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Hyrule Warriors é uma incrível viagem pela história de Zelda

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Quando Hyrule Warriors foi anunciado, vários fãs de The Legend of Zelda torceram o nariz, e não por acaso. No posto de uma das franquias mais bem sucedidas de todos os tempos, a série sempre manteve diversas tradições intocadas, além de estabelecer um alto padrão de qualidade que permeia todos os jogos.

Entretanto, o crossover entre a franquias Dinasty Warriors e The Legend of Zelda foi se tornando cada vez mais atrativo com o tempo, seja por seu aparente alto nível de polimento ou por parecer um excelente fan service para fãs de uma franquia que nunca recebeu algo parecido. E não é que o jogo é bom mesmo?

Guerra em Hyrule

Apesar de não fazer parta da linha do tempo oficial da franquia Zelda, Hyrule Warriors possui um enredo bem divertido e que faz referências a diversos jogos icônicos da série. Desta vez Hyrule começa a ter a sua paz ameaçada quando Cia, feiticeira responsável por manter a ordem do mundo e cuidar da Triforce, decide atacar Hyrule e conseguir o artefato para ela. É claro que ninguém se torna mau de um dia para o outro e há algo por trás de toda a fúria da feiticeira, e Link deverá descobrir o que está por detrás da mudança repentina de Cia.

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Mas não pense que essa tarefa é das mais fáceis. Para desestabilizar completamente o reino de Hyrule, a bruxa abriu portais que levam a épocas distintas do reino (Ocarina of Time, Skyward Sword e Twilight Princess), e Link e seus parceiros deverão viajar no tempo para impedir que a desgraça caia sobre o reino. Não parece muito diferente de outros jogos da franquia, não é? Mas as semelhanças param por aí!

O time dos sonhos!

Ao contrário do que estamos acostumados, em Hyrule Warriors é possível controlar diversos personagens além do próprio Link. Sheik, Zelda, Impa e a estreante Lana são as primeiras a dar as caras, mas não demora muito para que você possa controlar Darunia, Ruto, Midna e até mesmo Ganondorf!

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Cada um dos personagens possui diversas armas que mudam completamente a jogabilidade do título, que se assemelha muito à da franquia Dinasty Warriors, em que o jogador deve conquistar territórios batalhando contra centenas de inimigos.

Além disso, é possível subir de nível e aprender novos combos e habilidades que tornam tudo ainda mais divertido. Hyrule Warriors é o Zelda com mais elementos de RPG já lançado na história, e isso é muito bom, podendo servir até de lição para os próximos jogos da franquia.

Pensar é preciso

Mas não pense que o jogo propõe um estilo de jogo que não demanda que o jogador use a cabeça. Apesar dos inimigos não representarem uma grande ameaça e do jogo ser relativamente fácil na maior parte do tempo, o jogador precisa elaborar estratégias rápidas para conseguir cumprir as missões que surgem na tela a todo instante.

Hyrule-Warriors-1

Antes do início de cada fase, o jogador tem a chance de inspecionar o mapa da batalha para pensar como irá avançar para conquistar os territórios inimigos. Cada território conquistado faz com que o jogador tenha mais domínio sobre a batalha e mais soldados lutando ao seu lado.

Para vencer uma batalha, é necessário cumprir missões que vão desde ocupar todos os territórios até derrotar um inimigo específico. Nem sempre é necessário capturar todos os espaços inimigos, mas, caso o jogador decida fazê-lo, será recompensado com espólios, novas armas e até pedaços de coração.

Hyrule-Warriors-231

Aliás, as fases são cheias de elementos tradicionais da série, como vasos que contém itens, pedras que escondem baús e até Gold Skulltulas que, desta vez, presenteiam os jogadores com peças que formam lindas artworks do jogo.

Infelizmente nem tudo são flores, e a quantidade de elementos na tela pode, muitas vezes, confundir os jogadores. As missões mudam toda hora, e chegam a confundir. Afinal, o que devemos fazer quando três missões completamente diferentes surgem na tela quase que simultaneamente? É um problema que incomoda bastante nas primeiras horas de jogo, mas que vai se tornando suportável conforme o jogador se acostuma com o ritmo das batalhas.

