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Quadrinhos

Aranhaverso #1 agrada qualquer fã do Homem-Aranha

Dan Slott nunca foi unanimidade entre os fãs do Amigão da Vizinhança. Eu mesmo tinha sérias ressalvas até o início da excelente revista Homem-Aranha Superior (defendida veementemente AQUI. Clique e confira, dando uma moral pra sua coluna amiga!), que o elevou ao posto de um dos meus autores favoritos de quadrinhos em atividade.

Que ótimo, então, que ele tenha conseguido emplacar outra saga cativante, criativa e divertida logo depois de acompanharmos os fins da aventura do bom e velho oquinho vestindo o manto de Aranha. Poucas vezes me diverti tanto com uma saga como em Aranhaverso!

Em linhas gerais, a treta começa quando Morlum e sua família de vampiros cósmicos decidem caçar os totens de Aranha dos mais distintos universos, o que serve de pretexto para vermos as mais loucas encarnações do herói trabalhando em conjunto.

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O mais interessante é notar que essa inusitada premissa (felizmente reconhecida o tempo inteiro como boba pelos autores e personagens, o que ajuda o leitor a comprar a ideia sem hesitar) serve de pretexto para explorar vários tons e temas que dificilmente esperaríamos encontrar nas páginas da revista.

Aranhaverso #1 é uma espécie de coletânea das melhores histórias secundárias de Spiderverse, elegantemente reunidas em um pacote excelente (ainda que aquela lombada seja meio estranha. Será que ela vai formar um desenho, tal qual acontece nas coleções da Salvat e Eaglemoss?). A estreia reúne as edições Superior Spider-Man #32 e #33, e Edge of Spider-Verse #1 a #5.

Ainda que você faça parte da turma que odeia Dan Slott, vale a pena dar uma chance ao encadernado. Até porque as tramas de Slott estão reunidas na mensal O Espetacular Homem-Aranha, de modo que Aranhaverso #1 acaba se concentrando nos trabalhos de outros autores. Aliás, a revista nem exige que você esteja a par dos últimos acontecimentos para se divertir, servindo como uma sólida porta de entrada para as últimas empreitadas aracnídeas da Marvel!

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Os grandes destaques deste volume são a história de origem da Spider-Gwen, por Jason Latour, que transborda boas referências, sacadas e mimos para qualquer fã de longa data, o retorno do Homem-Aranha Noir pelas mãos de David Hine, e descobrir como o Aranha Superior se juntou à treta multidimensional graças à criatividade de Christos Cage.

Nesse rolo, sobra espaço até para experimentações intrigantes como a trama de terror sobrenatural de Clay McLeod Chapman e uma história bem maluca e divertida, com direito a robôs e tudo, concebida pelo premiado roteirista e músico Gerard Way. Simplesmente espetacular.

 

Com aventuras para todos os gostos, histórias criativas, bela arte e um valor acessível, o encadernado Aranhaverso não é apenas uma excelente coletânea, mas também uma compra obrigatória para qualquer fã do cabeça-de-teia que se preze. Fica a torcida para que a próxima edição continue investindo na diversidade e apresentando histórias escritas e desenhadas por muitas mãos diferentes, o que ajuda o pacote a ganhar uma cara única e agradar aos mais diversos leitores.

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