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Anime Críticas

A diversão de aprender com Cells at Work

Cada temporada de animes traz um monte de séries com premissas inusitadas, mas é difícil encontrar algo mais criativo que Cells at Work, série da David Production (o mesmo estúdio de Jojo’s Bizarre Adventure). Com direção e roteiro de Kenichi Suzuki (também de Jojo), acompanhado no texto por Yuuko Kakihara (Orange, Persona 4), o anime de 13 episódios adapta o mangá de Akane Shimizu que mostra… a rotina das células no corpo humano!


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Pois é, aqui os protagonistas são uma Glóbulo Vermelho atrapalhada, que luta para memorizar as rotas do sistema circulatório, e um Glóbulo Branco com cara de psicopata, a principal linha de defesa do corpo contra os vírus e bactérias que ameaçam nossa saúde. Cada capítulo é focado em uma doença diferente que coloca em risco o bem estar de todos os trilhões de células habitantes do corpo humano, mas também dá destaque ao papel de todas as partes do corpo trabalhando em harmonia para superar os desafios!

Aprendendo e se divertindo!

O mais legal é que a estrutura dos episódios é quase uma paródia shounen, com combates exagerados, violentos e com frases de efeito típicas dos animes de ação e pancadaria, estereotipando as doenças como vilões maquiavélicos. Nisso, o anime acaba sendo bastante educativo: cada célula e processo do organismo é chamado por seus nomes científicos corretos, e o processo de aprendizado acontece naturalmente para qualquer um que esteja se divertindo com as aventuras dos personagens.

Eu lembro que sempre tive dificuldades nas aulas de biologia, já que era difícil decorar aqueles nomes e aparências complicados tipo macrófagos e mitocôndrias, mas com Cells at Work esse processo todo fica bem intuitivo. Adoraria ter tido um anime assim pra assistir quando eu ainda estava no ensino médio, já que ele sabe ensinar até as menores coisinhas através de detalhes. Tipo a Glóbulo Vermelho aprendendo as rotas para transportar oxigênio e gás carbônico, ou as fofas plaquetinhas retratadas como crianças, o que explica de forma adorável o motivo pelo qual nossos machucados demoram tanto para cicatrizar.

O cabelo da protagonista, por exemplo, é o único que possui uma curvinha em forma de foice, exatamente o que acontece com as hemácias que possuem menor expectativa de vida e dificuldades de transporte e locomoção. Trágico, não? Apesar da estrutura de episódios ficar um pouco repetitiva e saturada às vezes, são poucos os fillers ou momentos desnecessários no saldo geral. Mais da metade dos episódios são brilhantes, destacando-se o corajoso arco que humaniza e nos faz ter empatia por células cancerígenas e os flashbacks mostrando as origens dos protagonistas.

Meu episódio favorito é mesmo o oitavo, Circulação sanguínea, porque ele não apenas aponta a força de vontade e determinação da Glóbulo Vermelho, como também traz uns momentos bem legais de romance, por mais que soe estranho shippar glóbulos brancos e vermelhos. Seja como for, é um episódio muito fofinho! <3

Com tantos elementos educativos instigantes, trilha sonora alto astral, boas sacadas para construção de seu universo, Cells at Work foi certamente um dos animes mais legais da Temporada de Verão 2018!

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