Conteúdo para meses

A campanha de Hyrule Warriors não chega a ser muito longa e dura cerca de sete horas de jogo, mas a enorme quantidade de colecionáveis faz com que você queira retornar para explorar cada nicho dos vastos campos de batalha visitados no jogo.

hyrule-warriors-lana-agitha

Para quem conseguir fazer tudo o que a campanha tem a oferecer, ainda há o modo Adventure, outra campanha (muito maior do que a principal) em que o jogador deve explorar cada um dos quadrantes da Hyrule de The Legend of Zelda (NES) em busca de itens enquanto completa desafios específicos com a jogabilidade da série Warriors.

Cada um dos quadrantes oferece um desafio diferente, que pode ser desde derrotar um certo número de inimigos até vencer uma batalha com um personagem específico. O modo destrava novas armas, itens e personagens que podem ser utilizados na campanha principal ou no Free Mode, que permite que o jogador revisite as fases com qualquer personagem.

hyrule-warriors

Para os que ainda acham que não é o bastante, a Nintendo e a Team Ninja ainda prepararam um belíssimo Season Pass que oferece conteúdos mensais para o jogo. E se engana quem pensa que são apenas algumas roupinhas novas: os DLCs oferecem personagens completamente novos, novas missões no modo campanha e até mesmo um segundo mapa no modo Adventure que foi intitulado como Master Quest. E isso é apenas a ponta do iceberg, já que nem todo o conteúdo dos packs já foi revelado.

Problemas de performance

Além de extremamente divertido, Hyrule Warriors possui gráficos belíssimos e uma trilha sonora capaz de emocionar qualquer um que já se aventurou pelos vastos campos (ou mares) de Hyrule. A história é contada por uma narradora entre as fases e por algumas lindíssimas CGs que mostram como um Zelda em HD deve ser.

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É uma pena que a performance do jogo não seja das melhores devido à enorme quantidade de elementos na tela durante as batalhas. Quedas na taxa de quadros por segundo são normais, principalmente no modo multiplayer cooperativo, no qual um jogador joga pela TV e outro pelo Gamepad.

Como se não bastasse, o jogo não é rápido o bastante para identificar o que o jogador conquistou durante as batalhas. Diversas vezes me deparei com missões que eu já havia cumprido sendo anunciadas como se eu não tivesse feito nada. Bem estranho.

Uma homenagem de peso

Hyrule Warriors pode não ser perfeito, mas a ideia é tão boa que é impossível que fãs de Zelda torçam o nariz após cinco minutos de jogatina. Com um elenco incrível de personagens, homenagens incríveis acontecendo a todo instante e encontros memoráveis, o jogo é um incrível fan service que usa de maneira impecável todo o legado de uma das séries mais adoradas de todos os tempos.

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Para você que está com o Wii U coberto de poeira desde Mario Kart 8, não há hora melhor para carregar seu GamePad e lembrar por que a Nintendo é tão única!

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Hyrule Warriors – Nota 4/5

Desenvolvedora: Omega Force/Team Ninja

Plataformas: Wii U

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Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

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The Elder Scrolls Online: Scalebreaker é desafiador na medida certa

Dando continuidade à “Season of the Dragon”, pacote de DLC com duas dungeons inéditas acrescenta boas horas de desafio ao MMORPG.

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The Elder Scrolls Online tem chamado bastante atenção para si em 2019. O MMORPG da Bethesda em parceria com a Zenimax Studios tem recebido diversas atualizações e conteúdos adicionais que giram em torno de uma mesma narrativa: o retorno dos dragões à Tamriel. Em agosto, recebemos o segundo DLC que dá continuidade à saga “Season of the Dragon” com duas dungeons inéditas. Senhoras e senhores, está entre nós The Elder Scrolls Online: Scalebreaker.


Veja também:


Scalebreaker segue a narrativa iniciada com o DLC Wrathstone em Março, seguido da expansão Elsweyr em junho, que apresenta o retorno dos dragões ao mundo de Tamriel e as consequências disso. No novo DLC, estão presentes duas novas dungeons: Moongrave Fane e Lair of Maaserlok. Além de novos itens e e conteúdos exclusivos. Mas vamos falar com calma de tudo isso nessa matéria completa.

