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Lasagnacat é uma lisérgica “homenagem” a (((Jim Davis)))

Existe humor e existe HUMOR. O negrito acontece quando uma sátira vai tão longe, mas tão longe, que dá a volta completa e praticamente para de ter graça, antes de voltar revestida de um nível cômico jamais sonhado por pobres mortais. HUMOR em caps é destinado aos grandes criadores, às almas que conseguem ver beleza nas menores coisas da vida, aos que têm coragem de olhar no coração mais sombrio da sociedade e sair de lá gargalhando.

No papel, a proposta do Lasagnacat é bem simples, mas não demora para que sua verdadeira face e infinita complexidade se tornem evidentes. A ideia do canal é começar sempre os seus vídeos refilmando, com um timing cômico bastante perturbador e intrigante, tirinhas de Jim Davis sobre sua mais famosa criação, o gato Garfield. As tirinhas em três quadrinhos viram, então, esquetes de aproximadamente um minuto, dando pesada ênfase a cada fala, cado gesto, cada ato.

Com o palco e atores devidamente estabelecidos, começa a magia, já que na sequência a mesma tirinha é reinterpretada da forma mais maluca possível, frequentemente exigindo que o espectador possua uma boa bagagem externa para compreender as direções que estão sendo tomadas pelos artistas. A bagagem pode exigir uma música de Phil Collins ou um episódio de Miami Vice…

…ou mesmo saber apreciar uma batalha por turnos regida pela trilha de Nobuo Uematsu:

Por fim, também ajuda ter uma vaga noção de cultura mundial, como por exemplo a televisão e costumes japoneses.

Se você assistiu todos os vídeos acima, deve ter notado que um certo vazio existencial começou a ocupar o seu peito, agora repleto de dúvidas, incertezas e confusão. Não se preocupe, é normal sentir isso quando se está no olho do furacão. Felizmente, o Lasagnacat foi gentil o bastante e postou um belo tratado sobre o propósito (ou falta de) da vida:

Durante a mais magistral uma hora de conteúdo postada no YouTube, basta ser fluente em inglês para apreciar como o simples sumiço de um cachimbo pode levar a raça humana até o seu potencial máximo. Talvez ainda não saibamos onde estamos ou para onde vamos, mas a graça da vida não é exatamente a busca pelo seu cachimbo? Discorra nos comentários abaixo: