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Críticas Games

A Hat in Time é uma simpática e problemática volta ao passado

A Hat In Time é um jogo de plataforma 3d lançado em 2017. A Hat In Time em download para PC (steam), PlayStation 4 e Xbox One é um opção interessante desenvolvida pela Gears for Breakfast para quem sente saudades da geração 64 bits. Clique logo abaixo para ver o nosso review em vídeo, ou continue lendo para conferir a análise de A Hat in Time em texto.

Veja também:

O retorno da plataforma

Onipresente durante os anos 80 e 90, faz um tempinho que o gênero plataforma perdeu seu espaço para os jogos de tiro em primeira pessoa. No entanto, em 2017 tivemos uma espécie de resgate da plataforma tridimensional nos mais diversos fronts. Super Mario Odyssey, é claro, foi o maior expoente de todos. Como esperado da Nintendo, o jogo é um dos melhores de todos os tempos e trouxe um design primoroso, mas também houve espaço para estúdios menores e projetos do Kickstarter tentarem abocanhar um pouquinho de espaço.

Yooka-Laylee, desenvolvido por ex-funcionários da Rare, acabou sendo o exemplo mais conhecido, mas o financiamento coletivo também viabilizou um outro projeto bem intencionado, o A Hat In Time. Lançado primeiro para computadores, e então para PlayStation 4 e Xbox One, o jogo da Gears for Breakfast ganhou certa notoriedade entre o nicho de fãs de jogos independentes de plataforma 3D graças ao seu estilo simpático e fofo, que procura remeter diretamente a aventuras 64 bits como Banjo-Kazooie e Mario 64.

Por sinal, é justamente a quantidade de simpatia e nostalgia que você sente por essa época e jogos que vai definir o quanto você vai gostar de A Hat In Time, já que o jogo é repleto de decisões frustrantes de design, e uma quantidade bem grande de problemas técnicos, desde uma câmera pouco cooperativa até personagens que ficam presos pelo cenário.

A heroína principal é muito, MUITO fofinha e adorável, e a sua nave estelar, o hub da aventura, funciona bem o bastante como mapa central. Na história, é preciso resgatar as ampulhetas que servem de combustível para as viagens da mocinha, mas elas foram espalhadas pelo espaço após um acidente.

O tempo voa

Essas ampulhetas funcionam como as estrelas de Mario 64 ou as Jiggies de Banjo-Kazooie, e cada uma delas é vinculada a um desafio específico, que pode consistir tanto em sessões de plataforma, exploração de pequenas áreas sandbox, ou a interação com determinados personagens e solução de enigmas.

Nem todos os objetivos são igualmente divertidos, e o jogo parece um tanto bipolar em seu design. Há fases que são um verdadeiro achado, como uma jornada de trem na qual é preciso coletar evidências para resolver um mistério. Tem até uma outra com direito a chantagem de uma criatura das trevas, que rouba sua alma e a obriga a cumprir diversas tarefas, inclusive a entregar correspondências, o que é bem engraçado. Infelizmente, a maioria das missões não chega a esse nível de qualidade, e são ou tediosas ou confusas demais, com um mapa poluído e chato de navegar, repleto de plataformas toscas e backtracking sem graça.

Além das ampulhetas, é preciso coletar novelos a fim de fabricar novos chapéus para a heroína. Cada um deles tem poderes diferentes, mas falta criatividade no jogo. O chapéu de gelo, por exemplo, só serve para dar uma bundada, o que poderia ser um poder padrão, como acontece na maioria dos jogos do gênero. Da mesma forma, um outro chapéu só serve para correr mais rápido. É muito pouco, e não é gratificante ou recompensador usar esses chapéus para superar obstáculos até então intransponíveis.

O sistema de colisão também é muito ruim, então o combate dificilmente diverte, mesmo nas raras lutas contra chefões. A dublagem oscila bastante em qualidade, porque tem vozes bem engraçadas e cheias de vida, mas também várias sem graça e burocráticas. Melhor sorte tem a trilha sonora, que conseguiu criar um bom clima de aventura. O hub principal tem até uma palhinha do Grant Kirkhope, um dos compositores mais conhecidos do gênero, com milhares de fãs pelo planeta, mas Pascal Michael Stiefel, que comanda o restante das faixas, também não deixa a peteca cair e conduz muito bem o tom lúdico da jornada.

Só para fãs e nostálgicos

Entre erros e acertos, A Hat In Time só é recomendado de verdade para quem sente muita, muita falta dos antigos jogos de plataforma 3D, ou para quem tem muito boa vontade com jogos indie de baixo orçamento. Se você estiver disposto a relevar os problemas, vista seu chapéu, pegue as ampulhetas e suba à bordo, pois a viagem promete muitas alegrias! Caso contrário, não perca o seu tempo não…

A Hat in Time – Nota: 2/5

Desenvolvedora: Gears for Breakfast
Distribuidora: Humble Bundle
Plataformas: PC, Xbox One e PlayStation 4
Plataforma utilizada na análise: PS4
Produto cedido para análise: Sim

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