A Sepultura da Lua

Se The Elder Scrolls Online é bom em alguma coisa, isso é contar histórias. A Zenimax consegue um trabalho estupendo imaginando as mais controversas situações que acontecem por trás de uma história aparentemente simples, direta e superficial. O enredo por trás da dungeon Moongrave Fane é um bom exemplo disso. Nela você enfrentará vampiros do clã Hollowfang que aprisionaram um dragão para tentar drenar sua vida.

Logicamente isso não será uma tarefa simples. Mas só pelo enredo já nos passa uma quebra gostosa de enredo do que normalmente temos visto até então nos conteúdos da “Temporada dos Dragões”. Assim, a dungeon nos leva até às profundezas das ruínas de um templo Khajiiti abandonado, onde o clã Hollowfang conseguiu subjugar um dragão e agora o mantém como prisioneiro. A surpresa aqui vem de um ex-membro da Guarda do Dragão que ajuda o clã de vampiros numa tentativa de sugar a vida do ser dracônico.

Mas chegar até o dragão capturado e os líderes dos vampiros é uma tarefa, no mínimo, árdua. E é aí que temos um dos maiores pontos positivos dessa dungeon: seu nível de desafio. Isso porque, além dos já esperados vampiros e outras monstruosidades defensoras do tempo, Moongrave Fane também apresenta um novo recurso para puzzles: rochas cúbicas deslizantes.

Porém, ao contrário do que a maioria pode pensar, os cubos gigantes não são feitos apenas para abrir e fechar portas durante a exploração da masmorra. Na verdade, boa parte dos bosses dessa masmorra utilizam alguma mecânica que envolve usos criativos desses blocos, o que dá mais dinamicidade e um ar de criatividade para às lutas. Fugindo um pouco do tradicional “apertar vários botões” para realmente pensar sobre o que estamos enfrentando.

Por fim, temos uma luta final contra o próprio Grundwulf, ao lado do dragão caído, muito criativa. Claro que este texto é livre de spoilers, mas saibam que o embate faz juz ao cuidado que a Zenimax possui em fazer com que o jogador vivencie de fato a história que está sendo contada ali, o que é excelente.

O Covil de Maarselok

Como falamos no início do texto, Moongrave Fane não é a única dungeon presente no conteúdo adicional de Scalebreaker. Assim, chegamos na dungeon que podemos considerar como o “carro-chefe” do DLC: Lair of Maaserlok. No enredo desta missão, um grande dragão acordou e os defensores de Grahtwood lutam para impedir que a estranha corrupção que emana da criatura ameace suas terras.

O interessante é que o despertar de Maaserlok foi diretamente influenciado pela libertação dos dragões dos Salões do Colosso, evento que deu início à saga do chapter Elsweyr. Aqui, o dragão corrompido desperta nas profundezas das montanhas da fronteira leste de Grahtwood. Com fome e vingança, a terrível fera destruiu a selva das redondezas e sua corrupção ameaça uma das raízes da Elden Tree.

Não conseguindo lidar com o monstro por conta própria, os Elfos da Floresta procuraram aliados para resolver o problema da corrupção e, quem sabe, terminar de uma vez com as ameaças do poderoso dragão. O design dessa masmorra é bem interessante e belo, mostrando um mundo natural em decomposição por influência do dragão corrompido. Inclusive ela faz parte de uma das principais mecâniccas da dungeon, que mantém os jogadores em constante alerta.

Assim, o principal adversário na progressão da masmorra é a própria corrupção de Maarelok, que afeta animais, plantas e o terreno em si, criando desafios surpreendentes em alguns momentos da jogatina. Entretanto, uma outra expedição de aventureiros que foi para lá antes da sua também fora corrompida e, para libertá-la, será preciso enfrentar todos os membros da equipe, o que pode se mostrar uma tarefa desafiadora.

