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Homem-Aranha: Longe de Casa é a fórmula Marvel no seu auge

Depois do estupendo desfecho de Vingadores: Ultimato, filme que foi o ápice da Saga do Infinito no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), era sabido que o próximo filme situado neste universo compartilhado de super-heróis da Casa das Ideias teria a difícil tarefa de dar continuidade ao mundo criado em 2008, com o lançamento do primeiro filme do Homem de Ferro. E quem melhor para dar conta desta tarefa do que o carismático Homem-Aranha?

Atenção: esta crítica pode conter spoilers! Se você não assistiu a Vingadores: Ultimato pare de ler agora mesmo!!

Carisma, aliás, é a palavra-chave aqui: depois do carismático Tony Stark de Robert Downey Jr., o MCU precisa de alguém à altura para ocupar a posição de queridinho dos fãs. Cabe ao adoravelmente esquisito Peter Parker adolescente de Tom Holland tentar ocupar o lugar de pivô da Marvel nos cinemas.

No último filme dos Vingadores, descobrimos que, após o estalar de dedos de Thanos com a Manopla do Infinito completa não apenas dizimou metade da vida no universo, mas também que tal situação se desenrolou por cerca de cinco anos. Quando os heróis reverteram o estalo e venceram Thanos, a vida na Terra voltou ao “normal”. Sim, entre aspas porque após o retorno daqueles que outrora haviam sido dizimados pelo Titã Louco, cinco anos haviam se passado e tudo agora estava bastante diferente.

Homem-Aranha: Longe de Casa nos apresenta, pela primeira vez, às consequências do mundo pós-reversão do estalo. O evento, agora nomeado “Blip”, fez com que quem sobreviveu ao longo dos cinco anos envelhecesse cinco anos normalmente, enquanto que quem retornou após o Blip voltou com a mesma idade. Como sabemos, Peter foi transformado em poeira e retornou, e o novo filme do Aranha nos explica que professores e vários amigos de Parker tiveram o mesmo destino.

Essa diferença de idades abre a oportunidade para a apresentação de novos personagens, como Brad Davis (Remy Hii). O personagem, que era uma criança na época de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, agora é um adolescente “gostosão” que entra em cena para competir com Peter Parker (Tom Holland) pelo coração de Michelle “MJ” Jones (Zendaya). O personagem de Hii rouba a cena, ofuscando até mesmo o bully Flash Thompson (Tony Revolori), que nesta nova aventura acabou por ser um pouco desperdiçado.

Por outro lado, outros personagens ganham mais destaque nesta segunda aventura solo do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico da Marvel. Happy Hogan (Jon Favreau) retorna e é essencial para o desenvolvimento de Peter, e a Tia May (Marisa Tomei) ganha um pouco mais de destaque agora que sabe do segredo do sobrinho escalador de paredes. Quem também aparece um pouco mais é o professor Harrington (Martin Starr), que funciona como alívio cômico na pele do pior e mais ingênuo organizador de excursões escolares que você já viu.

Outra que ganha mais relevância é Betty Brant (Angourie Rice), responsável pela maravilhosa cena de abertura do filme. A moça tem mais tempo de tela e desenvolvimento de personagem neste novo filme (embora que, ainda, de maneira bem rasa) graças ao seu repentino envolvimento com Ned Leeds (Jacob Batalon), o melhor amigo de Peter.

Em Homem-Aranha: Longe de Casa, Peter e sua turma saem de férias pela Europa, e o filme faz questão de nos fazer sentir como se também estivéssemos na viagem de excursão da escola Midtown High. Os preparativos para a viagem são um dos motivos de o filme demorar um pouquinho para engatar, mas o resultado final mais do que compensa. A equipe de fotografia do longa está de parabéns, nos entregando cenas com visuais magníficos, principalmente em várias das cenas em Veneza e na Holanda.

