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Anime Críticas

Mahoutsukai no Yome teve uma primeira temporada cativante

Mahoutsukai no Yome, ou The Ancient Magus Bride, foi um dos maiores sucessos recentes do Crunchyroll. Até agora, estão disponíveis na plataforma de streaming tanto os 24 episódios da primeira temporada como o excelente prequel em 3 partes, essencial e que torna a experiência toda ainda mais bela e impactante! Confira a seguir nosso review dessa linda história de amor.


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Confira também a nossa análise completa em vídeo do anime, postada no canal parceiro Aquele Cara

A história é protagonizada pela jovem Chise Hatori que, desde criança, é assombrada por visões de uma realidade ignorada pela maioria das pessoas: um mundo assombrado por criaturas assustadoras, muitas delas com intenções terríveis! Ter ciência dessa realidade torna Chise uma pária e, para piorar, toda sua vida parece amaldiçoada e seu destino fadado a infelicidade.

Sem família e amigos, Chise praticamente desiste de viver e aceita ser vendida em um leilão do submundo. É lá que o misterioso Elias Ainsworth a adquire, com o objetivo declarado de transformá-la em sua pupila no mundo mágico… e também sua noiva! Tanto o mangá de Kore Yamazaki como a temporada do anime começam nesse ponto, mas não pule os filminhos de prequel!

Eles são belíssimos e te colocam no clima de terror, magia, depressão e romance com muito mais eficiência que os primeiros episódios de verdade. Não que eles sejam ruins, aliás, só que as prequels têm o bônus de funcionarem perfeitamente como um test drive: se você gostar do que viu ali, pode ter certeza de que vai adorar o anime inteiro, e provavelmente devorá-lo rapidinho! Caso contrário, isso significa duas coisas de cara: 1) que você nem precisa seguir vendo a série; 2) que você você tem um coração de pedra.

O amor é mágico!

Embora o romance entre espécies seja o principal cartão de visitas da obra, e declaradamente uma paixão de sua autora, não precisa se preocupar caso você seja uma pessoa intolerante a romances piegas e coisas mais melosas. Embora o relacionamento entre Chise e Elias seja o núcleo da trama, sua verdadeira força motriz são as ótimas dinâmicas entre os vários personagens que passam pelo caminho da dupla, além do deslumbre pelos mistérios e feitiços presentes por todos os lados desse reino de fantasia.

https://www.youtube.com/watch?v=E0k03OaDDfk

E tome fantasia! Até a J.K. Rowling ficaria com inveja da quantidade de criaturas e mitologias que Kore consegue introduzir em seu mundinho. Tem fadas, dragões, animais falantes, espíritos, tudo que você possa imaginar e mais um pouco! O mais legal é que o lore faz bastante sentido e recompensa a sua imersão com bastante riqueza de detalhes, então amantes de reinos mágicos vão certamente apreciar a sua coesão e cuidado em cada cantinho.

A primeira metade da temporada é emocionalmente muito intensa, e trata sem pudores de temas como depressão, suicídio e abuso. Tudo é feito de forma delicada, o que prova que mesmo os assuntos mais espinhosos podem ser citados na ficção de forma gratificante, desde que impere o bom gosto, o que Yamazaki tem de sobra.

É muito legal acompanhar a superação de Chise e ver a heroína, pouco a pouco, resgatar a sua vontade de viver, na mesma medida em que vai aprendendo sobre magia e sobre o que significa se importar com e ajudar outros seres vivos. Seu arco de personagem é ótimo, até porque, sabiamente, a autora a coloca como uma espécie de “professora de humanidade” para o Elias, que a princípio é tão incapaz de entender as emoções humanas quanto seu rosto esquelético é impossibilitado de demonstrá-las.

O episódio 12 tem um clímax muito, muito bom, uma culminação perfeita de tudo que foi mostrado até então! Pena que a série jamais consegue superá-lo. O comecinho da segunda metade da temporada é um pouco arrastado e tem aquela carinha de filler. Não chega a ser intragável nem nada, até dá para se divertir, mas é um respiro longo demais, e leva uns 4 ou 5 episódios até que a trama volte ao que interessa para sua reta final.

Toda a trilha do anime é excelente, mas adoro especialmente o seu primeiro tema de abertura. Essa versão no piano é bem agradável e adorou deixá-la como trilha de fundo

Isso não é um grande problema, já que logo na sequência tudo volta ao tom, ritmo e relevância a que nos acostumamos anteriormente, com direito até a uma boa dose de respostas pontuais para a maioria dos mistérios apresentados na série até então.

Vale notar que, no que depender dos mangás, esse ainda não é o fim da história em si, pois há mais material sendo publicado até hoje. Como a audiência do anime foi boa, esperamos que a Wit Studios continue com seu maravilhoso trabalho em uma nova temporada. Mas, se esse não for o caso, e o episódio 24 for a última coisa que veremos de The Ancient Magus Bride na telinha, ao menos resta o conforto de que a série foi encerrada com uma conclusão bem satisfatória e com a maioria de seus arcos plenamente resolvidos. Sem dúvidas, foi uma jornada inesquecível e apaixonante!

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