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Opinião – Existe um jeito certo de jogar videogames?

Olá a todos! Cá escreve aquele que ainda não terminou de jogar Metal Gear Solid V! Ou melhor, aquele que ainda não chegou sequer perto do fim de GTA V, Dragon Age: Inquisition e Just Cause 3.

Antes das pedradas, bem, eu joguei cada um desses jogos de forma exaustiva e me diverti imensamente com todos. MGS V, por exemplo, está no topo da minha lista de melhores jogos de 2015, empatado com The Witcher 3. Todos os jogos dessa lista se destacaram por ter gráficos e jogabilidade muito acima da média, cada um a sua maneira, criando mundos inesquecíveis, próprios e muito convidativos para quem tem algumas horas livres e quer boas aventuras.

Mas se eles são tão bons assim, por que é tão difícil assim terminá-los? A resposta é simples: porque é fácil se perder com as inúmeras possibilidades de exploração, deixando de lado a trama principal, aquela que supostamente é a razão de existir do jogo. E eu até tento, pelo menos no começo, mas não tem jeito: qualquer caixote colorido em beira de estrada me parece muito mais atraente que salvar o mundo. Sorte do mundo não depender realmente de mim para seguir em frente… (já que eu não sei exatamente o que estou fazendo)

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Tem como ser mais irado?

Com Just Cause 3 eu havia prometido pra mim mesmo: vou levar a história a sério, me dedicar e fechar o modo principal antes de me aventurar por aí! Mas foi só descobrir que era possível catapultar as vacas com o gancho e pronto, lá se foi todo o meu foco para as cucuias.

Essa é uma síndrome que persegue a mim e muitos outros jogadores desde 1997, ano do surgimento da série Grand Theft Auto. Mesmo distante do modelo atual de jogos ‘sandbox’, já era possível perder o foco e criar suas próprias metas de diversão (ou não). E se pensarmos bem, o mesmo se aplica a Super Mario e outros jogos ainda mais antigos. Quem nunca brincou de passar de fase sem pegar moedas, ou evitando matar os inimigos? O próprio GTA acabou se aproveitando disso e trouxe um modo online bem completo, incrível pra você reunir os amigos e não fazer absolutamente nada de útil! Quantas e quantas horas eu já passei ao lado da galera contando corpos de policiais empilhados ou dirigindo por aí, a esmo.

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Desde (quase) sempre foi possível criar os nossos próprios desafios com os jogos, seja impondo regras inexistentes que deixem a jogatina mais ‘autoral’, ou apenas admirando toda a complexidade que a liberdade dos jogos mais novos trouxe consigo. Esse é, aliás, o espírito motivador por trás dos tão famosos MMORPG, onde cada um cria seu próprio caminho e tem liberdade para traçar seus próprios rumos. Uma cerveja na taberna dos bardos? Juntar trinta ou mais amigos para encarar um boss? Passar horas sentado em um ponto seguro, apenas trocando umas ideias com a galera? Quem pode dizer, nesses casos, o que é certo ou errado?

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Erm… Essa não é uma foto do meu casamento, que fique claro

Esse caminho não tão novo assim parece ser o futuro dos jogos eletrônicos, realçando características que já estavam lá desde o começo e nós não nos demos conta disso. Pode ou não ser a era da liberdade virtual, principalmente com o surgimento de tecnologias mais inclusivas e extrassensoriais. Um pouco viajado, mas a cada dia vem se tornando mais real a possibilidade de viver, no sentido literal da coisa, em um mundo virtual. E com isso, até mesmo aquele mau hábito de viver no ócio pode ganhar nuances de tecnologia futurista e filmes de ficção.

Isso não significa que os jogos mais lineares estarão fadados ao limbo, ou que uma experiência será mais relevante que a outra. Na verdade, mesmo hoje eu não carrego nenhum sentimento de culpa ou desperdício de dinheiro por não ter finalizado nenhum dos jogos que citei no começo do texto. Atropelar transeuntes e explodir bases inimigas ainda é bastante recompensador, sozinho ou em grupo. Jogar videogame está anos-luz a frente do conceito de certo ou errado, se relacionando única e exclusivamente com a sua vontade de se divertir. E aí, quer jogar?

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