Como este é um filme do Homem-Aranha e, bem, o herói não é lá conhecido por ser exatamente sortudo, tudo dá errado e Peter Parker se vê em meio a uma luta pelo destino do planeta. Recrutado por Nick Fury (Samuel L. Jackson), Peter junta forças com Quentin Beck (Jake Gyllenhaal), um suposto herói de outra dimensão que, graças à sua natureza misteriosa, logo ganha a alcunha de Mysterio.

Tentando equilibrar sua vida pessoal durante a excursão com os colegas de classe e sua vida super-heroica, Peter tem de lidar constantemente com a pressão do mundo pós-Blip. Se por um lado nada parece dar certo na sua vida amorosa, as coisas estão ainda piores com toda a pressão do mundo esperando que o Homem-Aranha seja o “novo Homem de Ferro”. E isso é incrível, pois reflete toda a genialidade, intelecto e potencial de Peter Parker exatamente como nas HQs, que são o material que serve de fonte de inspiração para os filmes da Marvel.

Encarar o Homem-Aranha como o novo Homem de Ferro não apenas faz sentido como deixa amarradinha a relação de Peter com Tony Stark. Afinal, o garoto foi adotado como aprendiz e protegido do gênio, playboy, filantropo e milionário herói que todos tanto amamos ao longo de mais de uma década. Agora, na ausência de Stark, Parker é o substituto óbvio que não apenas precisamos, mas que também merecemos.

Falando novamente em amarrações da trama, que trabalho fenomenal a Marvel e a Sony fizeram com a trama de Longe de Casa! Os estúdios trouxeram de volta fatos, tecnologias e personagens de filmes lá do comecinho do MCU e os reuniram em uma história que fecha com chave de ouro a Saga do Infinito. E tudo isso funciona de maneira soberba, homenageando os 11 anos de MCU e servindo como motivação para o vilão e sua trupe.

Mysterio rouba a cena não apenas por conta da interpretação de Jake Gyllenhaal, que domina toda e qualquer cena na qual está presente, mas também pela qualidade dos efeitos visuais de seus “poderes”. Das lutas contra os elementais ao ensaio dos efeitos especiais nos galpões, culminando na batalha na ponte, as artimanhas visuais de Mysterio se mostram visualmente lindas e ainda servem como a ameaça perfeita para o Homem-Aranha e seu “novo” poder.

“Novo”, entre aspas, porque embora tenha sido mostrado rapidamente em Vingadores: Guerra Infinita, até então o sentido de aranha do personagem não havia sido explorado. Aqui, sob o divertido nome de “arrepio do Peter”, o poder se mostra essencial para combater as ilusões criadas pelo vilão. As sequências nas quais o Aranha precisa lidar com as ilusões criadas por Mysterio são de arrepiarse me perdoa o trocadilho intencional — e criam uma sensação de perigo totalmente nova.

Desde sempre somos extremamente dependentes da visão, e tomamos por “realidade” aquilo que podemos ver. E a maneira como Mysterio mexe com o senso de realidade de Peter, causando alucinações e deixando o personagem completamente desnorteado e indefeso até dominar seu novo poder é incrível e funciona muito bem na tela tanto como espetáculo visual quanto como elemento da narrativa, criando situações que nos deixam sentados na pontinha da cadeira torcendo pelo nosso herói aracnídeo favorito.

Homem-Aranha: Longe de Casa é simplesmente espetacular. Do comecinho situando os espectadores à nova realidade pós-Blip ao final inesperado e chocante, a nova aventura cinematográfica do Homem-Aranha é de tirar o fôlego. O filme é a “fórmula Marvel” no seu auge, casando boas narrativas com bom humor, entregando aventura na medida certa e abrindo as portas para uma nova era da Marvel nos cinemas.

Se ainda não assistiu a Homem-Aranha: Longe de Casa, reserve um espaço na sua agenda e corra para os cinemas. Você provavelmente não vai se arrepender.

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