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Thimbleweed Park renova a fórmula dos antigos jogos de aventura

Um dos maiores atrativos do Nintendo Switch (além de ser um ótimo console híbrido) é variedade nos estilos de jogos indies presentes na eShop. Bastam alguns minutos na loja virtual para encontrar games de estilos, propostas e com mecânicas totalmente diferentes. Com a chegada de Thimbleweed Park, essa biblioteca de jogos acaba de ficar ainda mais diversa.

Caso você tenha crescido com os populares jogos de aventura point and click dos PCs, com certeza já ouviu falar de clássicos como Maniac Mansion e The Secret of Monkey Island. Os dois são apenas alguns dos títulos desenvolvidos por Ron Gilbert e Gary Winnick, que ganharam um lugar especial entre os grandes nomes dos videogames com seus puzzles engenhosos e diálogos engraçados. De certa forma,  Thimbleweed Park (a mais nova contribuição dos dois) nos leva de volta a esta era enquanto também serve de homenagem a um gênero muitas vezes esquecido nos dias atuais.

 

O retorno aos misteriosos jogos de aventura

Não dá para negar que assim que iniciamos nossa aventura em Thimbleweed Park, há um estranhamento natural. Quer dizer, faz um bom tempo que maioria de nós não experimenta um jogo de aventura nestes moldes, ainda mais considerando que o game não faz a menor questão de segurar a sua mão e te mostrar o que fazer. Sem cerimônias, vemos um personagem desconhecido e um bando de comandos diferentes na tela.

É aqui a sua mente volta lá pro fim dos anos 1980 e início dos 1990 e relembra o quanto era divertido descobrir as coisas por si próprio em seus games favoritos. Enquanto muitos games do gênero só pedem que você vá clicando em tudo e realizam as ações sozinhos, Thimbleweed Park aposta na abordagem mais antiga. Você precisa escolher entre diversas ações fixas (como usar, falar com, olhar para, abrir, fechar, etc) e selecionar os objetos ou pessoas com as quais quiser interagir.

Isso torna o game automaticamente mais interessante e faz o jogador se sentir mais envolvido com as ações dos personagens e com os diversos puzzles que encontramos pelo caminho. Vale mencionar que ainda no começo, o jogo te permite escolher entre o modo casual e difícil. No casual, você terá um tutorial básico sobre as mecânicas do game e poderá contar com pistas se ficar preso em alguma parte específica, mas no modo difícil haverá puzzles extras e nenhum tipo de ajuda.

 

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Arquivo X com um pouquinho de Twin Peaks

Logo após a cena inicial, ganhamos controle sob os nossos dois personagens principais, a Agente Ray e o Agente Reyes. Claramente, duas ótimas referências à Arquivo X, com Agente Mulder e Scully. Aliás, ambientado em 1987 com um assassinato em uma cidade pequena, também não dá para deixar de lembrar um pouco de Twin Peaks.

As referências não param por aí, mas se tornam mais sutis e encaixadas com a trama do game. Além disso, não demoramos a nos deparar com o reconhecível senso de humor dos games de Gilbert e Winnick, o inclui a quebra da quarta parede por parte dos personagens em diversas situações.

Falando em personagens, conforme vamos progredindo, acabamos por controlar nada menos do que cinco personalidades diferentes. Todos estão envolvidos na trama central de Thimbleweed Park e é necessário combinar seus esforços para desvendar os mistérios da cidade e para aprender um pouco mais sobre a vida de cada um deles.

Além disso, o visual retrô, a trilha sonora e a dublagem de todas as falas dos personagens também são aspectos muito bem trabalhos e que mostram o carinho e atenção colocada por seus desenvolvedores.

 

No Switch, tudo é melhor

Thimbleweed-Park-Review

Não é que queremos puxar o saco da Nintendo, mas é difícil querer experimentar certos jogos em outras plataformas quando se tem um Switch nas mãos. Isso vale especialmente para Thimbleweed Park. O jogo está disponível há algum tempo no PlayStation 4, Xbox One, dispositivos mobile e no PC, mas é o Switch que oferece o melhor dos dois mundos. Com o console híbrido temos a opção da tela de toque, a portabilidade, controles tradicionais e a opção de ligá-lo diretamente na TV.

Considerando a natureza do jogo, isso facilita bastante os momentos variados de quando você quer apenas aproveitá-lo em partidas curtas e de quando quer realmente explorar e desvendar seus puzzles. Mesmo que o Switch não seja sua plataforma de escolha, vale a pena dar uma chance ao game, esteja você retornando aos jogos de aventura ou simplesmente tenha vontade de experimentar um pela primeira vez. Thimbleweed Park é um ótimo ponto de encontro para os dois tipos de jogadores.

 

Thimbleweed Park – Nota: 4/5

Desenvolvedora: Terrible Toybox
Plataformas: Nintendo Switch, PS4, Xbox One, Steam, Android, iOS
Plataforma utilizada na análise: Nintendo Switch
Produto cedido para análise: Sim

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