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Detroit: Become Human mostra a Quantic Dream em seu ápice

Em uma apresentação a portas fechadas, dentro do pequeno auditório da Sony em seu stand da BGS, tive a oportunidade de conferir como está ficando o aguardado Detroit: Become Human, título exclusivo de PlayStation 4, produzido pelas mesmas mentes brilhantes por trás de Heavy Rain e Beyond: Two Souls. E, com a demonstração de aproximadamente meia hora, já posso dizer que estou bastante impressionado.

Seguindo a linha dos outros títulos da Quantic Dream, Detroit é um jogo com gráficos extremamente realistas que tem a narrativa como ponto central da experiência. Dessa forma, o jogador, no papel de alguns personagens, deve tomar decisões para dar prosseguimento na história, sendo que elas impactam completamente o seu desfecho sem que o jogador possa voltar atrás e refazer alguma escolha malfeita. E é justamente isso que faz com que os jogos da Quantic Dream sejam alguns dos mais imersivos da indústria.

Com temática futurista, Detroid: Become Human conta a história de uma sociedade na qual os homens utilizam os mais diversos serviços prestados por androides. Extremamente evoluídos e cada vez mais necessários para a vida das pessoas, os robôs começam a gerar diversos problemas para a sociedade, seja por seu comportamento evoluído, que passa a se assemelhar com o dos humanos (até mesmo em relação a sentimentos) ou por estarem afetando diretamente a economia, tirando os empregos das pessoas por sua mão de obra barata e praticamente infalível.

Neste contexto, o jogador controlará Kara e Connor, dois androides com histórias de “vida”diferentes que, provavelmente, se cruzarão em algum momento da narrativa. Kara é uma androide que se sente mal por não conseguir de forma alguma se inserir na sociedade, enquanto Connor é um policial responsável por investigar casos em que os robôs deixam de se comportar de acordo com a sua programação inicial.

Na demonstração apresentada na BGS, pudemos assistir a Connor realizando uma de suas missões. O agente deveria negociar com um androide que havia se revoltado contra seus proprietários, matando o pai da família e mantendo sua filha como refém. Logo no início do gameplay, nota-se imediatamente a qualidade absurda dos gráficos do jogo.

Contando com efeitos de luz impressionantes e cenários e personagens extremamente realistas, o jogo parece ter tudo para ser o mais bonito já lançado no PlayStation 4, o que é muito, se considerarmos que o console já recebeu títulos de encher os olhos como Ratchet & Clank e Uncharted 4: A Thief’s End. O nível de detalhes do apartamento que Connor deve investigar é algo ainda não visto nessa geração. Seja pela quantidade absurda de elementos no cenário ou pelo realismo de todos eles, dá para ver que a Quantic Dream não está brincando em serviço!

A jogabilidade do título se parece demais com o que já foi visto em jogos anteriores. O que muda parece ser a quantidade de objetos com que podemos interagir para investigar o cenário e a forma como isso interfere no desenrolar do enredo. Nesta demonstração, a mesma cena foi jogada duas vezes para que pudéssemos entender como as escolhas podem realmente fazer muita diferença dessa vez.

Na primeira tentativa, Connor foi direcionado a explorar pouquíssimas evidências pelo apartamento, o que fez com que ele estivesse despreparado para negociar com a soltura da garota com o androide que a fazia de refém. Uma coisa interessante é que a cada pista encontrada, a probabilidade de sucesso na negociação aumentava, sendo esta indicada por um percentual que aparecia na tela de forma bastante elegante. Por não possuir muitas pistas sobre o que havia acontecido ali e as motivações do robô criminoso, o policial não tinha muito o que dizer ao sequestrador. Com isso, diversas opções de diálogo estavam bloqueadas, não dando muito poder de negociação a Connor.

Após alguns poucos minutos de negociação, Connor deixou o criminoso ainda mais nervoso, fazendo com que ele se jogasse do prédio levando consigo a garota que estava mantendo refém. A cena, extremamente bem construída, mostrava as nuances de personalidade de todos os personagens envolvidos, tornando tudo o mais crível possível para que o jogador pudesse se envolver com a situação que estava vivendo.

Com o fim da cena e a conclusão infeliz da missão, a demo foi iniciada novamente para que os produtores pudessem mostrar como suas escolhas e informações fazem diferença no desenvolvimento da narrativa. Desta vez, ao investigar o apartamento, Connor descobriu que o androide em questão seria substituído por um modelo mais novo, mesmo tendo sido fiel por anos.

Revoltado com a situação após ter desenvolvido sentimentos por seus “mestres”, o robô entra em estado de desespero, mata o pai da família e faz a filha de refém. Connor ainda descobre que o criminoso possuía uma relação extremamente afetiva com a garota, o que torna a situação ainda mais dramática. Com essas informações em mãos, o policial pôde negociar a liberdade da criança apelando para os sentimentos do robô. Mesmo assim, o final não foi tão feliz, já que o jogador optou por mentir para o criminoso sobre as consequências de seu ato, o que resultou em sua morte.

Pense bem na hora de escolher o que fazer: sua decisão vai fazer toda a diferença
Pense bem na hora de escolher o que fazer: sua decisão vai fazer toda a diferença

Segundo os desenvolvedores, estes são apenas dois dos finais possíveis para aquela cena. Em um desfecho catastrófico pode ser até que os três personagens saiam mortos da situação. Apesar do grande impacto das decisões e da enorme possibilidade de falharmos, os produtores fizeram questão de enfatizar que desejam que não seja possível voltar atrás a cada decisão, o que fará com que o jogador tenha que conviver com as consequências de seus atos até o fim da aventura, que possuirá múltiplos desfechos.

Detroit: Become Human definitivamente foi um dos melhores jogos presentes na BGS deste ano e tem tudo para se tornar um dos melhores jogos do PlayStation 4, com seus gráficos arrasadores e escolhas que realmente fazem diferença. Infelizmente, o título ainda não possui data de lançamento definida. Enquanto isso, só nos resta jogar as versões remasterizadas de Indigo Prophecy, Heavy Rain e Beyond: Two Souls disponíveis para o console da Sony.

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