O próprio Maarselok funciona como um boss dividido em três embates diferentes. Você não enfrentará e vencerá ele em apenas uma luta. Na verdade, por boa parte da jogatina dessa dungeon você precisa persegui-lo. Isso é interessante pois quebra o ritmo tradicional da maioria das dungeons do jogo, com o boss final aparecendo literalmente na última parte da masmorra. Entretanto, isso também deixou a narrativa da dungeon um pouco mais arrastada, o que pode desagradar alguns.

Conteúdo simples, mas de primeira

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker vem para continuar a narrativa do retorno dos dragões à Tamriel, mas também ajuda com uma quebra de narrativa gratificante para a história. Não são simplesmente os mesmos dragões de Elsweyr que estão em situações específicas em Scalebreaker. Na verdade, aqui vemos algumas nuâncias das consequências do que aconteceu em Elsweyr, o que enriquece bastante a história.

Em termos práticos, as dungeons tem seu quê de criatividade e inovação, ao mesmo tempo que apresentam sets de armaduras inéditos e um nível de desafio gratificante. Nada tão punitivo como o que já ocorreu em outras dungeons do jogo, mas também nada didático demais que não obrigue os jogadores a pensarem estratégias bem boladas para superar os desafios.

Muitas vezes, o que pode atrapalhar bastante é a própria visibilidade de algumas lutas. Já que muitos inimigos, tanto em Moongrave Fane como em Lair of Maarselok possuem habilidades em área que literalmente segam o jogador durante os combates. Mas tudo se encaixa muito bem num conteúdo extra opcional de ótima qualidade e que dá um gostinho a mais da história por trás do retorno dos dragões e, principalmente, do retorno da Guarda do Dragão.

The Elder Scrolls Online: Scalebreaker
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Criatividade
  • Mecânicas inéditas
  • Nível de desafio
  • Narrativa
Contras
  • Visibilidade
  • Ritmo
Avaliação
The Elder Scrolls Online: Scalebreaker continua com proeza a narrativa da Temporada do Dragão. Com duas dungeons bem desafiadoras e cheias de mecânicas criativas, o pacote de DLC consegue oxigenar a narrativa do retorno dos dragões com um conteúdo curto de ótima qualidade.
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No Man’s Sky Beyond é uma experiência estonteante de exploração espacial

A nova atualização do jogo da Hello Games traz conteúdos incríveis, incluindo modo online digno, melhorias na construção de bases e opção de realidade virtual.

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No Man’s Sky  teve inúmeras polêmicas ao seu redor após seu controverso lançamento lá em 2016. Sendo considerado o pior jogo de 2016, o game conseguiu em 2018, uma indicação para “melhor jogo de conteúdo contínuo” no The Game Awards 2018. Agora, com No Man’s Sky Beyond, a mais nova atualização do título, temos mais melhorias ainda e quase que uma reformulação total do jogo da Hello Games, que finalmente cumpriu todas as “falsas promessas” feitas lá em 2016.


Veja também:


Mas antes de falarmos propriamente das mudanças que Beyond trouxe, é importante ressaltar que essa atualização gigantesca e gratuita do jogo de 2016 funciona praticamente como uma continuação das melhorias vistas na atualização de 2018, chamada de No Man’s Sky Next. Para início de conversa, todo o conteúdo inicial do jogo foi reformulado, acrescentando novos e melhores tutoriais de início, além de acréscimos gratificantes aos recursos de construção de bases.

Claro que não é só disso que se trata Beyond, já que temos também um sistema online muito bom, a possibilidade de jogar todo o jogo em realidade virtual, melhorias de interface excelentes e novas mecânicas de interação com criaturas. Junte a isso uma atenção aos detalhes sem igual e um suporte à comunidade de jogadores estupendo e temos aqui uma das grandes surpresas de 2019.

No Man’s Sky 2

Para começar, vamos falar aqui do grupo de melhorias e atenção aos detalhes que montam um terço dessa grande atualização que é No Man’s Sky Beyond. Não é novidade para quem acompanhou o jogo desde 2016 que a Hello Games não abandonou No Man’s Sky em nenhum momento, acrescentando o máximo de conteúdos que podia no decorrer dos últimos três anos. Assim, o que a empresa chamou de “No Man’s Sky 2.0” se trata de uma continuidade de todas essas melhorias, além do acréscimo de mais alguns conteúdos inéditos.

