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Críticas Games

Brawlout leva a galera indie para uma divertida arena de combate

Jogos de luta, nos tempos de hoje, já não possuem mais tanto destaque na área de games. Dá para contar nos dedos os principais jogos que possuem destaque no mercado, como Mortal Kombat, Street Fighter, The King of Fighters e Super Smash Bros.

Dificilmente novos jogos desse gênero são criados por empresas desenvolvedoras independente. Mas, mesmo assim, nada impediu que o estúdio Angry Mob Games fizesse o seu próprio jogo de luta e, ainda por cima, trazendo personagens famosos de outros jogos indies. Estamos falando de Brawlout, jogo lançado para Xbox One, PlayStation 4, PC e, futuramente, para o Nintendo Switch.


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Caso você já tenha visto algum vídeo do game na internet, com certeza rolou aquela comparação imediata com Super Smash Bros., da Nintendo, jogo que reúne as maiores estrelas da empresa japonesa como Mario, Link, Samus, e vários outros. É visível que Smash Bros. inspirou bastante a criação de Brawlout. O jogo tomou para si apenas alguns aspectos de Smash, adaptando-os para outro estilo de gameplay que mesmo veteranos da série Smash Bros. precisam se acostumar para conseguir dominar o jogo.

Igual, mas diferente

Em geral, Brawlout é o básico jogo de luta onde você precisa acertar golpes no oponente, aumentando sua porcentagem de dano recebido para lançá-lo para fora da arena, independente de para qual lado da fase, seja para cima, os lados ou para baixo.

O jogo permite até 4 jogadores simultâneos, contando com nove personagens que podem ser liberados ao longo das partidas. Algumas caras são novas e desenvolvidas para o jogo, como Paco, Chief Feathers e King Apu, mas também vemos alguns rostos conhecidos do mundo indie, como The Drifter, de Hyper Light Drifter, Juan de Guacamelee! e Yooka-Laylee, do jogo homônimo. Ainda está para sair em uma atualização gratuita o protagonista de Dead Cells. Além deles, 15 outros personagens podem ser liberados efetuando algumas atividades específicas durante o jogo.

Aproveitando que entrei no mérito desses novos personagens desbloqueáveis, veio a primeira decepção. Eles são tratados como novos personagens, com nomes diferentes e aparências sem igual, porém o moveset deles é igual ao dos personagens iniciais, sendo como skins ou “Echo Fighters” dos seus originais (como no vindouro Super Smash Bros. Ultimate), e não novos personagens com movesets diferenciados. Mesmo assim, isso não tira o brilho que o jogo consegue apresentar.

Os movimentos de cada personagem são únicos, sendo necessário dominá-los antes de sair dando porrada em todo mundo. Alguns possuem combos com intenção de aumentar mais rápido a porcentagem do inimigo enquanto outros são mais focados em dar golpes fortes para mandá-los para longe.

Como fiz o teste no controle do PlayStation 4, utilizarei os botões dele para explicar os combos. Com o quadrado você pode utilizar os golpes básicos, podendo utilizar os direcionais para mudar a direção do golpe e, ao segurar o botão, é possível dar um golpe mais poderoso e carregado. Com o triângulo, é possível utilizar os golpes especiais dos personagens e, de uma forma simples e prática, combos entre os dois botões podem ser utilizados para que você prenda seu inimigo numa série de golpes sequenciais. Os gatilhos do controle servem para esquivar e, ao utilizar junto com um movimento do direcional, ele rola para direção apontada e, por fim, o botal X e O são o pulo, permitindo até dois pulos em sequência.

O grande diferencial nesses movimentos, além dos combos com os dois botões de ataque, é a questão da defesa. Esse jogo não utiliza essa função, ou seja, você precisa melhorar seu timing nas esquivas para evitar tomar qualquer golpe do inimigo. Foi uma coisa que demorei para pegar o jeito, pois em Smash Bros. a defesa garantia uma proteção extra caso o timing fosse errado. Essa é uma feature que considerei positiva pois muda a estratégia necessária, fazendo muitas vezes com que você pense em atacar antes do inimigo para não ser pego num combo dele.

