaba perdendo tudo caso fique com três Dr. Eggmans, como se fossem apostas do mundo real.

Como é de se esperar, as fases de cassino se passam à noite e possuem diversas luzes neon, são muito coloridas e possuem um clima festivo. Dependendo do jogo, a fase do cassino representa um lugar aleatório ou uma construção do Dr. Eggman. Em jogos como Sonic Heroes, por exemplo, você disputa bingo ao longo da fase e, fazendo uma combinação de números, consegue ganhar mais anéis.

3 – SUPER MARIO

Outro mascote que também dispensa apresentações, diversos jogos do Super Mario também exploram a temática de cassino. O primeiro de todos foi em Super Mario Land 2: 6 Golden Coins lançado para o Game Boy clássico e ele era, basicamente, uma caverna escondida no subsolo do castelo do Mario.

Nele, as moedas coletadas servem para você fazer apostas em máquinas de caça níquel e você pode ganhar prêmios como mais moedas, uma vida, três vidas e, em níveis mais avançados, até mesmo 99 vidas.

Além deste, o Super Mario RPG para o Super Nintendo também tem um cenário inteiramente dedicado aos cassinos, sendo essencial para você destravar um chefe secreto. Já em Super Mario Sunshine para o Nintendo GameCube há o Hotel Delfino e nele há uma subseção de cassino onde você pode apostar em máquinas de caça níquel, semelhante ao Super Mario Land 2 citado anteriormente, mas também pode participar de uma roleta gigante.

4 – RED DEAD REDEMPTION

Durante muitos anos o Poker foi associado ao velho oeste dos Estados Unidos e nada mais justo que um jogo que explore essa temática utilizar de jogos de Poker e outros onde as pessoas fazem suas apostas.

Para jogar, você deve achar um saloon ou um bar e interagir com pessoas que estão sentadas em mesas de madeira. Mas não pense que se trata apenas de um “mini-game”, já que a Rockstar foi bem cautelosa e enriqueceu muito as possibilidades, dando mesmo a sensação de que você está jogando um game do gênero, tanto no primeiro Red Dead Redemption, quanto em sua sequência.

É possível jogar no modo single player e também no multiplayer, sendo que este último tem um DLC inteiramente dedicado a ele referente ao primeiro RDR. Curiosamente, também é possível trapacear nos jogos de poker, por exemplo, dependendo da vestimenta que você está usando. Mas claro, se você for pego pode dar um grande problema com os outros apostadores.

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