Entre essas melhorias, temos mudanças consideráveis no layout de muitos menus e inventários, otimizações de jogabilidade e agilidade de comandos, além de maiores adequações da curva de aprendizado do jogo. Tudo isso dá a No Man’s Sky Beyond uma sensação de polidez gratificante para velhos e novos jogadores. Desde elementos simples como a possibilidade de acumular um número bem maior de elementos por bloco de inventário até um menu de catálogo totalmente novo com mais de 300 novas receitas de itens a serem construídos.

Todas essas mudanças podem passar despercebidas por jogadores novatos em No Man’s Sky, mas são quase como um “abraço quentinho” para os jogadores mais antigos, que tinham várias críticas sobre a organização de inventários e velocidade dos menus do jogo, por exemplo. 

Muito mais o que fazer dentro dos planetas

Mas como não é só de melhorias que No Man’s Sky Beyond se trata, temos também um acréscimo muito bem vindo de novas mecânicas de jogo. Entre elas, recebemos uma atenção maior dessa vez em atividades para se fazer na superfície dos planetas que exploramos. Afinal, uma das maiores críticas ao jogo em 2016 era a monotonia e falta do que fazer nos planetas.

Agora, para início de conversa, temos novas formas de interações com a fauna dos planetas. Desde a primeira versão do game, nós só podíamos alimentar e catalogar as criaturas que descobríamos nos inúmeros planetas alienígenas que encontrávamos galáxia à fora. Agora podemos domar temporariamente essas criaturas, utilizando alimentos específicos; além da possibilidade de usá-los como montaria ou recolher itens específicos deles, como leite, carne, ovos e até mel!

Além dessa interação com a fauna e novas floras do jogo, temos algumas construções novas, como coletores automáticos que podem ser utilizados para a produção em larga escala de itens valiosos para a venda. Já é possível encontrar na internet relatos de jogadores que fazem bilhões de créditos por hora com produções desse tipo, o que é bem bacana para aumentar as possibilidades de produção que o jogo possui.

Sistema online bem interativo

Dando continuidade aos pilares de atualização do jogo, temos o que a Hello Games batizou de “No Man’s Sky Online“. A empresa incluiu em Beyond um sistema multiplayer finalmente digno. Claro que nunca foi o objetivo da desenvolvedora fazer de No Man’s Sky um MMORPG ou algo do tipo, por isso, é importante deixar claro que o sistema online do jogo é opcional e complementar à experiência de exploração espacial proposta.

Esse sistema é personificado através da base Nexus, que é uma versão melhorada e muito maior da antiga Anomalia Espacial de No Man’s Sky Next. A base Nexus de Beyond pode ser invocada pelos jogadores tal qual uma nave cargueira, funcionando como uma estação espacial móvel onde, ao invés de NPCs, temos outros jogadores presentes.

Essa estação espacial funciona como um lobby online móvel que permite que qualquer jogador em qualquer local da galáxia possa acessá-la rapidamente sem problemas. O espaço do Nexus foi feito para jogadores interagirem entre si, com a possibilidade de ver a nave dos demais jogadores presentes, interagir com eles por voz ou gestos, além de poder utilizar um portal da estação que permite visitar o planeta base de qualquer jogador que esteja online no momento.

Além disso, temos também a possibilidade de fazer missões em equipes de até quatro jogadores, que incluem tarefas comumente atribuídas em missões de guildas nas estações espaciais tradicionais, como conseguir um determinado item ou caçar piratas espaciais, mas tudo com um nível de dificuldade mais elevado, o que torna o desafio em equipe bem divertido. Em conjunto a essas missões temos outras, como construir bases subaquáticas em equipe e recuperar fósseis, variando um pouco o que já tínhamos.

Por fim, temos também vários comerciantes novos à disposição nesta estação. Melhorias envolvendo veículos terrestres, naves, engramas de construção de base, melhorias de traje e da sua multiferramenta estão presentes aqui; assim como os NPCs Nada e Apolo, já conhecidos do modo história do game. Mas de tudo o que envolve este sistema online, o que mais agrada é a sua simplicidade. É possível invocar a base Nexus, entrar no lobby online, começar e terminar uma missão e voltar para o seu próprio jogo offline sem telas de loading demoradas ou tentativas de conexão problemáticas. Tudo flui como se fosse parte realmente daquele mundo interativo.

Um novo jogo na realidade virtual

Agora chegou a hora de falar do último dos três pilares que formam a gigantesca atualização Beyond de No Man’s Sky. Esse daqui foi batizado pela Hello Games como “No Man’s Sky VR” e poderia muito bem ser um jogo totalmente a parte do jogo base que já mereceria uma análise própria. Afinal, Borderlands 2 VR e Skyrim VR são dois exemplos óbvios desse movimento. Isso porque a atualização Beyond trouxe, para PC e PS4, um modo de jogo em realidade virtual que permite jogar todo o conteúdo de No Man’s Sky com a tecnologia de imersão.

Isso conta tanto para novos jogos como para quem quiser simplesmente continuar seu jogo salvo em uma nova perspectiva. Cansou de usar os pesados óculos de realidade virtual do PC ou PS4? Basta reiniciar o jogo no modo tradicional e continuar jogando sem problema algum. A versatilidade deste modo, assim como as suas mecânicas muito bem construídas, lembra bastante o que foi feito em Resident Evil 7 e deveria servir de exemplo para outras empresas que incluem modos de jogo em realidade virtual bem limitados e inúteis em seus jogos tradicionais.

O modo em RV está disponível para PlayStation VR, HTC Vive, Oculus e Valve Index. Não é exagero dizer que praticamente toda a jogabilidade do título, incluindo seus controles e layouts foram modificados e repensados de modo exclusivo para a versão em RV de No Man’s Sky. O resultado é uma experiência estonteante e altamente imersiva. É impossível não esboçar nenhuma reação, por exemplo, quando você sai da atmosfera do planeta pela primeira vez com essa tecnologia.

Os controles de movimento que o jogo pede no modo de VR auxiliam bastante nessa imersão, mas podem ser um desafio para os menos habituados. Isso porque alguns elementos como movimentação, uso da multiferramenta e o controle das naves e veículos ficaram bem complexos, mesmo que altamente imersivos. Ao mesmo tempo, é muito mais natural mexer nos inventários e menus usando os dedos ao invés do analógico do controle tradicional ou o mouse, no caso do PC.

Mas é importante ressaltar que estes controles obrigam o jogador a sair da zona de conforto muitas vezes. Participar de batalhas espaciais pode se tornar bastante desafiador neste modo, mesmo com sua nave já sendo poderosa e bem equipada. Logicamente, aquelas pessoas que já estão habituadas à realidade virtual podem se acostumar bem mais rápido com estes controles.

Mas toda a complexidade, saída da zona de conforto e compreensíveis downgrades que o jogo possui neste modo não são nada comparados à imersão e liberdade que o jogo lhe dá. Os comandos simples como ativar o scanner ou sacar sua multiferramentas se tornam muito mais divertidos de serem feitos em realidade virtual, com movimentos físicos bem marcados. Ao mesmo tempo, dirigir veículos ou pilotar naves espaciais são experiências deliciosas e, ao mesmo tempo, estonteantes.

Nem tudo é perfeito, nem em RV

Entretanto, mesmo que a imersão do modo em RV de No Man’s Sky Beyond seja incrível, é preciso ressaltar que ela não é perfeita. Um dos principais problemas que pode incomodar bastante tanto os jogadores tradicionais de No Man’s Sky como os tradicionais de RV são os visuais bem mais serrilhados e embaçados do game.

Porém, essa técnica já é conhecida de outros jogos já citados aqui, como Skyrim, Borderlands 2 e até o próprio Resident Evil 7, que, priorizando uma taxa de frames mais alta, desfocam a imagem do jogo para garantir melhor processamento. Em um jogo com praticamente nenhuma tela de carregamento e um universo procedural imenso, é compreensível a presença deste serrilhado no modo RV, mesmo que incomode um pouco.

