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Produtores independentes saem prejudicados na compra da Ouya pela Razer

No mês passado, a Razer fechou um grande negócio quando comprou parte da Ouya ese tornou dona do software, da loja digital e da marca Ouya, deixando de lado o hardware do console. E, nessa brincadeira, quem saiu perdendo foram os produtores de jogos indies.

Não entendeu? A gente explica: em 2013, a Ouya anunciou o programa Free the Game. A ideia era disponibilizar um total de um milhão de dólares para ajudar desenvolvedores de jogos independentes a produzir seus games e lançá-los na nova plataforma. A produtora teria direito a 50% do valor acordado, fosse ele o somatório que fosse, quando liberasse uma versão beta jogável de seu game, 25% quando o jogo fosse lançado e mais 25% quando terminasse o período de exclusividade do contrato.

O problema é que esse contrato trazia uma cláusula que dizia que o acordo poderia ser interrompido a qualquer momento por qualquer uma das partes (isto é, tanto pela Ouya quanto pelos indies) em caso de falência, reestruturações da empresa ou procedimentos similares. E, adivinhe só, ele foi levado em conta quando a Razer comprou a Ouya.

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Dessa forma, dos mais de 20 mil participantes do programa, somente cerca de meia dúzia de produtores independentes conseguiu receber 100% do valor acordado. Os demais estão arcando com o prejuízo.

Em entrevista ao Polygon, alguns produtores expressaram anonimamente seu descontentamento com a situação. “Dizer que a Ouya não existe mais como uma companhia pra se livrar do compromisso com o programa enquanto continua a usar a marca em anúncios recentes como se a empresa ainda existisse é terrível,” disse um dos entrevistados. Outro produtor afirma que “é difícil cobrar as artes finais do jogo quando não posso pagar ao artista, e muito menos fazer a propaganda do jogo pro lançamento.”

Ao adquirir a Ouya, a Razer mira no mercado chinês. A ideia é utilizar a tecnologia da Ouya para lançar na China produtos próprios como TVs e consoles baseados no sistema operacional Android. Enquanto isso, os produtores que confiaram na marca e abraçaram o projeto passam por uma situação delicada, tendo de arcar subitamente com custos de produção sem a garantia da fonte de renda combinada no contrato.

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