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Cinema e TV Críticas

Guardiões da Galáxia 2 mantém a Marvel bem na fita

Mais um filme bom da Marvel. Pronto, que novidade, hein? Fim do review, pode retomar sua rotina normalmente. Sério, alguém ainda fica surpreso ao saber que Guardiões da Galáxia vol. 2 é um ótimo filme? Pois não deveria. O diretor e roteirista James Gunn já deu uma grande prova de seu talento no primeiro longa dos heróis cósmicos, esbanjando bom humor e uma história da melhor qualidade enquanto construía personagens e situações memoráveis.

Como toda sequência que se preza, o vol. 2 se preocupa bastante em ser maior e mais ambicioso, enquanto tenta entregar doses cavalares de tudo que os fãs gostaram. Baby Groot agradou? Então toma várias cenas com ele. Curtiram o humor do Drax? Agora tem de sobra. Romance? Também tem mais. Em vários sentidos, Guardiões 2 é um filme sem amarras.

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Na maior parte do tempo, isso trabalha a seu favor. Os diálogos são hilários e não é raro chorar de rir com algumas das sacadas mais espertas. Até as piadas já mostradas nos trailers ficam bem mais engraçadas em sua versão completa na telona! Em outras vezes, no entanto, parece que o filme está tentando demais e, com isso, mesmo bem intencionado, a produção fica um pouco “over”. Não é necessário socar influências de cultura pop o tempo inteiro sem parar, e certas cenas parece que ficariam melhores sem exageros, como uma certa aparição um tanto gratuita do bom e velho Pac-Man.

Mas isso é apenas uma pequena reclamação em um filme que leva sua audiência na palma da mão. Não se espante se o desfecho do terceiro ato o deixar em lágrimas, aliás, dado que os personagens estabelecem um laço real entre si e com o espectador, e a sensação é realmente de ver uma família cheia de pessoas queridas lidando com dificuldades de peso.

É bom ver um filme de heróis sem vergonha de apostar em arcos mais dramáticos, e a Marvel merece elogios por esse trabalho bem feito. Aliás, a Casa das Ideias parece ter quebrado sua sequência de violões pouco memoráveis. Kurt Russell está excelente no papel de Ego, e considerando que o filme seguinte, Spider-Man Homecoming, também teve um excelente antagonista em Michael Keaton, parece seguro dizer que a fase dos vilões esquecíveis chegou ao fim.

Já os heróis entregam exatamente o que se espera deles: do Senhor das Estrelas de Chris Pratt à Gamora de Zoe Saldana, passando pelo sempre adorável Groot de um irreconhecível Vin Diesel, os atores parecem estar se divertindo em seus papéis. Pam Klementieff, que estreia como a empata Mantis, é uma gratíssima surpresa, e sua parceria cômica com o Drax de Dave Bautista é um verdadeiro achado.

Uma história cativante cheia de bons valores familiares por cima daquela vibe legal de nostalgia dos anos 80, tudo misturado com  uma dose sadia de rebeldia adolescente formam os principais ingredientes do sucesso do filme. Como já alerta o pôster do filme, realmente, “Guardiões é do K7”.

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