São notadas também a presença de alguns bugs a mais no modo RV que não estão presentes no modo de jogo tradicional. É visível que o carregamento do jogo fica bem mais pesado neste modo, atrapalhando, por exemplo, que partes específicas das bases surjam de uma vez, ficando invisíveis ou até mesmo sumindo permanetemente, o que é um problemão.

Além disso, mesmo que os menus sejam muito confortáveis e instintivos de serem utilizados em RV, algumas vezes as letras podem aparecer pequenas demais. Sendo necessário assim que o jogador se aproxima mais com a cabeça para enxergá-las. Ao mesmo tempo, sempre existe o risco de cinetose (enjoo de movimento) em jogos deste tipo. No caso de No Man’s Sky, naves e veículos muito rápidos podem ser grandes gatilhos para esses enjoos, mas nada fora do normal.

A redenção da Hello Games

A história de No Man’s Sky e da própria Hello Games é muito controversa e cheia de polêmicas. É fato que a desenvolvedora cometeu inúmeros erros em seu passado, principalmente no que tange à publicidade do jogo no período anterior ao seu lançamento. Entretanto, desde o lançamento de No Man’s Sky Next, a empresa começou a mudar a opinião pública a seu respeito e, principalmente, a respeito de seu primeiro jogo. Isso graças à sua postura de humildade em assumir erros e comprometimento árduo em consertá-los.

Assim chegamos à experiência de No Man’s Sky Beyond que ultrapassa as barreiras do que fora prometido anteriormente ao jogo e nos entrega inclusive muitos elementos que nem se quer haviam sido cogitados. Todo esse suporte da Hello Games culminou em uma maravilhosa experiência de exploração espacial que, agora, está entre as melhores dos atuais jogos do gênero.

Felizmente a Hello Games já confirmou que essa está longe de ser a última atualização de No Man’s Sky, então nos resta aguardar o que mais está por vir neste imenso e cada vez mais cheio universo de conteúdos.

No Man's Sky Beyond
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Controles e menus
  • Mecânicas de base
  • Missões online
  • Árvore de melhorias
  • Interação online
  • Realidade virtual
  • Gráficos
Contras
  • Processamento
  • Bugs
  • Desfoque em RV
  • Taxa de frames
Avaliação
Sendo uma atualização de continuação do que No Man's Sky Next fez em 2018, No Man's Sky Beyond surpreende bastante pela quantidade de mecânicas novas e melhorias. Com melhor design de menus, respostas mais rápidas, realidade virtual de primeira e sistema online divertido e simples; os poucos defeitos de processamento são compensados com folga.
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Anime

The Rising of the Shield Hero foi competente e esquecível

Descartável e genérico, mas ocasionalmente bem divertido

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The Rising of the Shield Hero (ou Tate no Yūsha no Nariagari (たて勇者ゆうしゃがり), é mais um isekai, possivelmente o gênero mais popular entre os animes da atualidade. Você sabe, aquela velha fórmula de “pessoa comum acorda magicamente em um novo mundo com ares de RPG, onde precisa abraçar sua nova identidade de herói”. Se você odeia animes assim, Shield Hero não faz absolutamente nada capaz de mudar sua opinião. Agora, se você ama isekais, ele é uma ótima pedida, com todos os episódios já disponíveis para streaming na Crunchyroll nacional.


Veja também:


Começo controverso

Logo de cara, o que mais chamou atenção no anime foram suas polêmicas e controvérsias. Seu primeiro arco é bem dark (uma decisão curiosa, considerando que do quinto episódio em diante ele fica levinho), com tramas sobre falsas acusações de abuso sexual e posse de escravos. Naturalmente a internet caiu no bait e tratou de problematizar a narrativa por todos os cantos. Particularmente, não me incomodei com isso, porque só fico incomodado quando vilões e manipuladores são premiados por suas atitudes na mensagem da trama, mas talvez seja melhor pular Shield Hero caso você seja sensível demais a esses temas.

