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Como me apaixonei por Mahoutsukai no Yome

As últimas semanas foram um pouco engraçadas por aqui. Normalmente, quando a temporada de premiações do cinema se aproxima, tento me esforçar para assistir ao máximo possível de filmes indicados, pois ainda que eu ache que ganhar um Oscar não significa bulhufas, me diverte avaliar os principais filmes da Academia.


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Confira também a nossa análise completa em vídeo, postada no canal parceiro Aquele Cara

Estava com muita vontade de ver A Forma Da Água, pois tenho simpatia pelo Guillermo del Toro como cineasta E a temática do filme parecia sob medida para me agradar. Me chame de piegas, se quiser, mas adoro uma boa história de amor, especialmente se ela vai um passo além e coloca elementos como terror, monstros, magia e sobrenatural no meio.

No entanto, Del Toro colocou tantos clichês e maniqueísmo no seu longa que eu, diferente da maioria, não consegui ficar tão imerso em sua história, apesar de apreciar seu belo trabalho de direção. Foi assim que, sedento por encontrar uma obra capaz de me entregar tudo aquilo que não encontrei no filme, lembrei de um tal Mahoutsukai no Yome, que volta e meia aparecia entre os mais populares do catálogo do Crunchyroll.

LOJA PLAYREPLAY

https://www.youtube.com/watch?v=E0k03OaDDfk

Conhecido como The Ancient Magus Bride no ocidente, dei uma rápida olhada em sua sinopse e prontamente me interessei: “Chise Hatori, 15 anos. Abandonada, sem esperança e sem família, ela é comprada por dinheiro – não por outra pessoa, mas por um feiticeiro inumano chamado Elias. Apesar de insegura, ela recomeça sua vida como sua aprendiz e futura esposa.

Sem nada a perder, dei um play despretensioso. E então vi o segundo episódio. E o terceiro. Quando dei por mim, meia temporada já tinha passado voando, enquanto eu ria, me emocionava, me apaixonava pelos personagens e pelo traço e trilha sonora impecáveis. Aliás, o primeiro arco do anime tem uma das minhas aberturas favoritas de todos os tempos, e a bela música grudou como chiclete em meus ouvidos:

O que eu achei mais legal foi que, ao invés de trilhar um caminho seguro como o estabelecido em obras clássicas como A Bela e a Fera, o anime adapta os mangás da talentosa Kore Yamazaki e traz um texto muito denso e repleto de sutilezas. Acima de tudo, ele não tem medo de mexer em temas muito, muito delicados!

Depressão, sangue, mortes e outras cenas brutais contrastam com a magia e delicadeza que cercam todas as coisas vivas. As aparências constantemente enganam, e mesmo imersa na maior das trevas, ainda é possível vislumbrar uma luz no fim do túnel.

Eu realmente não quero entregar spoilers, e recomendo que você comece a ver agora mesmo, com o mínimo de informações possível, caso tenha um pingo de interesse pelos temas que citei, porque vale muito, muito a pena, e não faltam surpresas. A primeira temporada completa já está disponível no Crunchyroll nacional, e a segunda está rolando agora mesmo enquanto você lê este texto, em simulcast!

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