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Cargo: Netflix entrega mais um filme totalmente sem sal

“Sabe o que está faltando no mercado? Mais filmes de zumbis”, disse ninguém, em lugar nenhum. Ainda assim, a Netflix decidiu produzir e lançar Cargo, um longa focado em um mundo pós-apocalipse zumbi, onde os poucos sobreviventes vivem escondidos e com medo, já que basta uma mordida para se transformar em morto vivo. Que inovador, não?


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Na tentativa de dar algum diferencial a esse gênero tão saturado, a ação e suspense foram transportados para a Austrália, e algumas regrinhas básicas foram retrabalhadas. Por exemplo, quem leva uma mordida agora tem 48 horas antes de a doença incurável consumir totalmente o seu corpo.

Embora a direção de Ben Howling e Yolanda Ramke falhe miseravelmente na tentativa de gerar qualquer emoção, há um pequeno momento de brilho no ato um, pois a forma que eles encontraram para apresentar o funcionamento dessa contagem regressiva até a transformação em zumbi foi inteligente e bem realizada.

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Sem entrar em maiores spoilers, basta dizer que essa explicação é feita com naturalidade e sem cara de exposição exacerbada, já que ela ocorre justamente nos eventos que nos levam à premissa básica do filme: o drama de um pai que precisa conduzir sua filha única até a segurança em um mundo hostil e repleto de perigos em cada esquina.

Só Martin Freeman salva

Por mais fraco, previsível e banal que seja o resto do texto de Yolanda Ramke, ao menos a trama consegue fazer o bastante para dar ao brilhante Martin Freeman a chance de nos brindar com mais uma atuação incrível. O cara já era fera demais em Sherlock e no The Office original, então quem conhece seu trabalho não vai ficar surpreso ao ver mais um trabalho brilhante do ator.

Freeman é consistentemente brilhante ao longo dos 105 minutos de projeção, mas a qualidade da narrativa, infelizmente, segue ladeira abaixo a cada minuto que passa, abusando dos clichês e situações convenientes em sua trama. Uma pena, já que existia um certo potencial (jamais explorado adequadamente) em ver os aborígenes lidando com os mortos-vivos. No geral, o promissor contexto australiano é quase que totalmente desperdiçado e, ao fim do filme, resta apenas o vazio e tédio por ter visto mais um filme mediano no já farto catálogo de obras meia boca da Netflix.

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Thomas Schulze

Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

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Thomas Schulze

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