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Críticas Games

Adam Jensen está de volta para pôr ordem na casa em Deux Ex: Mankind Divided

Deux Ex: Mankind Divided é a sequência de Deus Ex: Human Revolution que todos estavam esperando. O game anteior foi quase um reboot da série, trazendo o protagonista Adam Jensen ainda “humano”, sem implantes, em uma luta contra uma organização maléfica e seus planos nefastos.

No novo game, você encarna novamente o habilidoso Adam Jensen, que tenta desfazer a bagunça que rolou em Human Revolution, quando o grupo Illuminati pôs em prática um plano que voltou os humanos “normais” contra os implantados, pessoas que receberam implantes cibernéticos que não só corrigem deficiências ou problemas de saúde.

Se você não jogou o Deus Ex: Human Revoution e tem medo de ficar começar agora e ficar perdido, nada tema. Mankind Divided traz um vídeo (totalmente opcional), com aproximadamente 12 minutos de duração, resumindo toda a trama do game anterior.

Apesar de ser um jogo “de tiro” em primeira pessoa, não se engane: Mankind Divided não é um FPS comum. A começar pelo fato de o jogo ser muito mais próximo de RPGs do que dos shooters em primeira pessoa. Sem contar que o jogo sempre te dá a opção de sair atirando ou, se quiser uma abordagem mais sorrateira, ir de uma ponta à outra da missão sem a necessidade de disparar sua arma, fazendo uso apenas da furtividade.

Independente da sua abordagem, não espere um jogo fácil. Deus Ex: Mankind Divided é um game desafiador do início ao fim, mesmo com todos os upgrades conseguidos ao longo da trama. Existe, porém, a possibilidade de regular o nível de dificuldade do jogo, já que nem todo mundo quer arrancar os cabelos de raiva ao morrer pela 18ª vez na mesma parte do jogo. Se o seu lance é só acompanhar a ótima história, dá pra mudar a dificuldade e curtir a trama se desenrolando.

A trama, amarradinha e emocionante, aliás, é um dos pontos altos de Mankind Divided. Cada cena te deixa sentado na ponta da cadeira, fazendo com que você queira avançar cada vez mais para receber mais informações e ver o desenrolar da história.

Houve uma preocupação da produtora em oferecer diferentes tipos de controles, com combinações de teclas específicas para diferentes tipos de jogadres. Os controles podem ser escolhidos entre um esquema semelhante ao de Human Revolution, ideal para quem se aventurou como Jensen na geração anterior; um para quem está habituado a jogar FPS, uma boa pedida para fãs de Call of Duty e Battlefield; e um próprio criado para Mankind Divided, visando oferecer uma experiência focada nesta aventura de Adam Jensen.

Algo que chama a atenção em Deus Ex: Mankind Divided são os gráficos, estupendos e belíssimos — principalmente se comparados com os do game anterior, lançado para as plataformas PlayStation 3, Xbox 360 e PC. O visual é realmente caprichado, e a trilha sonora também segue nessa mesma linha. O problema em Mankind Divided está em uma ação da produtora que, apesar da boa vontade, foi um tiro pela culatra: a dublagem do jogo para Português do Brasil infelizmente ficou muito ruim. Um jogo tão bom como esse merecia um trabalho de dublagem muito melhor, a exemplo de games como Uncharted 4 e Injustice: Gods Among Us. Mas é um problema que dá pra relevar numa boa.

Lançado em agosto de 2016, Deus Ex: Mankind Divided tem versões para PlayStation 4, Xbox One e PC.

 

Deus Ex: Mankind Divided – Nota: 4,5/5

Desenvolvimento: Eidos Montreal
Plataformas:PlayStation 4, Xbox One, PC
Plataforma utilizada na análise: Xbox One

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