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Assassin’s Creed Odyssey | Velhos costumes em um novo mundo: testamos o jogo na E3 2018

Com o sucesso de Assassin’s Creed Origins, o melhor capítulo da série em muito, muito tempo, a Ubisoft está disposta a ordenhar a sua franquia de ouro novamente. Para alegria de uns e tristeza de outros tantos, a série volta a ter lançamentos anuais, e seu próximo capítulo será Assassin’s Creed Odyssey, com lançamento e download disponibilizados em 05 de outubro de 2018 no PC, PlayStation 4 e Xbox One. Testamos o jogo na E3 2018, então confira logo abaixo nosso hands-on!


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Não se deixe enganar pelo nome parecido com o da última aventura do Mario: aqui a ideia não é se aventurar por diversos reinos de fantasia e capturar seus inimigos com um chapéu, mas sim se aprofundar em um único e fascinante cenário: a Grécia Antiga, mais precisamente em 431 AC!

A odisseia de Alexios e Kassandra

É nessa época que conhecemos os heróis Alexios e Kassandra. Mesmo na demo disponível na E3 já era possível escolher entre qualquer um dos dois personagens, que contam com os mesmos controles e jornada, então a escolha de skin limita-se a uma mera alteração cosmética. É claro que algumas falas mudam aqui e ali dependendo do herói mas, no fim das contas, a opção parece apenas um aceno para a crescente cobrança por diversidade e representatividade nos jogos.

Escolhi jogar com a Kassandra, e logo de cara fui inserido em uma cena de ação sem precedentes na franquia: dezenas de soldados se digladiavam na praia da Ilha de Delos, e minha missão era derrotar os comandantes das tropas a fim de desmoralizá-las e encerrar a matança o quanto antes. Os controles eram familiares para qualquer um mais acostumado com a franquia, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Afinal, a série nunca foi famosa por seus combates empolgantes e profundos, certo? Ainda não foi dessa vez que isso mudou, mas até que dava para se empolgar na luta entre espartanos e atenienses graças aos movimentos especiais, que vão desde arrancar o escudo do oponente até dar um chutão digno do Leônidas em 300.

Alguns litros de sangue depois, a batalha chegou ao fim e eu estava livre para explorar o ambiente. Fora a nova locação e arquitetura, era aquela mesma dinâmica de sempre: vários pontos de interesse estão espalhados pelo amplo mundo aberto, cada um deles escondendo recompensas e desafios diversos.

Me infiltrei em alguns acampamentos para saquear tesouros e, como ninguém é de ferro, aproveitei para limpar a área com assassinatos sorrateiros. Tudo funciona tão bem quanto em Origins, então os fãs imediatamente se sentirão em casa, mesmo em um ambiente totalmente novo.

Nem tão épico assim (mas tudo bem)

Em condições normais de temperatura e pressão, eu diria que odeio a ideia de ter lançamentos anuais dessa franquia mais uma vez, só que Origins foi tão bem trabalhado e deixou uma base tão sólida que provavelmente ainda dará margem a vários derivados competentes nos poucos anos que restam para a atual geração de consoles. Então o retorno desse fluxo constante de lançamentos não é de todo ruim, no fim das contas.

Se você nunca curtiu Assassin’s Creed, Odyssey certamente não será o jogo que mudará sua opinião, mesmo que a Ubisoft tenha tentado deixar a sua narrativa mais imersiva com pitadas de RPG e seleções de diálogo. Agora, se você adorou os outros jogos, nem precisa hesitar: Odyssey pode até não ser tão épico quanto as lendárias aventuras mitológicas gregas, mas é, sem dúvidas, um legítimo e digno Assassin’s Creed. O jogo sai dia 05 de outubro para PC, PlayStation 4 e Xbox One,

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