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Críticas

Hollow Knight é um metroidvania que é tudo, menos vazio

Melancolia, apocalipse e insetos se encontram em um dos melhores metroidvanias já criados

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Em 2014 dois amigos australianos, Ari Gibson e William Pellen, lançaram um singelo Kickstarter para fundar a criação de um “metroidvania” que começou como parte de um game jam. Ao contrário de Yooka Laylee e seus milhões de dólares ou até mesmo Shovel Knight e suas centenas de milhares, Team Cherry requisitava somente 35 mil dólares australianos e recebeu menos de 60 mil ao final da campanha.


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Quatro anos depois, já lançado no PC em 2017, Hollow Knight finalmente chega ao Nintendo Switch com todas as expansões já lançadas, apresentando mais conteúdo e qualidade do que os jogos citados e até ultrapassando, em certos aspectos, os jogos do qual a nomenclatura de seu gênero é derivada.

Hollow Knight conta a historia de um diminuto guerreiro que decide entrar nas cavernas que abrigam as ruínas do reino de Hallownest. Devido à uma infestação que roubou os insetos de sua inteligência e os reverteu aos seus instintos primitivos, uma grande e próspera nação se tornou apenas resquício do que era. Omundo abaixo da superfície é gigantesco para os padrões do gênero — e não a custo de qualidade.

Cada um dos diversos biomas de Hallownest contam com múltiplas camadas de profundidades e detalhes no ambiente que, além de lindas, servem para desenvolver as tragédias pelas quais o reino passou. Tais detalhes podem ser um lago gigantesco situado logo acima da Cidade das Lágrimas, explicando de onde provém a sua chuva eterna; ou dezenas de criaturas empaladas por lanças das tribos dos Louva-a-Deus, demonstrando a função da tribo, protegendo o resto de Hallownest dos aracnídeos do Ninho Profundo. Seja o que for, nada no cenário está lá simplesmente por estar.

A primeira área encontrada pelo jogador é a menos interessante, mas ainda assim impressiona pela quantidade de detalhes. Persevere e o jogo melhora continuamente.

O reino subterrâneo que o jogador explora não somente é vasto na historia que conta e em sua caracterização, mas também na forma em que pode ser explorado. Não tão diferente de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, após explorar algumas das áreas iniciais, o jogador pode seguir em múltiplas direções.

Assim como em outros jogos do gênero, eventualmente você encontrará obstáculos que claramente só podem ser superados caso possua uma habilidade específica, forçando o jogador a encontrar outra rota e marcar no mapa o local para retornar mais tarde. Isto é, caso o jogador tenha um mapa.

Hollow Knight não hesita em promover uma sensação de estar perdido e isolado neste lugar inóspito. Sendo assim, até encontrar Cornifer, um inseto cartógrafo e comprar dele o (incompleto) mapa do local será impossível mapear o local. Quer saber aonde você se encontra dentro desse mapa? Não se esqueça de comprar e equipar a bússola.

Enquanto nos primeiros locais, especialmente a Encruzilhada Esquecida, isso pode causar uma certa frustração, tal mecânica acaba sendo essencial para criar a atmosfera tensa que permeia a campanha. Não há apreensão maior do que perceber que você está há trinta minutos explorando uma área nova, sem encontrar um banco (que funciona como save point) e finalmente começa a encontrar as páginas espalhadas e o assobio indicativo de que Cornifer está por perto.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em ver um inseto cartógrafo

Apesar da facilidade de se perder nesse labirinto subterrâneo, aos poucos o jogador também começa a compreender o seu design, entender sua simbologia e o significado de placas ao redor, facilitando navegar o emaranhado que Hallownest é. Sejam as placas de navegação ou uma luz brilhante vindo da entrada da área que abriga um ponto de interesse, Hollow Knight faz com que o jogador sempre se sinta perdido sem de fato o estar.

A variedade e surpresa não se limitam aos biomas, mas também aos inimigos. Sim, é possível separá-los em quatro categorias base (ataques com disparo, dano em contato, explosivo-suicidas e espadachins), mas as variações de como tais comandos são realizados, além das suas caracterizações, ajudam a criar um misto de expectativa sobre qual inseto será encontrado e medo de como o combate se dará — principalmente quando tudo indica que o embate em questão é contra um chefe.