Nosso canal parceiro Aquele Cara fez uma análise sobre as polêmicas do anime The Rising of the Shield Hero

Na trama seguimos a jornada de Naofumi, o tal Shield Hero. O Herói do Escudo precisa se dar bem com os outros três heróis que foram summonados ao mundo de RPG, mas logo de cara fica evidente que tanto os outros heróis como os governantes e povo de Melromarc não vão muito com a cara de Naofumi, que vira um pária social. O que vemos, então, é uma trama sobre conquistar respeito e tentar encontrar motivos para lutar por um reino que claramente o odeia. E isso acontece através da fofíssima e badass Raphtalia, a demihumana que se torna a Espada de Naofumi. O relacionamento entre os dois é bem trabalhado e é fácil ter empatia pelo casal.

Ainda bem que esse é o caso, pois Shield Hero só funciona e é minimamente assistível justamente porque o casal principal tem química o bastante. Não consegui gostar dos outros coadjuvantes, nem a pequena Filo (uma garotinha que, na verdade, é uma gigantesca guerreira pássaro) e muito menos da Melty (outra jovem heroína, filha da rainha com poderes mágicos), que fecham a party principal do herói. Assim como elas são chatinhas, os outros heróis também se prestam apenas a fazer um antagonismo muito raso e gratuito, então é difícil ter apego a eles na maior parte do tempo. Isso faz com que Shield Hero funcione melhor em seus pequenos “casos da semana”, quando Naofumi e Raphtalia precisam ajudar algum vilarejo em apuros.

Raphtalia carrega o anime

Meu arco favorito, e um dos poucos momentos em que os stakes emocionais funcionam com boa intensidade, é justamente quando Raphtalia retorna à sua terra natal, devastada pelos inimigos, e reecontra amigos de infância ainda sofrendo abusos. O embate entre Raphtalia e seu abusador é sem dúvidas a melhor batalha da série, porque é a única em que há fatores emocionais dignos dando peso à trama. No resto do tempo, Shield Hero cria seus clímaxes em torno de invasões de Ondas de inimigos, que os Heróis foram invocados para confrontar.

The Rising of the Shield Hero Crítica Temporada 1

The Rising of the Shield Hero Crítica Temporada 1

As ondas não possuem chefes carismáticos nem motivações maiores, então parecem mais uma obrigação burocrática para encher linguiça do que qualquer coisa, servindo apenas para demonstrar ainda mais a inaptidão dos outros heróis. É engraçado que o duelo contra um papa corrupto, feito fora das Ondas, seja muito mais empolgante e difícil para os protagonistas do que as Ondas, que deveriam ser o que realmente importa no mundo que foi estabelecido. 24 episódios talvez tenha sido um pouco demais também, e a reta final do anime sofre com um pouco de gordura desnecessária, enrolação, e o obrigatório episódio praiano cheio de fanservice. Mas, como a história já tinha dado tudo que tinha para dar, não vou negar que foi legal ver a Raphtalia de biquini e em aventuras engraçadas, como quando ela fica bêbada e aceita uma queda de braço contra um soldado mala.

Tudo termina com mais um ataque de Onda, mas a trama toda já tinha sido resolvida muito antes disso, quando Naofumi consegue, a muito custo, limpar seu nome no Reino. Pelo menos o último episódio entrega um final fechadinho e um bom desfecho para os principais personagens, então até que dá para relevar. Até porque a animação é consistentemente boa, com bom valor de produção, e isso ajuda as lutas a divertir, mesmo com uma trama meio sem sal regendo os conflitos. No fim das contas, para a despretensão de The Rising of Shield Hero, até que o saldo final é positivo o bastante para valer uma recomendação apenas — e tão somente — aos fãs de isekais sedentos por ação.

The Rising of the Shield Hero Temporada 1
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Bem animado
  • Fofura da Raphtalia
Contras
  • Muita barriga
  • Personagens rasos
  • Anticlimático
Avaliação
The Rising of the Shield Hero é um competente isekai que não pretende reiventar a roda. Sem medo de mexer em temas espinhosos, sua trama apresenta algumas cenas e temas bem pesados mas, no geral, é centrada na ação e comédia. É uma pena que quase todos os seus personagens sejam tão rasos, clichê e mal trabalhados. Ao menos a fofura da Raphtalia compensa tudo <3
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