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A importância da representatividade nos filmes e como podemos aprender com ela

O Oscar, máxima cerimônia do cinema, mostrou nesse último domingo, dia 04 de Março, a importância da representatividade nos filmes. Seja nos discursos das estrelas que foram premiadas ou nas películas que concorriam, o certo é que as pessoas querem se enxergar nas histórias que assistem.


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Diferente do que aconteceu após a Segunda Guerra em que o cinema retratava o “american way of life”, ou seja, o padrão da família “perfeita” em termos de beleza, gênero, e regras que deveríamos seguir, a indústria do cinema percebe que tem que acompanhar a realidade das pessoas e que cada realidade é diferente quando falamos de indivíduos. Principalmente a minoria: negros, mulheres, estrangeiros, deficientes físicos e/ou mentais e LGBTs.

Quando levamos essa discussão para o aprendizado de um novo idioma, o assunto fica ainda mais intrincado. Aprender tem a ver com a sinergia entre experiências e estudo. Logo, a vivência das pessoas e o contato que têm com filmes, quadrinhos, e todo o tipo de entretenimento interfere no processo de formação como indivíduo e aluno(a).

O número de mulheres, negros e asiáticos ainda são minoria na direção dos filmes. Para ter uma ideia, no período de 2007 a 2017, apenas 52 filmes foram dirigidos por mulheres. Dá uma média de menos de 6 filmes por ano. Outro número preocupante é que neste período apenas 63 longas foram dirigidos por negros. Logo, a questão da representatividade tem a ver desde a concepção desses filmes.

“A questão dos filmes apresentarem estereótipos deve ser algo debatido nas salas de aula . Acredito que essa seja uma responsabilidade de toda e qualquer instituição de ensino. Na Minds Idiomas, em que temos mais de 10.000 alunos aprendendo inglês, e que o contato com filmes é algo constante já que são na língua inglesa, sempre usamos animações e curtas que representem as pessoas. Fugindo dos estereótipos,” explica Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas.

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Veja os 5 filmes em inglês listados pelo psicólogo da Minds Idiomas, Augusto Jimenez, que têm representatividade:

1) Mulher Maravilha

O primeiro filme que traz uma heroína como protagonista mostra que heróis e heroínas têm a mesma importância. Ou seja, por meio da película está sendo abordada a igualdade de gênero. Que deve ser algo natural tanto na escola quanto mais tarde no mercado de trabalho. Por meio do filme, as pessoas enxergam que as oportunidades devem ser iguais para todos. Independente de ser mulher ou homem. O importante é esse indivíduo enxergar que pode ser quem quiser.

2) Pantera Negra

O primeiro filme de herói com protagonistas negros conquistou a marca de 5 ª maior bilheteria de estreia da história dos EUA. Um país com diversos casos de racismo registrados assim como o Brasil. É um grande avanço já que nos quadrinhos, o Pantera Negra, já existe a mais de 50 anos. Crianças e jovens negros que quase nunca se veem representados nas telas têm acesso a uma super produção, com efeitos de ponta, e finalização invejável.

3) Star Wars: O Despertar da Força

O trio protagonista desse episódio da saga é composto por um latino, uma mulher, e um negro. Apesar do produtor do filme, Bryan Burk, ter afirmado que a questão da representatividade nem deveria ser discutida e sim ser algo natural, já enraizado, o filme ajudou a milhares de pessoas a se enxergarem na história. Principalmente quando falamos dos estrangeiros e os milhares problemas que imigrantes enfrentam no dia a dia. A saga já se passa em uma galáxia multicultural e inclusiva. Vale a pena conferir os demais filmes.

4) Extraordinário

O filme que tem como pano de fundo o livro, de mesmo nome, da escritora R.J.Palacio, mostra a vida de um menino portador da Síndrome de Treacher Collins. A deformidade que o personagem tem no rosto é significativa e a narrativa mostra a relação dele com os colegas de escola e as demais ações do seu dia a dia. Apesar de o filme ter recebido algumas críticas como a escolha do ator que fez o papel principal, muitos acreditam que deveria ter sido alguém portador da síndrome a ser escolhido, o filme ensina alguns valores para crianças e adultos, como superação, respeito pelas diferenças, e empatia.

5) A Bela e a Fera

O novo filme da Bela e a Fera retrata a diversidade e um tipo de protagonismo diferente dos grupos historicamente representados. Tendo como personagens principais uma mulher e um personagem caracterizado como fera, o filme além dos protagonistas fora dos estereótipos traz também o primeiro personagem homossexual da Disney nas telas. E ainda retrata a descoberta da sexualidade pelo personagem.

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