Batalhas contra chefes ficam progressivamente mais difíceis. Entretanto, devido à natureza aberta de Hollow Knight, é possível se deparar com inimigos muito mais fortes que você ou estar bem mais poderoso do que necessário para derrotar certo chefe.

Metroidvanias são conhecidos por sua diversidade de chefes e subchefes tanto quanto por seus mundos labirínticos e caminhos bloqueados por habilidades. Novamente Hollow Knight ultrapassa — e muito — o esperado, providenciando múltiplas batalhas memoráveis em cada área, com chefes obrigatórios e opcionais, que testam sua maestria em combate.

Foi graças a esses chefes que explorei a fundo o sistema de Amuletos do jogo. Espalhados por Hallownest, servem como modificadores de gameplay, variando desde leves alterações como estender o alcance de sua espada ou aumentar o tempo de invencibilidade após um golpe até mudanças drásticas e novas habilidades por completo, como liberar esporos nocivos enquanto tenta recuperar vida.

Com mais de 40 amuletos a serem encontrados e certas combinações causando efeitos secundários umas nas outras, é possível modificar bastante o pequeno guerreiro.

Aliás, as mecânicas envolvendo alma (essencialmente, a mana de Hollow Knight) são o aspecto diferencial de seu combate. Adquirida ao atingir inimigos, ela pode ser utilizada tanto para desferir ataques mágicos quanto para recuperar vida — forçando o jogador a permanecer parado durante o processo. Isso causa um incentivo para se jogar agressivamente ao estar perto de morrer, já que ao atacar o oponente, mais alma será adquirida e, com o timing certo, o jogador poderá reclamar sua energia e sair da situação de aperto.

Caso contrário, nem tudo estará perdido pois, ao morrer, o guerreiro deixa sua sombra para trás e, no estilo Dark Souls, será preciso retraçar o caminho do ultimo save point até onde morreu para recuperar seus pertences.  Durante essa segunda chance, a quantidade de alma que o jogador pode absorver é limitada e é preciso derrotar a própria sombra após encontrá-la, fazendo o processo de backtracking extremamente tenso.

Isso acaba tornando as batalhas contra chefes ainda mais difíceis pois, ao retornar ao local da morte, não só é necessário lidar primeiramente com a sua sombra como também é preciso desviar dos ataques de seu inimigo. Por mais que as batalhas contra essas criaturas sejam interessantes e de múltiplas fases, constantemente ter que refazer os passos do ultimo save point até o chefe a cada morte (e normalmente são várias) torna o processo, que deveria ser épico e intenso, por vezes enfadonho.

Vale mencionar também que o jogo encontra-se inteiramente traduzido para português brasileiro, ainda que diversas vezes a tradução torne falas um tanto forçadas. Entretanto, essas pequenas reclamações se tornam menores que o mais ínfimo dos insetos de Hallownest quando comparado a tudo que Hollow Knight proporciona em suas 20-40h de jogo.

De quando em quando, o jogador se depara com cômodos assim: sem itens ou inimigos. Que servem somente para demonstrar como este mundo subterrâneo e corrompido ainda consegue ser lindo.

É fácil observar o Kickstarter e perceber que o Team Cherry teve que aparar certas arestas para diminuir gasto e tempo de desenvolvimento. Certos personagens que claramente tinham a intenção de terem sua própria historia e não tiveram ou certas áreas e batalhas não tão complexas quanto as demais poderiam nos deixar um gosto amargo na boca.

A dedicação, a quantidade e a qualidade apresentada em tudo que de fato se encontra no jogo, porém, fazem que tal sensação não seja um gosto amargo, mas sim um gosto de “quero mais”. E Hollow Knight é um dos raros jogos que sempre lhe dá mais. Horas após derrotar o verdadeiro chefe final e terminar a campanha DLC, me esbarro com uma área inteira inexplorada. Sim, tinha coisa nova mesmo após 26 horas de jogo!

 

Isolados dos demais insetos em completo segredo, por acidente encontrei a colmeia das abelhas, 26 horas depois de ter começado o jogo! Isso por que eu pensava que já tinha ao menos visitado todas as áreas do mapa há 10 horas atrás!

Adicione os modos extras desbloqueáveis e o futuro DLC grátis, Gods and Glory que chega dia 23 de agosto com um Boss Rush, e fica difícil encontrar algo que Hollow Knight não cumpra com excelência.

Ao falar de metroidvanias é fácil comparar os novos títulos inspirados nos clássicos e perceber que eles não chegam ao patamar de Super Metroid ou Castlevania: Symphony of the Night. Entretanto o titulo da Team Cherry é um dos raros casos no qual algo supera a obra na qual foi inspirado.

E ele o faz a tal extensão que se algum jogo deve servir de nome para o gênero, está na hora de ambos Castlevania e Metroid abrirem passagem e deixar Hollow Knight assumir tal posição.

Hollow Knight
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
    e trilha sonora
  • Mundo complexo
  • Exploração quase infindável
  • Combate customizável
    e agressivo
Contras
  • Retraçar passos após morte
    interrompe o ritmo do jogo
Avaliação
Hollow Knight é não só uma obra prima indie ou obra prima do gênero. Hollow Knight simplesmente é uma obra prima. Personagens tão complexos quanto o lore no qual se encontram envolvidos e o labiríntico mundo a ser explorado são pontuados por excelente direção artística e composições musicais. 40+ horas de jogo, com esse nível de maestria em sua execução, fazem de Hollow Knight um dos jogos dessa geração que todos devem jogar.
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Cursando Game Design, Artes Sequenciais e Design de Serviços nos EUA, quando não está colocando seus desenhos no instagram (@hugoh2p), está gritando "Objection!" por aí, resolvendo enigmas com o Professor Layton ou assistindo a todas as séries de super-heróis da DC.

Comentários

Anime

The Rising of the Shield Hero foi competente e esquecível

Descartável e genérico, mas ocasionalmente bem divertido

Publicados

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The Rising of the Shield Hero (ou Tate no Yūsha no Nariagari (たて勇者ゆうしゃがり), é mais um isekai, possivelmente o gênero mais popular entre os animes da atualidade. Você sabe, aquela velha fórmula de “pessoa comum acorda magicamente em um novo mundo com ares de RPG, onde precisa abraçar sua nova identidade de herói”. Se você odeia animes assim, Shield Hero não faz absolutamente nada capaz de mudar sua opinião. Agora, se você ama isekais, ele é uma ótima pedida, com todos os episódios já disponíveis para streaming na Crunchyroll nacional.


Veja também:


Começo controverso

Logo de cara, o que mais chamou atenção no anime foram suas polêmicas e controvérsias. Seu primeiro arco é bem dark (uma decisão curiosa, considerando que do quinto episódio em diante ele fica levinho), com tramas sobre falsas acusações de abuso sexual e posse de escravos. Naturalmente a internet caiu no bait e tratou de problematizar a narrativa por todos os cantos. Particularmente, não me incomodei com isso, porque só fico incomodado quando vilões e manipuladores são premiados por suas atitudes na mensagem da trama, mas talvez seja melhor pular Shield Hero caso você seja sensível demais a esses temas.

Nosso canal parceiro Aquele Cara fez uma análise sobre as polêmicas do anime The Rising of the Shield Hero

Na trama seguimos a jornada de Naofumi, o tal Shield Hero. O Herói do Escudo precisa se dar bem com os outros três heróis que foram summonados ao mundo de RPG, mas logo de cara fica evidente que tanto os outros heróis como os governantes e povo de Melromarc não vão muito com a cara de Naofumi, que vira um pária social. O que vemos, então, é uma trama sobre conquistar respeito e tentar encontrar motivos para lutar por um reino que claramente o odeia. E isso acontece através da fofíssima e badass Raphtalia, a demihumana que se torna a Espada de Naofumi. O relacionamento entre os dois é bem trabalhado e é fácil ter empatia pelo casal.

