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Críticas Games

Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados tem pancadaria e muita nostalgia

Faça elevar … o cosmo no seu coração. Todo o mal, combater, despertar o poder!” Duvido que você não tenha iniciado a leitura cantando a música tema de Os Cavaleiros do Zodíaco! Sou fã da série desde criança, quando estreou no Brasil pela Rede Manchete, e confesso que o desenho me empolga até hoje. Por isso fiquei bem animado quando vi que Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados trazia de volta meus tempos de infância com os diálogos, as vozes e as batalhas épicas enfrentadas pelos cavaleiros de Atena nas telinhas.

Do bronze ao divino

Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados é o primeiro jogo a contar com as quatro sagas passadas no anime (a listar: A Saga das 12 Casas, contra os cavaleiros de ouro e o Grande Mestre; a Saga de Asgard, combatendo a temível Hilda; a Saga de Poisedon, contra o poderoso rei dos mares; e, finalmente, a Guerra Santa contra o Imperador das Trevas, Hades). Ou seja, isso já indica que tem uma penca de personagens jogáveis.

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Para você ter uma idéia, só o Seiya de Pégasus possui quatro diferentes versões: a armadura de Pégasus e suas variações de bronze e roupas de treino, com a armadura de sagitário, utilizando a poderosa armadura de Odin e a armadura mais forte de todas, surgida da própria armadura de bronze de Pégasus, a sua versão divina.

Os Cavaleiros de Ouro também contam com suas armaduras em versões divinas em um modo chamado Batalha de Ouro. Infelizmente, não é a história da animação Soul of Gold (o mais recente spin-off da série), que conta a história dos cavaleiros dourados renascidos em Asgard logo após a morte no Muro das Lamentações. Mas, ainda assim, é bacana ter essas novas armaduras presentes no jogo — ainda mais que elas são muito mais poderosas que suas versões de ouro normais.

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Mas as coisas não param por ai. Você acha mesmo que, depois de enfrentá-los e derrotá-los em cada saga, você não poderia controlar os deuses e grandes vilões da história? Claro que pode! Hades e Poseidon são personagens jogáveis e os supertrunfos do game, apelões pra caramba, com combos pra mais de metro. Outra que pode ser selecionada na hora da pancadaria é Atena, a protegida de Seiya e os Cavaleiros de Bronze.

A Batalha de 1000 dias

A série de jogos dos cavaleiros criada pela Bandai Namco sempre me atraiu. Como um grande fã de Seiya e seus amigos, joguei bastante e adorei os dois jogos anteriores e posso afirmar que Alma dos Soldados não fica pra trás. O combate é bem dinâmico e, diferente do subtítulo acima, você não vai levar 1000 dias pra pegar o jeito.

Mesmo pra quem está começando agora a curtir os jogos de CDZ, logo se torna fácil conseguir combar muito facilmente, ainda que seja um pouco mais difícil pegar o timing dos combos para misturar com os poderes para causar um imenso estrago. Um bom exemplo disso é o Ikki de Fênix, que com um combo de golpes fracos permite a finalização com a Ave Fênix, tirando um tanto de vida do inimigo.

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Além dos combos e dos golpes clássicos, você ainda pode definir o Big Bang Attack antes de escolher os personagens. Pra quem não sabe, BBA é aquele poder mais poderoso (com direito a animação na tela) que, quando acerta o primeiro hit, é impossível de defender. Ou seja, o BBA nada mais é do que um nome bonito pro que a gente conhece como “especial”.

Nostalgia pura

Quem acompanhou a série na Rede Manchete na década de 1990 ou até mesmo o relançamento anos depois pelo Cartoon Network vai sentir a nostalgia bater durante o modo história. A começar com aquilo que levou a galera à loucura quando anunciado: o jogo conta com os dubladores da versão brasileira do desenho animado! Quando liguei o jogo e mudei o áudio para português do Brasil, me arrepiei ca cabeça aos pés quando ouvi as vozes dos personagens.

Outro golpe de nostalgia vem dos diálogos e mais diálogos tirados diretamente do anime e do mangá. Ao ouví-los, lembrei de várias frases utilizadas no desenho animado que foram inseridas no jogo.

Meteoro de Pégasus!

Mas nem tudo é um mar de rosas. Confesso que recordar foi muito bom mas, infelizmente, o jogo está longe da perfeição. Por exemplo, as animações das histórias deixam a desejar: a trama se desenrola por meio de cenas sem muita emoção, e seria muito mais interessante se houvesse uma interação maior entre os personagens.

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Como conheço bem a história, sei os momentos em que os cavaleiros choram, riem, gritam e, por conta dessa “desanimação”, os diálogos se tornaram um vazio sem a expressão desses sentimentos. A boa dublagem, apesar de boa, não é impecável e acabou prejudicada pelas pausas excessivas nos diálogos. Torçamos por melhores animações e cutscenes nos próximos games.

Também senti um leve “downgrade” na dificuldade do game em relação aos títulos anteriores. Por exemplo, durante a saga de Hades, há um momento em que Shaka enfrenta três Cavaleiros de Ouro ao mesmo tempo. Em Saint Seiya: Hades, para PS2, havia uma grande dificuldade nessa parte pois você enfrentava os três de forma direta. Nesse novo jogo isso já não ocorre; você enfrenta os três, mas um de cada vez, e sua vida total é restaurada a cada luta. Quase não há desafio dessa maneira, o que é uma pena.

No saldo final, Os Cavaleiros do Zodiaco: Alma dos Soldados é um bom jogo de luta, acompanhado de nostalgia e muitos personagens e armaduras trabalhando (e muito) a seu favor. Quando for jogar, recomendo que imediatamente ligue o áudio em português brasileiro e curta toda a aventura sentindo como se você realmente fizesse parte da história da animação. E vá até o final, pois jogar como Hades e Poseidon é realmente incrível!

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Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados — Nota 3/5

Desenvolvedora: Bandai Namco
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 3 e PC (Steam)
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4

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