Além disso, Brawlout conta com o Rage Burst, uma barrinha que vai enchendo a cada golpe efetuado ou recebido que fica localizada abaixo da porcentagem de dano. Ela é dividida ao meio, mostrando que há dois níveis de carregamento dessa barra. Ao chegar em 50%, você pode ativar o Rage Burst com os botões R1 e R2 apertados simultaneamente para empurrar o adversário e sair dos combos. Com a barra em 100%, utilize os mesmos botões para ficar com um poder absurdo por um tempo limitado. Os golpes nesse modo vão mandar seus inimigos mais longe que o normal, mesmo com uma porcentagem de dano pequena. Usando essa habilidade eu consegui lançar um inimigo para longe com 40% de dano!

Batalhas e mais batalhas

Brawlout conta com quatro tipos de diferente de modo, Couch Play (jogatina de sofá), Single Play, Online e Tournments. Como fica bem claro com os nomes, da pra imaginar a função de cada uma. Couch Play seria para jogar com seus amigos no mesmo console, utilizando batalhas de cada um por si ou em times.

Online teria a mesma função, porém com oponentes de todo o mundo para jogar contra você, num modo de 1×1, free play ou até mesmo ranked. Nesse modo, recomendo sempre fazer busca de jogadores da mesma região que a sua, para reduzir o lag das partidas.

O modo Tournments são torneios feitos entre os jogadores e organizados pela Angry Mob Games. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo, mas estou de olho para ver como me saio nessas partidas.

O modo Single Play traz o básico player vs CPU, tutorial, pratice e o modo Arcade. Nesse modo, você deve selecionar entre três dificuldades, funcionando como as torres do Arcade mode de Mortal Kombat, por exemplo. A diferença é que quanto maior a dificuldade, mais oponentes você vai enfrentar, tanto em rodadas quanto na luta. Ou seja, na dificuldade fácil, as batalhas ocorrem no 1×1; na dificuldade médio é de 1×2; e na difícil, 1×3. A última batalha está marcada como interrogação, podendo ser qualquer personagem mas, independente da dificuldade, você vai enfrentar sempre três oponentes dele. Uma pena não ter algum inimigo com mais cara de Chefão como a maioria dos games de luta apresentam, pois do jeito que é apresentado, a expectativa no fim é um pouco triste.

Ainda assim, o legal do arcade é que você passa a conhecer um pouco mais de cada personagem e até mesmo vê interações muito interessantes que rolam entre eles. Por exemplo, Yooka-Laylee faz menção ao Shovel Knight, pois a dupla está fazendo parte do primeiro jogo em que eles foram convidados, assim como o cavaleiro da pá no jogo deles. E, ao finalizar o modo, conta o final de cada personagem, como acontece em grandes clássicos dos jogos de luta.

Aprecie a batalha

Como já era de se esperar, cada personagem possui um cenário próprio. Cada um deles conta com suas particularidades que você pode e deve utilizar a seu favor. Por exemplo, no cenário Sunset Eyrie, o chão em cada canto da fase pode ser destruído. Dessa forma, assim que você lançar o inimigo para longe, basta destruir esse espaço para dificultar ainda mais o retorno dele.

Além dessa interação, cada cenário tem uma forma de ser apresentado, trazendo grande variedade ao jogo. O jogo conta com 13 cenários diferentes, cada um com uma construção, tema e forma de ser apreciado. O design de cada fase traz também um pouquinho da história por detrás de cada personagem. Por exemplo, o King Apu, o macaco tirano, possui a fase Storm City, na qual é possível visualizar seu imenso castelo ao fundo do cenário.

Mesmo com tudo isso…

O jogo também tem alguns elementos que foram tomados em decisões durante seu desenvolvimento que fica esquisito enquanto você joga. Por exemplo, durante as telas de loading ou transição de telas, a música do background fica abafada ou há a ausência total dela, ficando aquele silêncio constrangedor.

Outra coisa que achei até engraçado, mas ficou com uma qualidade questionável, foi a imagem dos personagens quando perdem toda a vida. Ela fica em preto e branco e eles ganham um X em preto nos olhos dele, deixando uma impressão um tanto amadora, quando talvez apenas a descolorização do ícone do personagem poderia ser o suficiente.

Apesar desses pontos e a questão dos personagens serem, em sua maioria, “echo fighters” dos principais, Brawlout é um jogo divertido, em sua singularidade com inspiração em Smash Bros. misturados com elementos de games de luta clássicos, trazendo um leve sopro de novidade para o gênero.

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