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Cinema Críticas

Crítica: Epa! Cadê o Noé? é uma pedida razoável para as crianças

Eu tenho que admitir: fiquei chateado quando descobri que o filme do Snoopy não estava mais em cartaz no que cinema que eu fui. Como meu psicológico ainda não estava preparado para O Regresso, acabei escolhendo ficar com a animação Epa! Cadê o Noé? (Oops… Noah is Gone…, no original), lançada esse ano no Brasil, mas que já está sendo vista pelo mundo desde 2015. Sinceramente? Eu não esperava muito mais do que vi nessa nova versão da famosa passagem bíblica da Arca de Noé, que pode ser uma pedida interessante para as crianças.

Fique tranquilo. Não contaremos nada da história que você não possa ler na sinopse do filme; ou seja, sem spoilers!

Todos os animais do mundo

Estamos, mais uma vez, vendo uma das histórias mais clássicas da Bíblia: o grande dilúvio. Só que, diferente do controverso Noé (2014), a trama é bem mais leve e o foco fica nos animais que estão entrando na arca. Tudo gira em torno de Dave e seu filho Finny , duas espécies esquecidas de… Nestrians, espécie fictícia criada para o filme, toda colorida, com uma tromba e uma ótima construtora de casas.

Eles não foram convocados para entrarem na Arca e a história conta os problemas deles para sobreviver ao dilúvio, juntamente com Hazel e Leah , duas Grymps, uma raça muito fofa que podia muito ser um Pokémon. Com os filhos separados de seus pais, cada dupla tem que superar seus próprios desafios, principalmente quando devem trabalhar juntos.

Na realidade, nada realmente impressiona durante as quase uma hora e meia que você vai ficar sentado no cinema. Do visual e da animação em si à condução da trama e a caracterização dos personagens, as coisas se desenvolvem de forma mediana. Quando você olha o todo, você tem um filme bem tranquilo, que pode arrancar alguns sorrisos, mesmo sendo previsível em muitas cenas. Como outros nesse estilo, ele sempre traz uma lição de moral por trás, aprendida pelos protagonistas: a amizade e o companheirismo devem sempre existir para vencer na vida.

99% infantil, mas aquele 1% tem referências

Parece que os diretores decidiram dar um pequeno presente para os pais e mães que levariam seus filhos para ver o filme, principalmente aqueles com um gosto mais nerd. Além da já esperada humanização do mundo animal, algumas referências são feitas aos videogames, que provavelmente farão você dizer baixinho: “ei, eu sei o que você fez!”. Tirando esses poucos pontos — são tão poucos que até ficam um pouco deslocados no contexto geral —, ele realmente não trará muita coisa para os adolescentes e adultos (como em Divertida Mente), tornando-o recomendável mesmo só para os baixinhos.

Aliás, eu queria realmente comentar algo sobre o final do filme. O clímax é, de certa forma, bem aproveitado, mas o que eles usam para resolver o grande problema da trama é bem decepcionante, chegando mesmo a ser um pouco bobo. Talvez seja uma coisa minha (e as crianças não vão sentir isso), mas, se for ao cinema, tire suas conclusões e deixe aqui nos comentários.


Sem muitas opções de filmes infantis nesses tempos (pelo menos, até o lançamento de Kung Fu Panda 3), Epa! Cadê o Noé? pode ser a saída para você acalmar os filhos, irmãos, sobrinhos e primos insistentes em ir ao cinema de qualquer jeito. Pense que poderia ser um dilúvio de Dora, A Aventureira ou Peppa Pig; pelo menos, você tem uma arca para se abrigar e, claro, ver as crianças felizes.

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