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Críticas Games

Ajude Rico a derrubar um ditador em Just Cause 3

Ainda hoje lembro do meu primeiro contato com a série Just Cause: havia pegado emprestado o primeiro jogo com um amigo meu (juntamente com seu PS2) e, ao ligá-lo, podia jurar ter visto o ator Antonio Banderas atuando como Rico, o protagonista.

Pra mim, fazia total sentido ser o ator; afinal, havia acabado de jogar Onimusha 3, então estava confiante de que existiam mais jogos com atores famosos interpretando personagens. Foi apenas no segundo título da série que percebi que não, Banderas não era Rico, e o personagem não tinha nada a ver com o ator. No final não fez diferença, já que o jogo em si se consagrou em minha mente graças ao paraquedas infinitos, as devastações possíveis e inúmeros outros fatores que comentarei no decorrer dessa análise.

Mais um governo para derrubar

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Rico Rodrigues está voltando para sua terra natal, mas as coisas não estão exatamente uma maravilha por lá. A ditadura militar tomou conta de seu país e cabe a Rico salvar sua população da tirania do governante General Di Ravello. Com uma narrativa simples, o jogo apresenta a trama como acontece com os outros dois games da série, e já faz com que você inicie sua jogatina no meio de explosões e trocas de tiros, usando toda a ação como tutorial para explicar os comandos e aos poucos diminuindo a sensação de ser um cego no meio do tiroteio.

Sendo um jogo de mundo aberto, Just Cause 3 permite que você explore todas as partes do mundo sem precisar avançar muito na história. É claro que as áreas mais distantes normalmente são as mais perigosas, e com um equipamento inicial e pouco level fica difícil sobreviver nessas outras regiões do mapa por muito tempo. Independente disso, destruir as bases, carros e o exército do ditador em geral é empolgante e, caso as coisas fiquem tensas, você sempre pode contar com seu paraquedas para uma fuga rápida.

Do primeiro ao terceiro

Joguei pouco do primeiro Just Cause, vindo a me aventurar um pouco mais somente no segundo game. Nunca chegueia fechá-los, e neste terceiro acabei gastando mais horas me divertindo pelo mapa do que me aventurando pela história (ah, esses jogos e seus mundos abertos cheios de possibilidades…). O ponto principal dos três jogos é basicamente a destruição em massa das bases dos antagonistas, visando reduzir sua influência e poder no país. Mas para dar conta de tanta ação é preciso ter um equipamento de primeiro, e em Just Cause Rico pode sempre contar com seu famoso paraquedas.

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Em Just Cause 3, é possível utilizar o paraquedas em todas as situações: você está dirigindo um carro e quer sair voando dali o mais rápido possível? Manda bala, basta abrir o paraquedas! Está pulando de um penhasco e quer seguir um determinado caminho? Cai dentro, basta usar o gancho para ser puxado para o outro lado e ter velocidade o suficiente para, adivinha só, abrir o paraquedas!

É claro que não há explicação lógica pra abrir tantas vezes o paraquedas, seria muito chato ter que enrolar o equipamento e guardá-lo na mochila sempre que ele fosse utilizado para logo em seguida abrí-lo novamente. Mas é só suspender um pouco a descrença e pronto, tá tudo lindo. Uma dica para os fanáticos em plantão: utilize o paraquedas para ganhar altura e troque para sua wingsuit para conseguir velocidade; vá alternando entre os dois e voilà, você está voando infinitamente pelo mapa! ;)

Rico ainda conta com um diversificado arsenal e vários veículos que o auxiliam durante sua jornada. Pistolas, bazucas, metralhadoras e granadas são apenas alguns exemplos de armas disponíveis no game, e a variedade de armamentos à sua disposição é realmente enorme. E o mesmo vale para os veículos: durante minha jogatina, pilotei aviões, vários tipos diferentes de helicópteros, carros (desde veículos de passeio até os esportivos de luxo) e até mesmo um carro de Formula 1! E por falar em veículos…

Ampliando sua garagem

Just Cause 3 permite coletar os veículos que você encontra no caminho, possibilitando que os rebeldes os repliquem quando você pedir um veículo novo para o suporte. Desde barcos, motocicletas, helicópteros e carros, os veículos recebem personalizações como turbos, por exemplo, e vêm mais poderosos que aquele padrão que você enviou anteriormente. Coletar veículos é uma ótima pedida para quem quer utilizar a imensa variedade de automóveis disponíveis no game.

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Porém, infelizmente nem todos os veículos ficarão disponíveis dessa maneira. Tanques de guerra ou outros tipos de transportes de artilharia mais pesada só ficarão disponíveis depois que você adquirir as blueprints espalhadas pelo imenso mapa, então fique de olhos bem abertos para adquirí-las e entregar ainda mais poder nas mãos dos rebeldes.

Destrua [quase] tudo que vir pela frente

Como dito anteriormente, o jogo oferece uma gama imensa de ações de destruição e é esse seu objetivo principal no jogo: reduzir ao máximo a influência do governante em sua terra natal e dar um fim à sua ditadura. Para isso, é preciso visitar as cidades espalhadas pelo mapa e destruir estátuas do ditador, megafones espalhados replicando a palavra do governador, cartazes, bases policiais representando a força da repressão e muito mais. É preciso causar o máximo de destruição para instaurar o caos e libertar a cidade das garras do tirano General Di Ravello.

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É claro que a ilha não é composta apenas por cidades, e bases militares também são parte do seu objetivo. Você deve visitar esses lugares e destruir antenas, fontes de energias, geradores e armazéns de combustível, e tudo o que for inflamável e possível de explodir entra na sua lista de objetivos. Quanto maior o estrago realizado, maior o caos e mais atenção você chama do vilão.

Caos em todo lugar

Just Cause 3 é um jogo que me divertiu bastante. Aproveite todas as possibilidades, ignore a seriedade e as leis de física e você gastará um bom tempo se aventurando com Rico. Porém, como nem tudo é perfeito, apesar de todas as explosões capazes de deixar fanáticos por filmes de ação com tremedeiras, o enredo do jogo não acompanha a qualidade da ação, parecendo bem inferior. A grande maioria dos personagens não são nada memoráveis, e dificilmente eu realmente me importava em saber o que estava rolando na história.

Talvez o foco do jogo não seja mesmo em se aprofundar na trama e nem em fazer algo muito elaborado, usando a rasa história como alavanca para impulsionar toda a ação e o caos que é possível criar no local. Afinal, nenhum dos jogos da série tem uma trama tão elaborada, então é até natural que Just Cause 3 siga esse mesmo caminho.

Se pra você a história nem sempre é tão importante e não existe nada melhor do que boas sequências de ação, cai dentro que esse jogo vai lhe render horas e horas de diversão. Vai por mim, é diversão despreocupada garantida!

Just Cause 3 — Nota 3/5

Produtoras: Avalanche Studios e Square Enix
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4

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