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Mel Brooks diz que Banzé no Oeste não poderia existir no mundo atual

Mel Brooks, um dos nomes mais importantes do cinema e da comédia em todos os tempos, deu uma entrevista à BBC Radio 4 e soltou o verbo sobre o mundo atual e sua constante patrulha do politicamente correto. Sem economizar nas críticas, o diretor e roteirista não poupou o que considera um comportamento cada vez mais comum na sociedade.

“Talvez eu ainda pudesse fazer Jovem Frankenstein, e quem sabe alguns outros filmes, mas nunca Banzé no Oeste”. Explica. “Porque nos tornamos estupidamente politicamente corretos, o que é a morte da comédia. É legal se preocupar em não machucar os sentimentos de diferentes grupos, no entanto, isso não é bom para a comédia. A comédia é sobre andar na corda bamba, assumir risco. Comédia é o pequeno elfozinho ardiloso sussurrando nos ouvidos do rei, lhe contando a verdade sobre o comportamento humano.”

Ironicamente, o próprio Brooks fez mais pela luta da igualdade de direitos do que a maioria dos problematizadores de plantão, dado que o seu clássico filme Banzé no Oeste, de 1974, mostrava justamente a vida de um xerife negro em uma cidade racista. No eterno debate entre patrulhas e liberdade de expressão, vale a pena ponderar sobre as palavras de Mel.

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