Ainda bem que esse é o caso, pois Shield Hero só funciona e é minimamente assistível justamente porque o casal principal tem química o bastante. Não consegui gostar dos outros coadjuvantes, nem a pequena Filo (uma garotinha que, na verdade, é uma gigantesca guerreira pássaro) e muito menos da Melty (outra jovem heroína, filha da rainha com poderes mágicos), que fecham a party principal do herói. Assim como elas são chatinhas, os outros heróis também se prestam apenas a fazer um antagonismo muito raso e gratuito, então é difícil ter apego a eles na maior parte do tempo. Isso faz com que Shield Hero funcione melhor em seus pequenos “casos da semana”, quando Naofumi e Raphtalia precisam ajudar algum vilarejo em apuros.

Raphtalia carrega o anime

Meu arco favorito, e um dos poucos momentos em que os stakes emocionais funcionam com boa intensidade, é justamente quando Raphtalia retorna à sua terra natal, devastada pelos inimigos, e reecontra amigos de infância ainda sofrendo abusos. O embate entre Raphtalia e seu abusador é sem dúvidas a melhor batalha da série, porque é a única em que há fatores emocionais dignos dando peso à trama. No resto do tempo, Shield Hero cria seus clímaxes em torno de invasões de Ondas de inimigos, que os Heróis foram invocados para confrontar.

The Rising of the Shield Hero Crítica Temporada 1

The Rising of the Shield Hero Crítica Temporada 1

As ondas não possuem chefes carismáticos nem motivações maiores, então parecem mais uma obrigação burocrática para encher linguiça do que qualquer coisa, servindo apenas para demonstrar ainda mais a inaptidão dos outros heróis. É engraçado que o duelo contra um papa corrupto, feito fora das Ondas, seja muito mais empolgante e difícil para os protagonistas do que as Ondas, que deveriam ser o que realmente importa no mundo que foi estabelecido. 24 episódios talvez tenha sido um pouco demais também, e a reta final do anime sofre com um pouco de gordura desnecessária, enrolação, e o obrigatório episódio praiano cheio de fanservice. Mas, como a história já tinha dado tudo que tinha para dar, não vou negar que foi legal ver a Raphtalia de biquini e em aventuras engraçadas, como quando ela fica bêbada e aceita uma queda de braço contra um soldado mala.

Tudo termina com mais um ataque de Onda, mas a trama toda já tinha sido resolvida muito antes disso, quando Naofumi consegue, a muito custo, limpar seu nome no Reino. Pelo menos o último episódio entrega um final fechadinho e um bom desfecho para os principais personagens, então até que dá para relevar. Até porque a animação é consistentemente boa, com bom valor de produção, e isso ajuda as lutas a divertir, mesmo com uma trama meio sem sal regendo os conflitos. No fim das contas, para a despretensão de The Rising of Shield Hero, até que o saldo final é positivo o bastante para valer uma recomendação apenas — e tão somente — aos fãs de isekais sedentos por ação.

The Rising of the Shield Hero Temporada 1
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Bem animado
  • Fofura da Raphtalia
Contras
  • Muita barriga
  • Personagens rasos
  • Anticlimático
Avaliação
The Rising of the Shield Hero é um competente isekai que não pretende reiventar a roda. Sem medo de mexer em temas espinhosos, sua trama apresenta algumas cenas e temas bem pesados mas, no geral, é centrada na ação e comédia. É uma pena que quase todos os seus personagens sejam tão rasos, clichê e mal trabalhados. Ao menos a fofura da Raphtalia compensa tudo <3
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Anime

The Promised Neverland entrega tudo que prometeu

Um dos melhores animes de 2019

Publicados

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The Promised Neverland (約束のネバーランド) era uma das estreias mais aguardadas de anime neste começo de 2019. A adaptação do mangá de Kaiu Shirai já tem todos os episódios da primeira temporada disponíveis para streaming na Crunchyroll nacional com legendas em português, então corra lá para ver, e confira abaixo a nossa crítica completa sobre os primeiros 12 episódios de Yakusoku no Neverland!


