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Críticas Games

Little Dragon’s Café não deixa os problemas ofuscarem seu charme

Para quem sempre gostou da franquia Harvest Moon/Story of Seasons, ver um novo jogo de Yasuhiro Wada sendo lançamento é mais do que animador. Ainda mais quando o tal jogo envolve explorar uma ilha, procurar recursos naturais, pescar, plantar, gerenciar um restaurante e criar um dragãozinho. É exatamente isso que Little Dragons Café traz, mas talvez não exatamente como muitos imaginaram inicialmente.


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O game chegou entre agosto e setembro (dependendo de onde você mora) no PlayStation 4 e Nintendo Switch, sem novidades sobre outras possíveis versões até então. De cara, o jogo  já mostra algumas de suas maiores qualidades e defeitos.

O estilo artístico com uma aparência de tudo ser desenhado à mão é incrível, por exemplo, mas as animações dos personagens podem ser bem distrativas. A maneira que seu personagem pula, corre e anda não é muito suave, então é difícil não notar mesmo depois de algumas horas jogando.

Já a música é outro ponto muito forte de Little Dragon’s Café. É quase impossível não lembrar da trilha sonora e efeitos sonoros de Harvest Moon: A Wonderful Life do GameCube, por exemplo. Isso vale para os menus, diferentes ambientes e até cutscenes. Junto com o lindo visual, o resultado é um jogo extremamente charmoso.

Isso também se reflete bastante na história e nos diversos personagens que encontramos em Little Dragons Café. Você basicamente mora com sua mãe e irmão/irmã e faz algumas tarefas básicas para ajudar a cuidar do restaurante da família. Isso inclui pegar ovos pela manhã, procurar recursos na natureza, cozinhar e pescar. Nada mais que um tutorial simples antes da sua mãe cair em um sono profundo e a trama principal realmente começar.

Com isso, somos visitados por um misterioso senhor que diz que sua mãe possui sangue de dragão e que o único modo de salvá-la é criando um dragão. Quase uma trama alternativa ao que vivemos em Skyrim.

O tal dragão chega ainda em um ovo e não demora a nascer, podendo ter uma cor diferente para cada jogador. Conforme o misterioso velhinho nos diz, isso pode ser alterado de acordo com a forma que o alimentamos. Daí para frente, como mencionamos anteriormente, seu trabalho é cuidar do restaurante, explorar a ilha e dar todo o amor do mundo (e comida) para o seu pequeno Dovahkiin.

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Enquanto faz isso, você também precisa encontrar fragmentos de receitas especiais que podem ser adicionadas ao menu do restaurante. Isso ajuda na hora de cumprir missões especiais para os NPCs que visitarão o local em busca de ajuda. Cada um possui uma pequena história e cutscene bem engraçada e carismática, algo que ajuda bastante a resolver alguns problemas de progressão do jogo.

Dizemos isso porque toda a progressão meio que depende do crescimento do seu dragão. É isso que determina que novos lugares da ilha você pode ou não explorar. Enquanto os estágios iniciais do crescimento de seu mascote são consideravelmente rápidos, as últimas fases dão uma sensação bem mais lenta.

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Isso fica mais aparente quando você já explorou tudo o que era possível na ilha e tem que ficar esperando o dragão crescer. Por isso, qualquer interação com os NPCs se torna uma recompensa, especialmente por causa dos diálogos absurdos que muitos deles possuem.

É claro que quando seu dragão é grande o suficiente para voar, o andamento do jogo já melhora bastante. Fora isso, fica bem mais fácil de explorar a ilha, tanto para partes inéditas e difíceis de de alcançar, como as seções que você já visitou centenas de vezes e já cansou de fazer o trajeto à pé.

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Um aspecto que pode decepcionar alguns fãs dos jogos de Yasuhiro Wada é a superficialidade de muitas das tarefas que você precisa realizar. Isso inclui a pesca, a pequena fazenda ao lado de sua casa, a coleta de recursos e até o gerenciamento do restaurante da família. A maioria dessas tarefas é mais automática, bastando apertar um botão para concluir a ação.  Não dá para plantar nada por si mesmo, por exemplo, e você precisa esperar os vegetais crescerem sozinhos para coletá-los.

Para cozinhar para os clientes do restaurante, você conta com um minigame rítmico bem divertidinho e que fica mais difícil dependendo da receita usada. Fora isso, a única coisa que você pode fazer no estabelecimento é servir os clientes e impedir que seus ajudantes fiquem no canto sem trabalhar.

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É claro que por se tratar de um jogo menor e provavelmente com um orçamento mais curto, não dava para esperar que todos os aspectos fossem expansivos. O próprio Wada chegou a mencionar em entrevistas antes do lançamento do jogo que muitos recursos foram cortados ou diminuidos do jogo. Ele também não descartou uma sequência na qual sua visão real do jogo pudesse ser completada, algo que definitivamente gostaríamos de ver no futuro.

Dizemos isso porque Little Dragons Café consegue ser muito especial e cativante mesmo com seus diversos problemas. É claro que não é um jogo ideal para todo mundo, mas se você é fã dos jogos de Wada ou de outros games que possuem aspectos similares, não há como deixar de recomendá-lo.

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