Veja também:


O vídeo de review acima foi postado no nosso canal parceiro Aquele Cara

Era uma casa, muito engraçada…

O estúdio Cloverworks não poupou despesas e investiu um bom tempo e orçamento para garantir que cada episódio de The Promised Neverland atenda às expectativas dos fãs da série. Desde o primeiro minuto do primeiro episódio, é evidente que o anime largou com toda a banca de brigar pelo posto de melhor anime do ano, com ótima arte, trilha sonora e acabamento. Como falamos em nossas primeiras impressões da temporada, o primeiro episódio já faz um ótimo trabalho ao apresentar o clima de tensão e suspense da casa onde moram as crianças.

Se você não sabe nada sobre The Promised Neverland, aliás, eu recomendo que você feche o texto agora mesmo, já que boa parte da graça é tomar todas as revelações e surpresas ao vivaço, então fica aqui um breve alerta de spoiler, já na sinopse da obra: no anime, acompanhamos os protagonistas Emma, Ray e Norman, três crianças muito inteligentes que dividem um “orfanato” com dezenas de outros pimpolhos, todos sob cuidados da “Mamãe” Isabella, enquanto esperam sua vez para serem adotados por uma família amorosa.

Só que não! Logo descobrimos que o orfanato é, na verdade, apenas uma fachada. As crianças são criadas como gato e servem apenas para atender à fome de criaturas assustadoras para quem a Mamãe trabalha. Quanto melhor o cérebro das crianças, mais valiosa é a sua carne. Quando os heróis descobrem isso, começa uma eletrizante missão para descobrir como e quando fugir das garras de seus captores e alcançar a terra prometida, além das muralhas que os cercam.

Reviravoltas e mais reviravoltas

Um dos maiores trunfos, mas também uma das maiores maldições de The Promised Neverland, é o fato de que todos os seus episódios apresentam múltiplas guinadas na narrativa, com plot twists e surpresas constantes para te deixar na ponta da cadeira a todo momento. Isso é bom para deixar o espectador sempre apreensivo e atento, mas pode quebrar um pouco da graça na medida em que uma reviravolta é anulada pela seguinte, tirando o peso de algumas decisões do roteiro.

São momentos que revelam agentes duplos, agentes triplos, gente que parece que morreu mas não morreu, gente que parece que vai viver mas morre… é tanto puxa e empurra que cansa ao longo da temporada, e isso contamina um pouco o ritmo do miolo deste primeiro ano de The Promised Neverland. Ainda assim, os dois primeiros e os dois últimos episódios são simplesmente fantásticos, e o ponto alto dessa primeira leva de episódios.

O clímax consegue amarrar bem todos os arcos de personagem e os principais mistérios levantados até então, e sabiamente amarrar um flashback da Mamãe com as questões enfrentadas pelas crianças no momento. Só seria melhor ainda se a nossa suspensão de descrença não fosse testada ao máximo ao ver crianças de quatro anos com uma maturidade e inteligência maiores que as de muitos adultos, mas esse pecado passa batido perto dos grandes acertos do arco final de Promised Neverland.

Vale muito a pena!

The Promised Neverland possui algumas falhas sérias de ritmo e estrutura, e constantemente somos bombardeados com soluções do tipo “era tudo parte do meu plano o tempo inteiro“, mas nada apaga o brilho desta que é uma das melhores estreias de 2019 até agora. Da empolgante opening gravada pela banda Uverworld até os sempre instigantes ganchos no final de cada episódio, o anime é recomendadíssimo para qualquer um que goste de um pouco de terror e aventura.

The Promised Neverland Temporada 1
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Boa direção
  • Mistério instigante
  • Opening ótima
  • Tensão sob medida
Contras
  • Reviravoltas demais
  • Força a barra
Avaliação
The Promised Neverland honra o hype que foi criado ao ser redor e já se consagrou como um dos melhores animes de 2019 com sua aventura e terror sob medida. Que venha a segunda temporada!
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Críticas

Como recuperar arquivos deletados usando o EaseUS Software, a ferramenta essencial para todo PC Gamer

Testamos ferramenta que promete, sem complicações, recuperar arquivos deletados ou perdidos no seu computador

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Quando você pensa em começar a sua jornada no mundo dos games no computador, as primeiras preocupações são quais peças são necessárias para jogar um game recém-lançado e quanto custa pra ter o PC dos sonhos. É uma tarefa árdua e que pesa no bolso, mas que, com toda certeza, compensa o investimento. Afinal, a próxima vez que você vai precisar trocar essas peças será em questão de anos.

O problema é que muita gente acaba esquecendo dos possíveis problemas que podem acontecer depois de já estar envolvido nesse mundo, como a perda dos arquivos, saves ou aquele bendito .dll que some do nada, sem nem dar tchau! Algumas das vezes, é possível recuperar o arquivo procurando pela internet (mas com chances de acabar infectado com um vírus de computador), baixando o jogo de novo ou copiando o arquivo de um amigo. Mesmo assim, saves são arquivos que, se perdidos, não tem mais volta… ou será que tem?

Recupere seus arquivos sem preocupação

A ferramenta EaseUS Software tem justamente essa função: recuperar os arquivos perdidos e deletados do seu computador. Ou seja, nada mais de esquecer de fazer o backup dos saves dos seus jogos favoritos durante uma formatação ou até mesmo ao deletar o game, a EaseUS é o programa para recuperar facilmente esse arquivo de maneira simples e prática, e o melhor, não precisa nem de guia para entender o funcionamento dela.

Assim que você baixar o programa, você se depara com a tela que mostra os diretórios do seu computador (no meu caso, o diretório C, o F e o disco local como visto na imagem). Caso você mantenha os seus arquivos organizados, basta selecionar a pasta que deseja para recuperar, o processo é bem mais rápido do que buscar o diretório inteiro. Ou, caso você queira recuperar múltiplos arquivos, compensa mais realizar a busca no diretório completo e depois ir selecionando os arquivos que deseja.

Simples, prático e rápido

Como eu já disse antes, não é necessário realizar um tutorial para aprender a utilizar a ferramenta, ela é bem intuitiva. Para melhorar a situação, assim que é realizada a busca, o software mostra os resultados de forma organizada, colocando seus arquivos em pastas conforme você havia organizado anteriormente (é muito importante manter seus arquivos organizados!), dessa forma, caso esteja procurando arquivos específicos, a localização deles fica mamão com açúcar!

O primeiro grande teste que fiz foi trazer todos os arquivos do diretório F, onde eu normalmente salvo os meus jogos. Como muitos arquivos de lá são pesados, o processo completo levou em torno de 5 horas para ser finalizado, e foi em torno de 500GB analisados.

Confesso que, mesmo com meu computador montado em menos de 1 ano, fiquei impressionado com a forma com que os resultados foram apresentados, tudo organizado e fácil de identificar cada arquivo. Uma pena que ainda não existe a possibilidade de pré-visualizar arquivos de imagem antes, é preciso recuperá-la para poder ver se é o arquivo desejado.

E quanto custa?

Por incrível que pareça, a EaseUS Software permite que você baixe uma versão gratuita do programa. É claro que há algumas limitações dessa versão, uma delas sendo a possibilidade de recuperar um arquivo por vez ao invés de fazer em lotes. Mesmo assim, já é o suficiente para fazer a recuperação do seu HD, caso alguns arquivos tenham se perdido em seu computador. Mas caso queira a versão EaseUS Data Recovery Wizard Professional, recomendamos para quem tem muitos arquivos a serem recuperados.

Claro que existe a possibilidade de fazer um teste gratuito da versão paga, que vem com 100% da funcionalidade da ferramenta, te dando total liberdade de verificar cada detalhe antes da aquisição do produto. Isso mostra que a empresa quer garantir que EaseUS Software seja exatamente o que você precisa e que se familiarize com ela durante esse período. O valor do plano mais barato está próximo de US$ 70,00, que deve ser pago uma vez para a licença do programa.

Vale a pena?

Como todos sabem, não temos como prever quando algum arquivo pode ser perdido durante toda a vida de um computador, então é sempre bom você ter algum jeito de recuperar seus arquivos perdidos para que não seja jogado fora suas 200 horas de gameplay de Monster Hunter: World, por exemplo!

Vale a pena lembrar também que EaseUS Software também funciona para Mac, Android e iOS, ou seja, qualquer uma dessas plataformas também podem passar por perdas de arquivos durante o processo de vida e esse serviço com certeza vai garantir que você não se desespere nesses momentos, podendo confiar 100% nela!

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